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Mecanismo de Lesão do LCA (Ligamento cruzado Anterior)

Principal contenção contra a translação anterior da tíbia em relação ao fêmur, o LCA (Ligamento cruzado Anterior) fornece 85% da força de contenção ligamentar contra o deslocamento anterior na flexão de 30º e de 90º. Por conta de sua localização na cavidade intercondilar do fêmur, se houver um estresse em valgo no joelho flexionado ele se torna uma contenção contra a rotação externa da tíbia.

Uma lesão leve para um esportista pode torná-lo incapaz de realizar suas atividades se não tratada

 

“A Lesão de LCA é considerada a mais séria das lesões em ligamentos do joelho. Alguns testes relatam que o ligamento cruzado anterior e osso são capazes de suportar um determinado peso antes da ruptura, sendo este valor para atividades que exijam esforços, já em atividades normais é exposto apenas 45Kg. Em adultos jovens o alongamento do LCA pode chegar até 25% do seu valor normal sem ruptura, tendo neste valor uma redução com o aumento da idade. Em uma avaliação clínica, alguns aspectos devem ser levados em consideração, pois muitas vezes uma lesão leve para um esportista pode torná-lo incapaz de realizar suas atividades se não tratada. Já para um indivíduo acima de 45 anos de vida sedentária, uma lesão moderada pode ser solucionada com um tratamento conservador”, explica o ortopedista Clovis Munhoz, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo, e professor de ortopedia da UFRJ – Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Segundo ele , dependendo do movimento, força e alongamento, e o trauma pode ser direto ou indireto.
“Quase sempre a lesão é dada por um trauma indireto no joelho ou de uma força sem contato em um único plano, aterrissagem ou desaceleração súbita, torção seguida de estalos e hemartroses presente dentro de poucas horas, ou ainda abdução com rotação externa e hiperextensão. Em pacientes mais idosos, atletas eventuais, mulheres, portadores de artrose, ou aqueles que não têm sintomatologia exuberante e se dispõem a mudar o tipo de esporte, o tratamento pode ser apenas o conservador”, completa o médico do CREB.

O tratamento conservador consiste em melhora do quadro de dor por meio da eletroterapia ou de exercícios que visam a manutenção da amplitude de movimentos e o fortalecimento muscular. “A lesão do ligamento cruzado anterior (LCA) leva à anteriorização da tíbia nos testes de gaveta ou Lachman, ou durante atividade física mais leve (caminhadas) ou mais intensas (atividade esportiva). Para minimizar este deslocamento, deveremos fortalecer preferentemente os isquiotibiais, sem, contudo, deixar de exercitar o quadríceps, adutores e abdutores. Os alongamentos deverão também ser realizados, assim como o fortalecimento de abdominais e glúteos, flexores plantares e dorsais dos pés”, explica a fisioterapeuta Viviane Campos, do CREB.

Viviane destaca que o pós-operatório das instabilidades causadas pela lesão do Ligamento cruzado Anterior tem sido motivo de vários estudos. “Até há alguns anos, achava-se, por exemplo, que um flexo residual era benéfico para o joelho. Hoje em dia prioriza-se que após esta cirurgia o paciente volte a ter não só a amplitude e força que tinha anteriormente, assim como a volta plena das atividades esportivas”, finaliza ela.

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