Futebol cada vez mais vigoroso gera maior número de atletas lesionados

        Nada menos do que oito jogadores foram cortados de suas seleções, antes mesmo da Copa começar, devido a sérias contusões. E outros 18 foram para a África do Sul em tratamento intensivo. Esse é um bom raio-x do nosso futebol atual, cada vez mais vigoroso e cuja força física do jogador faz toda a diferença. O futebol hoje exige muito mais do atleta e estatísticas e cálculos indicam que os movimentos realizados em campo, como aceleração, desaceleração, giros e mudanças de direção, são hoje 30% mais intensos do que no passado.

        E se em campo o futebol é mais vigoroso, o jogador precisa estar pronto para esse esforço maior. “Os jogos estão mais rápidos e as jogadas mais vigorosas. A marcação, hoje, é muito maior e ríspida. Para ter mais força física, o jogador precisa de mais treino e, consequentemente, sofre um esforço maior em suas articulações”, explica o ortopedista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo, Dr. Clovis Munhoz, diretor-médico do Vasco da Gama.

        As lesões no futebol moderno são de alta intensidade, que vão desde lesões ligamentares múltiplas no joelho até fraturas e deslocamentos dramáticos da articulação, diz o ortopedista. Os jogadores muitas vezes sofrem em campo uma lesão tão intensa que no passado estariam incapacitados para continuar a jogar futebol. “A medicina esportiva avançou muito e hoje podemos contar com novas técnicas de diagnósticos, como, por exemplo, a ressonância magnética. Isso ajuda muito a buscar o tratamento correto. Já podemos diagnosticar lesões que antes não eram reconhecidas e aprendemos a tratá-las”, explica o Dr. Clovis Munhoz.

        A Terapia de Ondas de Choque - TOC – é um ótimo exemplo dos avanços da medicina esportiva, é cada vez mais utilizada pelos grandes clubes me todo o mundo e é o que há de mais novo no tratamento das dores do sistema músculo esquelético, cuja eficácia já alcança a impressionante marca de 70 a 85% de bons resultados em pacientes que não obtiveram melhoria com outros tratamentos.

        - Métodos conservadores, como uso de medicamentos, fisioterapia e reequilíbrio muscular são os mais utilizados para o tratamento dos atletas, mas grandes traumas, como torções, fraturas e ruptura de tendões indicam o tratamento cirúrgico. A TOC é um método praticamente indolor e não invasivo, através de ondas acústicas, que vem sendo utilizado com sucesso em substituição a vários tipos de cirurgia. O tratamento da TOC é feito em consultório médico, por médico capacitado. As ondas de choque agem de diversas maneiras. Através de ação mecânica, causando a formação de  microbolhas que eclodem, formando migrofragmentação da calcificação; através de ação vascular, com neo vascularização, melhorando a irrigação,e oxigenação local; e através de ação analgésica e antiinflamatória por intenso estímulo na área, liberando enzimas locais que atuam na fisiologia da dor e da inflamação – explica ele.

        Segundo o médico do CREB, a TOC tem excelentes níveis de aprovação, muitas vezes elimina a necessidade da cirurgia e em função da rápida recuperação é especialmente indicada para atletas lesionados. Inclusive, a TOC foi utilizada nas olimpíadas com muito sucesso em atletas lesionados, que conseguiram competir devido à eficácia do tratamento. O CREB é pioneiro e referência em tratamento da TOC no Rio de Janeiro.