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Dependendo do grau, lesão do ligamento cruzado anterior pode ser tratada de forma conservadora

Fora daquela que seria sua terceira Copa do Mundo, o lateral direito Daniel Alves será mesmo operado por conta da desinserção no ligamento cruzado anterior do joelho direito. O ligamento se soltou de um osso e o atleta também sofreu uma entorse no joelho. A cirurgia, um consenso entre a CBF e o clube do atleta, ainda não foi marcada porque o joelho de Daniel Alves ainda está inchado e é preciso recuperar o movimento e eliminar a dor antes do procedimento propriamente dito. Isso deve levar por volta de três semanas.

 A lesão de Ligamento Cruzado Anterior (LCA) é considerada uma das mais sérias lesões em ligamentos do joelho.

Ortopedista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo – e professor de ortopedia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o Dr.Clovis Munhoz explica que esgotadas todas as alternativas de tratamento, a operação é o melhor caminho. Mas ele ressalta que só poderia opinar sobre o assunto se tivesse os exames em mãos. O Dr. Clovis ressalta que a lesão de Ligamento Cruzado Anterior (LCA) é considerada uma das mais sérias lesões em ligamentos do joelho. “Dependendo do grau da lesão, a cirurgia é o melhor caminho a seguir. Mesmo nesse caso, o atleta pode voltar a atuar profissionalmente. Mas a LCA pode ser tratada de forma convencional, mas, volto a dizer, depende do grau da lesão”, diz o médico do CREB.

“As lesões podem ser parciais ou totais dependendo do movimento, força e alongamento, seu trauma pode ser direto ou indireto. Quase sempre a lesão é dada por um golpe direto no joelho ou de uma força sem contato em um único plano, aterrissagem ou desaceleração súbita, torção seguida de estalos e hemartroses presente dentro de poucas horas, ou ainda abdução com rotação externa e hiperextensão. Em pacientes mais idosos, atletas eventuais, mulheres, ou aqueles que não têm sintomatologia exuberante e se dispõem a mudar o tipo de esporte, o tratamento pode ser apenas o conservador”, afirma a fisioterapeuta Viviane Campos, do CREB.

Segundo ela, o tratamento conservador busca a melhora do quadro de dor por meio da eletroterapia ou de exercícios que visem manutenção da amplitude de movimentos e o fortalecimento muscular.  “A lesão do ligamento cruzado anterior (LCA) leva à anteriorização da tíbia nos testes de gaveta ou Lachman, ou durante atividade física mais leve (caminhadas) ou mais intensa (atividade esportiva). Para minimizar este deslocamento, deveremos fortalecer preferencialmente os isquiotibiais, sem, contudo, deixar de exercitar o quadríceps, adutores e abdutores. Os alongamentos deverão também ser realizados, assim como o fortalecimento de abdominais e glúteos, flexores plantares e dorsais dos pés. O pós-operatório das instabilidades causadas pela lesão do Ligamento Colateral Anterior tem sido motivo de vários estudos. Até há alguns anos, achava-se, por exemplo, que um flexo residual era benéfico para o joelho. Hoje em dia prioriza-se que após esta cirurgia o paciente volte a ter não só a amplitude e força que tinha anteriormente, assim como a volta plena das atividades esportivas”, garante Viviane.

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