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CONTEÚDO CREB SOBRE SAÚDE

Entendendo as contusões no futebol

 

As contusões no futebolQuando um jogador sofre uma contusão, durante uma partida de futebol, o torcedor logo quer saber o que aconteceu com o atleta e, principalmente, quanto tempo ele poderá ficar afastado dos gramados. Mas se na medicina há uma série de fatores e imprevistos que alteram um diagnóstico, imagine quando se fala em um jogo, onde se tem apenas a imagem do lance e nada mais?

Ainda que a medicina seja um vasto campo de hipóteses e diagnósticos, o médico ortopedista do CREBCentro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo, Dr. Clóvis Munhoz, explica que não é difícil entender os tipos de lesões que os jogadores sofrem. Segundo ele, são quatro as mais comuns patologias traumáticas de uma partida de futebol. “A primeira e mais comum é a contusão. É um trauma direto, uma pancada, um chute, um tostão na coxa que o jogador recebe durante a partida. Uma contusão pequena leva em torno de 48 horas de tratamento, com gelo, antiinflamatório, analgésico, repouso e fisioterapia, entre outros procedimentos. Se for uma contusão grande, pode ficar afastado até 10 dias”, orienta  Dr. Clóvis, diretor médico do Vasco da Gama e professor de ortopedia da UFRJ.

A entorse ou torção – também chamada de distorção ou torcedura – é o estresse da articulação, na grande maioria das vezes sem rompimento de ligamentos ou com rompimento parcial, explica ele. “Quando há ruptura significa que há um desencaixe de peças ósseas, conhecida como luxação. As entorses mais comuns no futebol acontecem no tornozelo e no joelho. Às vezes, nem precisa de contato físico com outro jogador. Um campo esburacado se encarrega destas entorses. O jogador pode ficar parado de cinco dias a dois meses, dependendo naturalmente do nível de entorse”, orienta o médico do CREB, acrescentando que além da torção, o atleta pode ter uma lesão de ligamentos ou de menisco. “Uma torção de ligamento cruzado anterior tira o jogador dos campos de seis a oito meses”, diz o médico ortopedista.

Outra doença comum é a fratura, ou seja, “a interrupção da solução de continuidade do osso, o famoso osso quebrado”. Dr. Munhoz diz que felizmente não é tão comum no futebol e quando acontece o jogador fica de 90 a 120 dias em média para consolidar a fratura, mais algo em torno de seis meses para voltar a jogar futebol. Vale ressaltar que sempre deve se considerar caso a caso. Por último, temos as lesões musculares, divididas em quatro graus, de acordo com suas conseqüências. Edemas são de grau um, edemas com presença de líquido e rupturas de fibras musculares são de grau dois, edemas com líquidos e ruptura de 50% das fibras musculares são de grau três e, finalmente, tudo isso com mais de 50% de ruptura das fibras do músculo atingido são de grau quatro. “O jogador pára por até dois meses”, avalia o Dr. Munhoz.

O médico do CREB e do Vasco da Gama alerta, ainda, para as tendinites, principalmente nos tornozelos e nos joelhos. “Muitas vezes, o jogador está sentindo dores, mas não quer ficar de fora de um jogo, seja porque é decisivo ou porque não quer perder sua posição. Então, ele nada fala ao médico, o que chamamos de ‘simulação positiva’. O problema é que esse quadro se agrava e, depois, ele pode ter um problema mais sério”, explica.


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