CONTEÚDO CREB SOBRE SAÚDENovidades

Reumatologista do CREB explica como mulheres na pós-menopausa podem se prevenir da osteoporose

Nos primeiros cinco anos de menopausa em geral as mulheres perdem 20% da massa óssea. Por isso, a prevenção dessa perda é muito importante porque prevenir perda de massa óssea é prevenir fraturas. “Fraturas de quadril, por exemplo, aumentam significativamente a morbidade e a mortalidade e diminuem a qualidade de vida em mulheres na meia-idade, podendo levar à morte”, destaca a reumatologista Isis Reis, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.

Segundo ela, é muito importante que as mulheres nestas condições sempre consultem um médico especialista para orientação adequada. Sobre a prevenção, ela indica uma alimentação balanceada, com uma dieta rica em cálcio. “O consumo adequado de cálcio na dieta, presente principalmente em laticínios, é fundamental. Os intolerantes a esse tipo de alimento podem suplementar o cálcio artificialmente na forma de comprimidos”, ressalta ela.

A média do CREB destaca que é preciso realizar atividade física regularmente e se expor ao sol – nos horários adequados – para que se mantenha os níveis satisfatórios de vitamina D. “Há também o tratamento medicamentoso, que deve ser sempre prescrito pelo médico especialista. Existem várias classes de medicamentos, dentre os quais os bisfosfonatos, que são recomendados como primeira opção para mulheres com osteoporose que tenham função renal adequada. Outras opções são os medicamentos biológicos e nas formas de osteoporose grave e ou fraturas por fragilidade, quando devemos considerar os agentes anabólicos”, explica a Dra. Isis.

Osteoporose: possibilidade é maior para quem tem gordura visceral

As estatísticas mostram que mulheres que estão abaixo do peso têm um risco maior de ter osteoporose. Por isso, por muito tempo, acreditou-se que a gordura na barriga protegeria contra a doença. Mas estudos científicos indicam que a gordura, especialmente a gordura visceral, localizada entre os órgãos na cavidade abdominal, aumenta o risco de osteoporose.

Um destes estudos científicos avaliou a densidade mineral óssea e o índice de massa corporal (IMC) de 50 mulheres obesas com idade média de 30 anos. As voluntárias fizeram uma tomografia computadorizada para medir a perda óssea e a uma ressonância magnética para avaliar a quantidade de gordura na medula de seus ossos. A quantidade de gordura na barriga das mulheres também foi medida.

  • Esse estudo mostrou que em geral quanto maior a gordura visceral das mulheres, menor era a densidade mineral óssea. Nenhuma voluntária tinha osteoporose, mas algumas delas tinham uma densidade mineral óssea abaixo do normal e estavam com osteopenia, um estágio anterior a osteoporose. As mulheres obesas com mais gordura visceral também tinham gordura na medula óssea, o que sugere que essa gordura nos ossos os torna mais fracos – explica o ortopedista Bernardo Stolnikci, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.

Segundo ele, no Brasil mais de 10 milhões de pessoas são acometidas pela doença, caracterizada pela diminuição da massa óssea, com consequente enfraquecimento e fragilidade do osso e, portanto, maior possibilidade de fraturas. O Dr. Bernardo pontua que uma em cada quatro mulheres, após a menopausa, tem osteoporose e uma a cada cinco mulheres que já tiveram fratura sofrerão outra fatura, em menos de um ano.

  • Os principais fatores de risco da doença são: ser mulher; ter pele e/ou olhos claros; ser baixa e/ou magra; quem não toma leite ou ingira pouco alimento com cálcio; pessoas sedentárias; quem toma pouco sol; quem tem parente que sofre da doença; quem tem asma (bronquite), artrite ou alergia; fumantes; quem ingere muito café e bebida alcoólica; quem tem menopausa precoce por cirurgia ou não; quem usa antiácidos, anticonvulsivantes, certos diuréticos, heparina e/ou corticóides; e quem tem problema de tiróide – afirma ele.

Fibromialgia: hidroterapia pode ser uma excelente opção para recuperar a qualidade de vida perdida

A hidroterapia é uma excelente opção para pacientes com fibromialgia. Segundo a reumatologista Euriana Travagim Brione, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo – muitos pacientes com fibromialgia apresentam níveis mais baixos de força muscular e resistência aos exercícios. A prática regular de exercício físico para esses pacientes é fundamental, e faz parte do tratamento prescrito.

