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CONTEÚDO CREB SOBRE SAÚDE

Uso de sapatos com salto alto deve ser limitado

 

A maioria das mulheres adultas já incorporou o salto alto ao seu dia-a-dia e muitas vezes nem sentem mais as dores cotidianas, em troca da elegância e da beleza que o calçado oferece. O problema é que o uso frequente de sapatos com salto alto provoca o encurtamento nos músculos da parte de trás da perna, danos à coluna, dores no joelho, calosidades, joanetes e unhas encravadas, entre tantos outros possíveis problemas.  O problema do uso regular de sapatos com salto alto torna-se ainda mais intenso quando relacionado a adolescentes e jovens, em um período que o corpo ainda está moldando a postura.

Justamente para reforçar essa tese, a Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Minas Gerais promoveu um amplo estudo com cem jovens entre 13 e 20 anos, das quais metade usuária de salto alto e metade não usuária. A pesquisa levou em consideração o uso do salto alto mais de três vezes por semana e por mais de quatro horas consecutivas. O trabalho conclui que quanto mais precoce o uso de calçados com salto alto, maior é a chance do desenvolvimento de sérios problemas na coluna, na rotação do osso da pelve (a jovem fica com o bumbum mais empinado), além da aproximação dos joelhos e afastamento dos pés, o que deixa as pernas no formato de um “X”.
 
“Esta pesquisa é muito pertinente pois o uso de qualquer salto alto por muitas horas seguidas, e muitas vezes na semana, pode trazer sérios problemas em qualquer idade. E quanto mais cedo, maior a probabilidade, pois o uso desse tipo de calçado durante a fase de crescimento ósseo pode causar alterações na postura e na marcha. Essas alterações, a longo prazo, podem gerar dores, desequilíbrio muscular, estresse articular e até degeneração nas articulações”, explica o ortopedista Clovis Munhoz, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo e diretor médico do futebol profissional do clube Vasco da Gama.

O médico do CREB explica que as mulheres podem, sim, usar sapatos de salto alto, mas em ocasiões especiais e apropriadas, como festas e eventos sociais. “Mas nunca deve-se usar sapatos de salto alto no dia-a-dia. Tem mulheres que usam salto alto todos os dias, até para trabalhar”, ressalta ele. O Dr. Clovis Munhoz diz que entre sapatos de salto alto o modelo menos nocivo é o de plataforma, o único que deixa todo o pé numa mesma altura. “O maior problema o calçado com salto fino é o desequilíbrio que ele promove ao corpo da mulher. Procure um calçado que seja confortável, de um material maleável, que deixe o pé respirar e com 2 a 3 cm de salto, no máximo”, ensina.  Outra dica é evitar as sandálias “rasteirinhas”, já que o pé fica solto e o peso corporal permanece localizado no calcanhar.

Outra dica importante é seguir algumas regrinhas na hora de comprar um sapato. Segundo o médico, o ideal é fazer a compra no final da tarde ou de noite, pois os pés incham Durante o dia, o que pode atrapalhar na escolha do modelo mais confortável. “A regra número um é: jamais compre um sapato menor do que o seu pé. Pode parecer um contra-senso, mas muitas mulheres compram sapatos justos para parecer ter um pé menor. Outra dica importante: não acredite que o sapato irá ceder. Ele deve ser confortável já na hora da compra. Experimente ambos os pés, pois um é sempre maior do que o outro”, diz. Outra dica é evitar modelos de plástico, que não deixam o pé respirar e podem causar micoses.

– Se o sapato causa incomodo ao seu pé, então não compre, ainda que esteja seduzida pela beleza. E lembre-se: conforto é essencial na escolha de qualquer modelo de calçado – finaliza ele.


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