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Dores no joelho? Um especialista deve ser consultado

É muito comum sentirmos dor no joelho, após uma longa caminhada ou a realização de atividade física. Muitas vezes, achamos que a dor é apenas consequência natural de um esforço maior, um desconforto qualquer, e não damos atenção ao fato. Ao menor sinal de dor no joelho, um especialista deve ser consultado: a dor no joelho é o principal sintoma da artrose do joelho, acompanhada da sensação de rigidez, crepitação e inchaço.

“O paciente sente dor no joelho e acha que é algo passageiro, que um simples analgésico resolverá o problema. Essa dor pode até sumir, mas também pode voltar e piorar, até mesmo comprometendo as atividades diárias e influenciando em sua qualidade de vida. A dor pode piorar, por exemplo, quando há pressão adicional na articulação, como quando subimos escadas. A sensação de rigidez é fruto do atrito do osso e inchaço na articulação do joelho, o que o torna rígido e menos flexível. Essa sensação pode ser mais intensa de manhã, quando levantamos da cama, ou após um longo período de inatividade, como, por exemplo, após muito tempo sentados diante de um computador. Essa rigidez pode vir acompanhada de inchaço”, afirma o Dr. Clovis Munhoz, ortopedista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo, e professor de ortopedia da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).

Segundo ele, um joelho com artrose apresenta a cartilagem nas articulações “quebrada”, ou seja, “machucada”. “Há o desenvolvimento e crescimento de ósseos anormais, chamados de osteófitos ou esporões ósseos, e trata-se de um processo gradual, que pode piorar ao longo dos anos. A dor crônica é o principal sintoma, principalmente em movimentos como dobrar, ajoelhar, agachar e subir escadas. Quando a cartilagem do joelho é seriamente comprometida, os ossos do fêmur e da tíbia, e às vezes da rótula também, podem se esfregar, de modo que provoca irritação e o inchaço do joelho. Essa sensação pode ser acompanhada da sensação de queimação e o joelho pode ficar vermelho ao toque”, diz o Dr. Clóvis.

O estalar do joelho é mais um sintoma da artrose, o que pode acontecer principalmente quando agachamos e o joelho é dobrado. O ortopedista do CREB diz que pode ser um sinal de desgaste da cartilagem. O Dr. Clóvis recomenda que ao menor sinal de dores no joelho, um especialista deve ser consultado para a definição do diagnóstico e do tratamento. “Quando mais cedo começarmos a tratar, melhor será”, garante.

Fisiatra revela as verdades e as fake news da fibromialgia

Pacientes acometidos pela fibromialgia reclamam de dores diárias nas articulações e em várias partes do corpo. Ao chegar no consultório de um médico, muitas vezes o diagnóstico da fibromialgia não é reconhecido pelo profissional. Também é comum que familiares e amigos do paciente achem que as dores são “inventadas” pelo paciente. A fibromialgia não pode ser detectada por teste algum, e para que seja diagnosticada é necessária a exclusão de outras possíveis doenças osteoarticulares reumatológicas que cursam com dores pelo corpo. Afinal, quais são as verdades e as fake news da fibromialgia? É o fisiatra Antônio D’almeida Neto, do CREB – Centro de Reumatologia e ortopedia Botafogo – quem responde:

Fibromialgia não é real: fake news

A fibromialgia é uma condição crônica real. De acordo com o Dr. Antônio, é caracterizada por uma dor generalizada nos músculos, articulações e tendões em todo o corpo. “Outros sintomas da fibromialgia incluem síndrome do intestino irritável, fadiga, problemas de memória, insônia, depressão, dores de cabeça, dormência e formigamento. A fibromialgia é uma síndrome, e uma síndrome é um conjunto de sinais e sintomas diferentes, sendo que todos esses sintomas em conjunto levam a um diagnóstico de fibromialgia. Embora não haja exames de rotina para diagnosticar a fibromialgia, os médicos diagnosticam a fibromialgia descartando outras condições e realizando um exame físico adequado”, explica ele.

Para diagnosticar a fibromialgia, uma pessoa precisa ter “pontos de gatilho” ou “ tender points “ em locais específicos do corpo.: fake news

Os “pontos de gatilho”, também conhecidos como “tender points”, costumavam fazer parte dos requisitos de diagnóstico da fibromialgia. Mas eles realmente caíram em desuso. “Na verdade, os pontos de gatilho estão ausentes em cerca de 20% das pessoas com fibromialgia”, diz o fisiatra do CREB.

Os pesquisadores identificaram as causas da fibromialgia: fake news

“Infelizmente não há causa conhecida para fibromialgia. Pode ser genético, pode ser ambiental e pode, também, ser uma combinação de ambos. Em alguns pacientes, vemos alguns fatores desencadeantes, tais como um acidente de carro, um trauma físico ou mesmo um trauma psicológico. Esses eventos podem estar associados ao início de alguns sintomas da fibromialgia”, afirma o Dr. Antônio.

Não existem tratamentos para o trauma da fibromialgia: fake news

O tratamento da fibromialgia se baseia na utilização de medicamentos específicos, associados a técnicas de reabilitação para alívio dos sintomas álgicos. “Dentre os medicamentos, pode-se utilizar analgésicos e relaxantes musculares para alívio das dores difusas. Antidepressivos auxiliam no tratamento da depressão e, muitas vezes, na melhora do sono não restaurador. A hidroterapia é uma técnica fisioterápica fundamental, pois combina exercícios de alongamento muscular na água quente resultando no alívio da dor. A acupuntura é outra técnica utilizada para o manejo da dor. No CREB, disponibilizamos tanto a hidroterapia, em duas piscinas apropriadas para tal prática, quanto a acupuntura”, explica ele.