“A hidroterapia é uma excelente opção, pois é realizada em piscinas apropriadas, com água em 36 graus, eliminando o impacto e ajudando a relaxar. De fato, pode ajudar no condicionamento físico, no combate à dor e na consequente melhora da qualidade de vida do paciente”, garante a médica do CREB.

Um estudo científico publicado no Journal of Physical Therapy Science, intitulado “Os efeitos do exercício aquático, isométrico força-alongamento e aeróbico em parâmetros físicos e psicológicos de pacientes do sexo feminino com síndrome da fibromialgia”, reforça a tese dos benefícios da hidroterapia para quem é acometido pela fibromialgia. Os pesquisadores estudaram o impacto dos exercícios aquáticos aeróbicos e de alongamento de força isométrica nos parâmetros físico e psicológico dos pacientes com fibromialgia, comparando exercícios isométricos de força e alongamento, aeróbicos em ginásios e aeróbicos realizados em piscinas. Segundo a pesquisa, a terapia aeróbica realizada em piscinas foi mais eficaz. Os pesquisadores explicaram que à ausência da força de impacto sobre as articulações durante os exercícios na água faz toda a diferença nos resultados.

“A hidroterapia é mesmo mais eficaz e ajuda a devolver a qualidade de vida perdida para pacientes com fibromialgia”, afirma a Dra. Euriana. Ela pontua que o CREB dispõe de duas piscinas exclusivas para a prática da atividade.

Cervicalgia é mais comum entre as mulheres

Cervicalgia é a dor localizada nas vértebras da coluna cervical. Nossa coluna cervical conta com sete vértebras, que são ligadas por músculos e ligamentos, formando uma espécie de ponte óssea entre a cabeça e o nosso tronco. A coluna cervical faz o controle dos movimentos da cabeça em relação ao tronco, assegurando sua sustentação. A dor localizada nas vértebras da coluna cervical é a principal indicação de cervicalgia.

“A coluna cervical é a porção mais frágil da coluna vertebral. Em geral, aqueles que são acometidos pela cervicalgia podem sentir dor na nuca, que pode irradiar para os ombros e braços, rigidez na nuca, desconforto nos movimentos da cabeça, dor de cabeça, tonteira, dor e sensação de desconforto e queimação na região do pescoço e dos ombros, lacrimejamento, formigamento do pescoço formigamento e sensação de dormência ou queimação pelos braços ou mãos”, explica o ortopedista Márcio Taubman, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo. Segundo ele, ao menor sinal de um destes sintomas, um especialista deve ser procurado.

“A cervicalgia é mais comum entre as mulheres do que nos homens. As principais causas da doença, diz ele, são a má postura, movimentos bruscos, trauma cervical, doenças degenerativas ou mecânicas, infecção, causas inflamatórias reumáticas, Tumoral primária ou secundária por metástese e causa emocional. Há muitas causas para a cervicalgia. Ao menor sinal de algum sintoma, um especialista deve ser consultado para dar o diagnóstico e propor o tratamento adequado”, finaliza ele.

Mulheres com Lúpus podem engravidar?

O lúpus é uma doença de longa evolução e sistêmica, que tem causa desconhecida, e acomete principalmente as mulheres, em uma proporção de dez para um em relação aos homens. Uma das maiores dúvidas sobre a doença é: mulheres com lúpus podem engravidar? Quem responde é a reumatologista Isis Reis, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.

  • Sim, mulheres acometidas pela lúpus podem engravidar. Mas há algumas condições: a mulher deve ter a doença controlada há ao menos dois anos e não pode ser portadora de doença renal. Já o uso de anticoncepcionais deve ser avaliado em consulta com um especialista – afirma a Dra. Isis.

Segundo a médica do CREB, um mito relacionado à doença é de que a lúpus é contagiosa. Isso não é verdade, garante a reumatologista.

  • É muito importante que fique bem claro que a lúpus não é contagiante. Trata-se de um mito. Os sintomas variam, de acordo com o paciente, porém os mais frequentes são dores articulares, manifestações de pele, principalmente nas áreas expostas ao sol, inflamação da pleura e do pericárdio, anemia, alterações dos glóbulos brancos e plaquetas e doença renal. A pessoa acometida pela doença deve procurar um especialista. O tratamento é individualizado – finaliza ela.

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