Lombalgia de Júlio César não preocupa

        O goleiro da seleção brasileira, Júlio César, deu um susto ao sair de campo em menos de 25 minutos no amistoso contra o Zimbábue. Ele pediu para ser substituído aos 19 minutos do primeiro tempo, após sofrer uma pancada na região lombar, ao bater no chão. A apreensão deu lugar ao alívio: Júlio César teve uma lombalgia, iniciou seu tratamento imediatamente e sua contusão não deverá se transformar em um problema médico. O goleiro saiu de campo por precaução.

        A lombalgia caracteriza-se por dor na região lombar, na parte inferior da coluna vertebral, pouco acima das nádegas, na altura da cintura, decorrente de alguma anormalidade. “A lombalgia é muito comum. Estudos indicam que de 85% a 90% dos adultos poderão sofrer um episódio de lombalgia ao longo da vida. Uma queda simples, como a de Júlio César, é o suficiente para a lombalgia aparecer. É tão comum que só tem incidência menor do que a dor de cabeça”, explica o Dr. Clovis Munhoz, reumatologista do CREB – Centro de Regumatologia e Ortopedia Botafogo – e médico do Vasco da Gama.

        A lombalgia geralmente começa de forma discreta, podendo aumentar progressivamente. “A pessoa sente dor e, em alguns casos, contratura muscular. A dor pode durar alguns dias, desaparecer e retornar depois de algum tempo. Por isso é fundamental consultar um especialista, para resolver o problema. O exame clínico é muitas vezes  suficiente para o diagnóstico, embora exames de raio-x, tomografia e ressonância magnética ajudam em alguns casos a determinar a extensão da lesão e em que região da coluna está localizada a lombalgia”, afirma o Dr. Clovis Munhoz.

        - Uma queda de mal jeito, com a de Júlio César, é o suficiente para aparecer uma lombalgia. Mas há inúmeros fatores de risco que contribuem para o desencadeamento de dores lombares, como a obesidade, fumo, sedentarismo, maus hábitos posturais e trabalho repetitivo, entre outros. Além do tratamento medicamentoso, o médico poderá prescrever medidas fisiátricas e protocolos que incluem acupuntura, RPG e hidroterapia, como temos e utilizamos aqui no CREB – finaliza.