Mude seu estilo de vida para obter sucesso no tratamento da fibromialgia: verdade

“O tratamento da fibromialgia não vem na forma de uma pílula mágica”, ressalta o Dr. Antônio. Segundo ele, vem por meio da modificação do estilo de vida. “Trabalhe e se exercite o suficiente. Atividades de baixo impacto, como caminhada e ioga, são ótimas .Tente reduzir os fatores que lhe causam estresse. Ou procure um psicólogo para ajudar no manejo da depressão”, finaliza ele, pontuando que o CREB oferece orientação psicológica gratuita para seus pacientes.

Acupuntura ganha espaço no combate à dor

Utilizada pela milenar medicina chinesa, a acupuntura vem sendo utilizada cada vez mais no ocidente como uma excelente opção no combate à dor, trazendo alívio e qualidade de vida para os pacientes. Trata-se de um protocolo utilizado para os mais diversos tipos de tratamento.

A acupuntura se utiliza de agulhas com a espessura de um fio de cabelo, que são aplicadas em pontos pré-determinados, segundo o quadro do paciente.

  • A acupuntura se baseia na restauração do funcionamento neural do organismo. Ela promove uma neuromodulação de tudo que envolve o sistema nervoso central e periférico do paciente. Além de trazer o alívio para a dor, a acupuntura atua sobre a hipertensão arterial, transtornos do sono, síndromes de equilíbrio, asma, alergias, refluxos gástricos, disfunção erétil, incontinência urinárias e muitas outras patologias – explica Bruno Vargas, ortopedista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.

O Dr. Bruno pontua que apenas profissionais habilitados devem praticar a acupuntura, cuja técnica é complexa. Ele acrescenta que apenas um médico pode diagnosticar a doença do paciente e recomendar a acupuntura.

  • Na China, somente pessoas graduadas em medicina tradicional chinesa ou medicina ocidental podes exercer a acupuntura. Vale lembrar que essa prática é reconhecida como especialidade médica no Brasil desde os anos 80 – finaliza. O CREB oferece a especialidade, com profissional habilitado e gabaritado para tal.

Capsulite adesiva. O que é e como tratar

Também popularmente chamada de “ombro congelado “, a capsulite adesiva é um problema caracterizado pela grande restrição de movimento dessa articulação associado a um importante quadro de dor. A capsulite adesiva é causada por um processo inflamatório que ocorre na cápsula articular do ombro, resultando em seu espessamento e fibrose, restringindo a movimentação dessa articulação.

Segundo o ortopedista Ricardo Sheps, do CREB – Centro de Reumatologia e ortopedia Botafogo – a doença acomete principalmente mulheres após 55 anos, sendo raro o seu aparecimento antes dos 40 anos de idade.

  • O ombro é uma articulação formada por cápsula articular, que tem uma consistência elástica. A capsulite adesiva, ou ombro congelado, pode ser causada após um trauma nessa articulação, após um procedimento cirúrgico e, ainda, após longos períodos de imobilização do ombro. Também observa-se o surgimento da doença em pacientes com algumas doenças, como diabetes, problemas na tireoide e doenças autoimunes – explica o ortopedista do CREB

Sintomas e tratamento da capsulite adesiva

De acordo com o Dr. Ricardo, dentre os sintomas da doença observa-se a presença de dor articular combinado com grande restrição para realizar os movimentos do ombro e braço. O quadro pode durar por até 24 meses. Ele pontua que a capsulite adesiva é uma doença autolimitada, que se resolve sozinha após vários meses.

  • A fisioterapia é fundamental para o tratamento dos pacientes. Inicialmente, devemos optar por medidas para o controle da dor, porém a parte principal do tratamento é a realização de fisioterapia, visando o restabelecimento dos movimentos do ombro, através da cinesioterapia – conclui ele.

Dor na batata da perna pode ser sinal de Síndrome da Pedrada

Quem nunca sentiu alguma dor, ou mesmo um desconforto, na batata da perna? Muito comum. a Síndrome da Pedrada é um nome popular utilizado para o estiramento do músculo gastrocnêmio da perna, também popularmente chamado de “batata da perna”. Segundo João Marcelo Amorim, ortopedista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo – e médico do time de futebol do Flamengo, geralmente o problema ocorre durante uma atividade física intensa, tal como corrida.

“Durante esse esforço físico pode ocorrer um estiramento súbito do músculo. O resultado da Síndrome da Pedrada é dor na panturrilha, forte e repentina, sensação de ter levado uma pedrada na panturrilha, formação de um hematoma no local da dor e dificuldade ou incapacidade para andar”, explica o ortopedista do CREB.

Como tratar a Síndrome da pedrada

O Dr. João Marcelo explica que após o quadro agudo, a interrupção do exercício é necessária e a avaliação médica é fundamental para avaliar o grau de estiramento muscular. “Nesses casos, o exame de ultrassonografia permite a avaliação do músculo afetado, assim como a classificação do grau do estiramento muscular e avaliação do hematoma, assim como a sua dimensão”, explica.

Para o tratamento, é fundamental o repouso muscular. “Associado ao repouso, prescrevemos a fisioterapia com o objetivo de alívio da dor e recuperação da mobilidade. O tempo de recuperação depende do grau da lesão”, finaliza o ortopedista.

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