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Sarcopenia: CREB tem equipe multidisciplinar para tratamento da doença

A sarcopenia é uma síndrome geriátrica progressiva de diminuição da força e massa muscular esquelética. Segundo a reumatologista Euriana Travagim, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo – a sarcopenia consequentemente ocasiona diminuição da habilidade de práticas diárias, perda da independência social, além do aumento de risco de quedas e fraturas.

  • A prevenção, diagnóstico e tratamentos são possíveis desde o paciente faça o acompanhamento com profissional familiarizado com o tema. O CREB dispõe de uma equipe multidisciplinar competente, além de exames complementares e parque de reabilitação completo para conduzir os pacientes a melhoria do quadro – afirma ela.

Segundo a reumatologista do CREB, a prática de exercício físico resistido e de fortalecimento, associado à alimentação direcionada e suplementação medicamentosa, são algumas medidas importantes no controle do quadro da sarcopenia. A Dra. Euriana pontua que ao menor sinal de dores, um especialista deve ser consultado.

Aumento da longevidade traz maior número de fraturas

  • O aumento da longevidade faz com que a progressão do número de fraturas seja cada vez mais expressiva. A ocorrência da fratura do quadril, pela sua alta taxa de mortalidade e morbidade e pelo alto custo de tratamento, é o mais importante marcador da efetividade no tratamento da osteoporose. Em países e sistemas que, especialmente na última década, vêm investindo na prevenção da osteoporose e de suas consequências, o número de fraturas do quadril vem diminuindo. O que eles têm em comum é a prevenção secundária de fraturas, ou seja, evitar a fratura seguinte. Visto que metade dos pacientes que tiveram uma fraturado quadril teve uma fratura prévia e que os tratamentos disponíveis provaram ser extremamente eficientes para diminuir fraturas subsequentes, boa parte das fraturas de quadril é evitável. É nesse cenário que o ortopedista desempenha um papel preponderante.

A afirmação é do ortopedista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo, Bernardo Stolnikci, coordenador do CREB Prevrefrat, programa de prevenção da refratura da clínica. Segundo ele, a osteoporose é definida como uma doença óssea caracterizada pelo comprometimento da resistência óssea que predispõe a um aumento do risco de fratura. A fratura por fragilidade óssea é a maior expressão clínica dessa doença. Fratura por fragilidade é definida pela Organização Mundial de Saúde como “uma fratura causada por um trauma que seria insuficiente para fraturar um osso normal, resultado de uma redução da resistência compressiva ou torsional”. Do ponto de vista clínico poderia ser definida como uma fratura que ocorre como o resultado de um trauma mínimo, como uma queda da própria altura ou menor ou por trauma não identificado. As fraturas por fragilidade típicas incluem vértebras, fêmur proximal (quadril), rádio distal e úmeroproximal. Uma fratura por fragilidade é o indicador mais forte de risco de futura fratura. Pacientes que tiveram uma fratura em qualquer sítio têm aproximadamente duas vezes o risco de apresentar uma futura fratura em comparação com indivíduos que nunca tiveram tal lesão.

O ortopedista do CREB relata que no Brasil, o número de pessoas que têm a doença chega a10 milhões e os gastos com o tratamento e a assistência no Sistema Único de Saúde (SUS) são altos. Só em 2010, o SUS gastou aproximadamente R$ 81 milhões para a atenção ao paciente portador de osteoporose e vítima de quedas e fraturas.

  • Um paciente com fratura por baixo trauma do punho, quadril, úmero proximal ou tornozelo tem quase quatro vezes maior risco para fraturas futuras. Pacientes com uma fratura vertebral terão novas fraturas vertebrais no prazo de três anos, muitos já no primeiro ano. Um paciente com uma fratura vertebral tem quase cinco vezes mais risco de uma futura lesão semelhante e o dobro do risco para fratura do quadril e outras fraturas não vertebrais. Pacientes que sofreram fratura do punho têm quase duas vezes o risco relativo de uma futura fratura do quadril. Fraturas secundárias ocorrem rapidamente após a primeira fratura. O risco de fraturas subsequentes parece ser maior, logo após uma fratura, especialmente no primeiro ano. Pacientes que tiveram uma fratura do quadril formam o grupo de maior risco para fraturas futuras e devem ser priorizados para avaliação e início de tratamento para evitar outras fraturas secundárias. Ao contrário do que se possa imaginar, esses pacientes podem se beneficiar muito do tratamento. Iniciativas para evitar fraturas secundárias (subsequentes) devem ser oferecidas a todo homem e mulher acima dos 50 anos que tiveram fraturas por fragilidade, pois essas fraturas podem preceder uma fratura do quadril no ciclo que uma fratura conduz a outra (“cascata fraturária”). Uma fratura por fragilidade inicial é o suficiente para requerer uma avaliação que inclui medição da densidade mineral óssea com avaliação do risco de fratura e início de tratamento, se não houver alguma contraindicação formal – explica ele.

