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Você sabe o que é cifose?

A cifose é um desvio postural da coluna vertebral, também popularmente conhecido com “corcunda”. Segundo o ortopedista Márcio Taubman, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo – a doença pode se desenvolver tanto em homens quanto em mulheres, sendo que a má postura é a causa mais comum da cifose ao nível da coluna torácica, devido ao enfraquecimento de longo prazo dos músculos extensores torácicos.

“Estão expostos a esse risco pessoas que passam longo períodos sentados, com uma postura inadequada, principalmente no ambiente de trabalho. Mas existem outras causas possíveis. Na osteoporose, uma fratura vertebral pode causar alteração na curvatura da coluna, resultando na cifose. Já em doenças congênitas, são muito menos frequentes, resultantes de uma formação inadequada da coluna durante a gestação”, explica o Dr. Márcio.

O médico do CREB diz que a prevenção é possível. “Inicialmente, é realmente fundamental uma avaliação postural com um médico especialista, para diagnóstico correto do desvio postural. Dentre as recomendações, pode-se realizar exercícios de fortalecimento da musculatura da coluna vertebral, sendo o RPG uma técnica para reabilitação postural permitindo o fortalecimento e alongamento da coluna vertebral, minimizando os sintomas álgicos”, relata ele, pontuando que o CREB dispõe de RPG. O Dr. Márcio destaca que na clínica é possível realizar o diagnóstico do desvio postural para indicação do tratamento adequado.

As articulações podem fazer barulho? Ortopedista do CREB responde

Ossos e articulações podem ranger, causando um certo barulho? Essa é uma pergunta que geralmente pacientes fazem aos ortopedistas. De fato, isso acontece sim, em qualquer faixa etária, porém esses “barulhos” tornam-se mais comuns à medida que envelhecemos. “O termo médico para esses ruídos articulares é crepitação, apresentando diversas causas”, explica o ortopedista Bruno Vargas, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.

“A crepitação articular pode estar relacionada a problemas nos tendões (que conectam o músculo ao osso), ligamentos (que conectam os ossos a outros ossos) ou cartilagem (a cobertura lisa das extremidades dos ossos nas articulações). O joelho geralmente é a articulação mais ruidosa, mas outras articulações também podem desenvolver sons, incluindo quadril, ombro, pescoço e coluna”, explica o médico.

Segundo o Dr. Bruno, há algumas possíveis razões para o barulho. “Uma delas pode ser porque um tendão ou ligamento faz um atrito sobre uma saliência óssea, durante o movimento articular. Outra possibilidade é que a cartilagem desgastada, como ocorre na artrose, forma áreas irregulares em sua superfície, resultando num atrito articular durante o movimento, resultando num som de trituração”, diz ele, acrescentando que um estudo publicado na Arthritis Care & Research apontou que mais de 75% das pessoas que desenvolveram osteoartrite no joelho relataram ranger ou estalar na articulação do local um ano antes do desenvolvimento dos sintomas álgicos.

Ao menor sintoma de crepitação – ressalta o Dr. Bruno – o paciente deve procurar o CREB para uma consulta com um especialista, para que seja feito o diagnóstico e proposto o tratamento adequado.

O componente genético influencia as doenças articulares? Reumatologista do CREB responde

“O envelhecimento de forma saudável, sem a presença de doenças crônicas, está diretamente relacionado à presença de uma carga genética formada por ‘genes bons’. Da mesma forma, quando as pessoas ficam doentes, com uma doença grave, os ‘genes ruins’ herdados podem ser uma causa. É importante notar que a maioria das doenças não é determinada apenas por fatores genéticos. O estilo de vida sedentário, uma dieta desregrada e exposição a fatores ambientais podem desencadear principalmente doenças metabólicas”.

A afirmação é da Dra Euriana Travagim, reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo. Segundo ela, é muito comum que pacientes perguntem se existe um componente genético influenciando o aparecimento de doenças articulares e, entre elas, quais possuem um componente genético. A osteoartrite, mais conhecida como artrose, por exemplo, é uma das doenças ostearticulares mais comuns, caracterizada pelo desgaste da cartilagem, resultando na degeneração da articulação, ocorrendo predominantemente à partir dos 60 anos de idade. “Tal doença está intimamente relacionada a influência de outros fatores, como obesidade, lesões articulares prévias, envelhecimento . Porém existem formas hereditárias de osteoartrite que são causadas por mutações nos genes do colágeno. Este tipo de osteoartrite, bastante incomum, ocorre em pacientes jovens, resultando ente danos graves articulares. Cerca de 40 a 65% da osteoartrite tem um componente genético, com uma ligação mais forte para os casos de mão e quadril. Não existe um único gene que cause osteoartrite, mas sim o envolvimento de vários genes”, explica ela.

Já a artrite reumatoide, classificada como uma doença autoimune, tem fatores genéticos. “A AR tem como alvo principal a membrana sinovial das articulações, tecido responsável por nutrir a articulação. Nessa doença o sistema imunológico ‘ataca’ erroneamente as articulações, resultando em inchaço, calor articular, e dor intensa. Alguns fatores ambientais, tais como infecção e tabagismo, podem desencadear a desregulação a do sistema imunológico em pessoas geneticamente suscetíveis. Além disso, existem mais de 100 genes que podem estar ligados à AR”, diz a médica do CREB.

Por último, ela destaca a espondilite anquilosante, um tipo de artrite que provoca inflamação nas articulações da coluna vertebral e está associado a presença de um gene, presente em 90% dos pacientes, chamado HLA-B27. “A doença é caraterizada pela presença de dor lombar com rigidez.

Nesses casos, a história familiar também desempenha um papel na suscetibilidade da doença, já que pessoas que têm um membro da família, principalmente parentes de primeiro grau, com espondilite anquilostante, são mais propensas a desenvolver a doença em comparação com aqueles sem história familiar”, finaliza ela.

Qual tratamento fisioterapêutico é mais eficaz: individual ou em grupo?

O tratamento fisioterapêutico individual ou em grupo são igualmente eficazes nas lesões musculoesqueléticas? De acordo com um artigo publicado no conceituado British Journal of Sports Medicine, o tratamento fisioterapêutico individual ou em grupo são igualmente eficazes. A eficácia dependerá, claro, do esforço e comprometimento do paciente e da atuação do profissional fisioterapeuta.

Segundo Handerson Meurer, Coordenador de Fisioterapia do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo, o exercício é um dos componentes mais eficazes da fisioterapia para uma série de condições musculoesqueléticas. Os protocolos dos exercícios podem ser individuais ou em grupo.

  • Às vezes, o paciente tende a achar que o resultado não será tão eficiente porque está fazendo sua fisioterapia em grupo. Não é verdade. Ensaios clínicos que incluíram condições associadas à dor lombar, cervical, quadril, joelho, tornozelo, ombro, cotovelo e punho foram feitos e os efeitos foram os mesmos nos dois modos de fisioterapia, individual e em grupo. Na fisioterapia em grupo, se gasta mais tempo na educação do paciente para ele executar corretamente o exercício e isso é positivo. O paciente se esforça mais. Não há evidências de que a fisioterapia individual ofereça mais ganhos ao paciente – finaliza ele.

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