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CONTEÚDO CREB SOBRE SAÚDENovidades

O que é joanete? Ortopedista do CREB explica

Popularmente conhecido como joanete, a doença é uma deformidade do primeiro dedo do pé, o hálux. Quando acometidoo o hálux sofre um desvio em valgo, ou seja, se desvia em direção ao segundo dedo do pé, formando uma saliência óssea na base do primeiro dedo. “Forma-se um joanete quando seu dedão do pé aponta para o segundo dedo do pé, forçando a articulação do dedão a ficar maior e projetada para fora”, explica o ortopedista Romeu Travezani, do CREB – Centro de Reumatologia e ortopedia Botafogo.

Ele explica que entre os principais fatores de risco para o surgimento do joanete está o uso regular de sapatos de salto alto, apertados e de pontas estreitas. Outro fator de risco é a presença de doenças reumatológicas, tais como a artrite, que pode resultar em deformidades articulares, inclusive nas articulações dos pés.

  • A presença de má formação congênita das articulações dos pés também pode ser um fator de risco para formação do joanete e a hereditariedade. Ou seja, pessoas de uma mesma família que apresentam joanetes também é um fator de surgimento de novos casos – acrescenta o médico do CREB.

Nem sempre o joanete apresenta quadro de dor. Muitas vezes, destaca o Dr. Romeu, resulta apenas na deformidade, o que pode dificultar o uso de calçados apertados e de pontas finas. Mas o médico alerta:

  • Dependendo do grau da deformidade, a forma de pisar pode estar prejudicada, sobrecarregando outras articulações, tais como o tornozelo, resultando na inflamação dessas articulações. Em alguns casos, no entanto, a articulação do primeiro dedo pode inflamar, levando a dor no local do joanete, dificultando a caminhada – observa o ortopedista do CREB, pontuando que o diagnóstico da doença é feito a partir de uma avaliação ortopédica, com exame físico, e possibilidade de uso de raio-x e de um exame chamado baropodometria, que permite a avaliação da pisada e a avaliação da interferência do joanete na forma de pisar.

Existe associação entre a artrose e a depressão? Médico do CREB responde

O isolamento social, definido como consequência de uma pequena rede de contatos sociais, pode estar associado a problemas de saúde física e mental. Sabe-se que há uma associação entre dor musculoesquelética e isolamento social, e nesse sentido um estudo científico europeu avaliou a presença de associação de depressão e isolamento social entre portadores de artrose.

Neste estudo, foram avaliados 1.967 pacientes portadores de artrose de quadril e joelho. Quatro fatores foram significativamente associados ao isolamento social: a presença de artrose com sintomas clínicos, o comprometimento cognitivo, a depressão e pior tempo para realizar caminhada. Comparados à pacientes sem artrose ou apenas com artrose da mão, a presença de artrose do quadril e/ou joelho, com sintomas clínicos, levou a um risco 1,47 vezes maior de isolamento social.

“A artrose é uma doença caracterizada pelo desgaste articular, resultando em dor e limitação para o movimento. A artrose com sintomas clínicos, presente no quadril e/ou joelho, aumentou o risco de isolamento social, ajustando-se ao comprometimento cognitivo e à depressão e aos piores tempos de caminhada. Os médicos devem estar cientes de que indivíduos com artrose podem estar em maior risco de isolamento social”, explica o fisiatra Antônio D’almeida Neto, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.

O médico do CREB explica que para evitar os sintomas clínicos da artrose de joelho e quadril e consequentemente quadros depressivos e de isolamento social, é fundamental uma avaliação com um reumatologista ou fisiatra. O diagnóstico correto, assim como o tratamento adequado, permitem a redução da perda de mobilidade da articulação. Segundo ele, nesse contexto o programa de reabilitação é fundamental, visando o fortalecimento muscular e alongamento das articulações. “A avaliação isocinética computadorizada, exame que permite o estudo da musculatura do quadris, coxas e joelhos, permite uma avaliação precisa e individualizada da musculatura a ser exercitada na fisioterapia, permitindo melhores resultados na recuperação da artrose do joelho e quadril”, garante o Dr. Antônio.

Ele finaliza pontuando que para o sucesso do tratamento e prevenção das comorbidades associadas a artrose é fundamental uma equipe multidisciplinar, composta por médicos, fisioterapeutas e psicólogos. “Isso permite um tratamento global do paciente, em todos seus aspectos, sejam eles físicos ou psicológicos”, diz.