Senescência, a biologia do envelhecimento

Sim, encolher na terceira idade é um processo natural, que tem até um nome: senescência, a biologia do envelhecimento. “Encolher faz parte de um processo natural de envelhecimento do ser humano. Na verdade, nosso organismo se modifica com o passar dos anos, desde os tecidos, que se tornam menos flexíveis, inclusive com perda de fluidos e hormônios, até a perda de força e estrutura de nossos músculos e ossos. O encolhimento é natural, não se trata de nenhum problema ou doença. Acredita-se, inclusive, que o efeito da gravidade também contribua para esse encolhimento natural”, explica Clovis Munhoz, ortopedista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo – e professor de ortopedia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

O médico do CREB pontua que uma pesquisa realizada na Alemanha, com 1200 voluntários, por meio de raio-x e outros exames, permitiu a elaboração de um banco de dados sobre a altura dos discos e a forma da coluna vertebral com a chegada à terceira idade. Os cientistas queria resposta para duas perguntas: há uma redução dos discos que ficam entre os ossos ou a altura dos discos aumenta com a idade? A diminuição da estatura é causada pelo fato de os ossos ficarem mais comprimidos? A conclusão que chegaram foi que os discos da parte baixa das costas, da lombar, aumentaram de altura até as pessoas atingirem 70 anos, em ambos os sexos. Ao mesmo tempo, a principal parte das vértebras ficou menor com a idade. O centro dos ossos aparentava ter baixado seu nível de propriedades. A parte superior de cada osso sofreu alteração em sua densidade, passou a ter massa mais reduzida se comparada com a inferior. A concavidade aumentou em toda a extensão.

  • O encolhimento é provocado pelas mudanças nos ossos, não nos discos entre eles. A coluna vertebral é formada por várias vértebras, ligadas por articulações, os discos intervertebrais. Tais discos são feitos de material fibroso (ânulo fibroso) e gelatinoso (núcleo pulposo) que desempenham a função de amortecedores e são responsáveis pela mobilidade. O que diminui de tamanho são as vértebras, que sobrepõem-se umas às outras, integrando o canal vertebral – finaliza o Dr. Clovis.

RPG é uma excelente opção para a terceira idade, com correção da postura

Conhecida como RPG, a Reeducação Postural Global pode ser uma excelente opção para a terceira idade. Além das dores frequentes nas articulações, o idoso sofre com limitações de movimento, alterações posturais, dificuldade de manter o equilíbrio, alteração na coordenação motora, diminuição na força e flexibilidade dos músculos, rigidez das articulações, dificuldade de locomoção, etc. Todos esses problemas interferem no bem estar geral do idoso e muitas vezes estão associados a outras patologias importantes como diabetes, cardiopatias, doenças renais, doenças respiratórias, artrose, problemas de visão e outros. Para suprir as deficiências causadas pelos fatores acima citados, o idoso incorpora uma postura completamente alterada, mas que pode ser aos poucos corrigida, respeitando as compensações que são inerentes ao envelhecimento.

Segundo o fisiatra e reumatologista Haim Maleh, também professor de reumatologia da Universidade Federal Fluminense (UFF), a RPG é um método da Fisioterapia que avalia e trata os pacientes de forma individual, respeitando as particularidades de cada organismo e buscando as causas que originam os problemas.

  • A RPG atua sobre os aspectos estático e o dinâmico. O aspecto estático prevê a correção e melhora das alterações posturais. O aspecto dinâmico trabalha visando melhorar a coordenação motora e o equilíbrio, ajudando na realização de movimentos do dia a dia de forma mais independente e segura, como andar, sentar, deitar, levantar, movimentar os braços e a cabeça. É excelente para a terceira idade. A RPG promove um bem estar e aumenta a autoestima dos idosos, que percebem claramente uma melhora na sua postura – garante o Dr. Haim.

Idoso encolhe naturalmente. Processo chama-se senescência

Encolher faz parte do processo natural de envelhecimento do ser humano. Esse processo tem o nome de senescência, a biologia do envelhecimento. Na verdade, nosso organismo se modifica com o passar dos anos, desde os tecidos, que se tornam menos flexíveis, inclusive com perda de fluidos e hormônios, até a perda de força e estrutura de nossos músculos e ossos.

  • Muitos pais dizem para seus pequenos filhos que não são os vovôs e vovós que estão encolhendo, mas sim eles – os filhos – é que estão crescendo. Na verdade, os idosos encolhem sim, e isso é muito natural. Não se trata de nenhum problema ou doença. Acredita-se, inclusive, que o efeito da gravidade também contribua para esse encolhimento natural – explica Clovis Munhoz, ortopedista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo – e professor de ortopedia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Uma recente pesquisa realizada na Alemanha, com 1.200 voluntários, permitiu a elaboração de um banco de dados sobre a altura dos discos e a forma da coluna vertebral com a chegada à terceira idade. Por meio de raio-X e outros exames, os pesquisadores chegaram a conclusão de que os discos da parte baixa das costas, da lombar, aumentaram de altura até as pessoas atingirem 70 anos, em ambos os sexos. Ao mesmo tempo, a principal parte das vértebras ficou menor com a idade. O centro dos ossos aparentava ter baixado seu nível de propriedades. A parte superior de cada osso sofreu alteração em sua densidade, passou a ter massa mais reduzida se comparada com a inferior. A concavidade aumentou em toda a extensão.

  • Essa pesquisa demonstrou que o encolhimento é provocado pelas mudanças nos ossos, não nos discos entre eles. A coluna vertebral é formada por várias vértebras, ligadas por articulações, os discos intervertebrais. Tais discos são feitos de material fibroso (ânulo fibroso) e gelatinoso (núcleo pulposo) que desempenham a função de amortecedores e são responsáveis pela mobilidade. O que diminui de tamanho são as vértebras, que sobrepõem-se umas às outras, integrando o canal vertebral – explica o Dr. Clovis, pontuando que pela manhã, independente da idade, nossos ossos ficam menores porque há perda de líquido durante o sono.

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