Médico do CREB explica o que é artrite

A artrite é um termo genérico que se refere à inflamação que ocorre nas articulações do corpo, resultando em dor, inchaço, vermelhidão e restrição de mobilidade. Existem diferentes causas de artrite, desde doenças autoimunes, até quadros infecciosos e doenças metabólicas podem resultar num quadro de artrite.

  • Doenças autoimunes podem se manifestar por artrite. Nesses casos ocorre uma desregulação imunológica e formam-se anticorpos que atacam as articulações, resultando em inflamação. Uma série de doenças autoimunes se manifestam com artrite, dentre elas a artrite reumatoide, lúpus, artrite psoriásica ou artrite da psoríase, dentre outras – explica o Dr. Sebastião Carlos Ferreira da Silva, reumatologista e especialista em medicina do exercício e do esporte do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.

Segundo o médico, doenças metabólicas, caracterizadas pelo excesso de ácido úrico no organismo, podem desencadear artrite. Dentre elas, a gota, também chamada de artrite microcristalina, onde cristais de ácido úrico se depositam na articulação resultando em dor, calor e dema articular. Ele explica que muitas vezes a precipitação desses cristais é desencadeada por uma dieta rica em ácido úrico.

  • Doenças infecciosas também podem se manifestar por artrite, como é o caso da infecção pós chikungunya. Esse vírus, transmitido pelo mosquito transmissor da dengue, leva a uma quadro de inflamação articular, muitas vezes incapacitante. Outras infecções podem também causar artrite, tais como a sífilis, hepatites e Aids – conclui o Dr. Sebastião.

Dedo em gatilho – ortopedista do CREB explica o que é

A tendinite dos tendões flexores do dedo ou tenossinovite dos flexores do dedo, popularmente conhecida como o dedo em gatilho é o travamento do dedo em uma posição dobrada devido a uma inflamação da bainha do tendão flexor. “Os tendões conectam os ossos aos músculos do corpo. Os tendões flexores dos dedos da mão puxam os dedos, ou seja, fazem a flexão dos mesmos. Esses tendões estão envolvidos por uma bainha sinovial e se essa bainha fica inflamada, impede o deslizamento do tendão, resultando no dedo em gatilho”, explica o ortopedista Lucas Delunardo Acerbi, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.

Segundo ele, dentre as causas mais comuns da doença destaca-se o uso excessivo da mão com movimentos repetitivos, o que pode resultar nessa inflamação da bainha do tendão. “A digitação excessiva, o uso de celular e computadores, assim como trabalhos manuais são fatores de risco para o surgimento do dedo em gatilho. Algumas doenças, tais como artrite reumatoide, gota, hipotireoidismo e diabetes, são fatores de risco para o surgimento do problema”, acrescenta ele.

O médico do CREB pontua que pacientes com dedo em gatilho podem sentir rigidez do dedo ou do polegar, presença de inchaço ou um nódulo na palma da mão e travamento do dedo na posição curvada. “O diagnóstico é clínico e facilmente identificável pelo médico especialista. Dentre os exames complementares, a ultrassonografia da mão permite a visualização da inflamação da bainha do tendão”, finaliza ele.

QUE É CISTO SINOVIAL? ORTOPEDISTA DO CREB EXPLICA

O cisto sinovial é um pequeno nódulo arrendondado, de consistência mole acima das articulações ou tendões, principalmente nas mãos e punhos. “A real causa do cisto sinovial ainda é desconhecida, porém especula-se que o esforço repetitivo das articulações faz com que o líquido sinovial seja drenado das articulações, formando um cisto, geralmente no dorso da mão e punho. Costuma ter um diâmetro de um a três centímetros, e geralmente é móvel, indolor e de consistência macia”, afirma o ortopedista Marcos Cochrane, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.

O médico explica que o cisto pode surgir subitamente ou ir crescendo ao longo do tempo, mas também pode desaparecer espontaneamente e reaparecer tempos depois. “A principal complicação é a compressão de alguma estrutura nervosa local, resultando em dormência e perda de força local. A melhor forma de diagnosticar é através do exame físico e a ultrassonografia auxilia no diagnóstico de cistos mais profundos e análise detalhada do cisto, fornecendo informações quanto o tamanho e consistência”, diz ele.

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