Pilates é uma excelente opção para tratar da escoliose
Doença postural que afeta a coluna, a escoliose pode provocar intensas dores, dificultando movimentos corporais como rotação, extensão e inclinação das costas, o que pode tornar um suplício atividades cotidianas simples, como abaixar para pegar algo...
Doença postural que afeta a coluna, a escoliose pode provocar intensas dores, dificultando movimentos corporais como rotação, extensão e inclinação das costas, o que pode tornar um suplício atividades cotidianas simples, como abaixar para pegar algo no chão. De acordo com o ortopedista Márcio Taubman, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo – a escoliose costuma acontecer principalmente durante a puberdade, entre 9 e 18 anos, mas não é, definitivamente, um problema restrito a essa faixa etária. A doença atinge adultos, principalmente por causa de má postura ou levantamento excessivo de peso.
A escoliose costuma acontecer durante a puberdade
“Nós temos vários tipos de escoliose: escoliose estrutural, escoliose funcional, curvatura primária e curvatura secundária. A escoliose estrutural, por exemplo, é acompanhada pela rotação dos nossos pontos vertebrais, e quem tem essa doença pode perder sua flexibilidade natural para realizar movimentos de inclinação influenciando a sua estrutura. Já a escoliose funcional o desvio da coluna não acompanha a rotação dos pontos vertebrais e a coluna é flexível ao realizar os movimentos de flexão e inclinação. Enfim, o médico fará exame clínico e utilizará exames de imagens para diagnosticar a doença e propor o melhor tratamento”, explica o Dr. Márcio.
Segundo ele, a utilização de protocolos que incluem acupuntura, para controle da dor, e a prática de pilates terapêutico trazem resultados excelentes. “Os exercícios de pilates terapêutico são especialmente recomendados. A Escoliose geralmente compromete o equilíbrio da coluna vertebral e pode causar grandes danos para o paciente. Ela prejudica não só a sua postura, mas também o seu bom funcionamento físico. O pilates terapêutico vai trabalhar os grupos musculares que estão ligados diretamente com a coluna, buscando sua estabilização. Fortalecer a coluna é o principal objetivo, mas também buscamos evitar que a deformidade continue. Os exercícios garantem mais mobilidade, mais flexibilidade e fortalecimento muscular, o que é excelente para a coluna vertebral. Além disso promove o relaxamento muscular, melhora o equilíbrio, a respiração, a postura e aumenta o bem-estar”, garante o ortopedista do CREB.
Presença de inflamação cardíaca e fibrose pode estar associadas à atividade da doença da artrite reumatoide
A artrite reumatoide é uma doença inflamatória crônica, que afeta a membrana sinovial das pequenas articulações, e pode provocar inchaço e dores, entre outros sintomas, principalmente nas mãos e nos pés. Mais de dois milhões de brasileiros tem a doen...
A artrite reumatoide é uma doença inflamatória crônica, que afeta a membrana sinovial das pequenas articulações, e pode provocar inchaço e dores, entre outros sintomas, principalmente nas mãos e nos pés. Mais de dois milhões de brasileiros tem a doença, que acomete, segundo as estatísticas, uma em cada cem pessoas. A artrite reumatoide acomete duas vezes mais mulheres na faixa entre 40 e 60 anos do que os homens.
É possível diminuir os sintomas da doença com o tratamento adequado
A boa notícia é que a doença pode ser tratada, e a qualidade de vida perdida recuperada. “É possível diminuir os sintomas da doença com o tratamento adequado. Podemos preservar a capacidade funcional do paciente, que pode ter a qualidade de vida recuperada. Em geral, a sensação de rigidez e dores nas juntas acontece mais fortemente pela manhã. Ao menor sinal de dores nas articulações, um médico reumatologista deve ser consultado imediatamente, pois quando mais cedo o tratamento é iniciado, melhor é a resposta. É importante observar, também, que essa doença pode atacar os olhos e pulmão”, afirma o Dr. Haim Maleh, reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo – e professor de reumatologia da UFF (Universidade Federal Fluminense).
O Dr. Haim ressalta que estudos científicos recentes mostram que a inflamação cardíaca pode estar relacionada a artrite reumatoide. Essas pesquisas demonstraram que a presença de inflamação cardíaca e fibrose estão associadas à atividade da doença da artrite reumatoide. O médico do CREB conta que uma pesquisa com 60 pacientes portadores de artrite reumatoide, com idade média de 57 anos, sem doença cardíaca conhecida ou fatores de risco cardiovascular, foi realizada e eles foram submetidos à ressonância magnética cardíaca, para análise de parâmetros cardíacos específicos de inflamação e alteração estrutural cardíaca. “Os resultados encontrados pelos pesquisadores sugerem que a presença de achados cardíacos na ressonância que indicam inflamação e fibrose miocárdica estão diretamente correlacionados com a atividade inflamatória da artrite reumatoide, e que alterações na estrutura miocárdica podem preceder a insuficiência cardíaca. O controle da inflamação da artrite reumatoide, além de prevenir a progressão da doença nas articulações, pode também influenciar no surgimento de doença cardiovascular”, explicou o Dr. Haim.
Portadores de artritre psoriásica tem qualidade do sono alterada
Doença inflamatória em que pessoas com psoríase desenvolvem quadro de artrite nas articulações dos pés e mãos, a artrite psoriásica pode trazer dor, edema e rigidez articular. De acordo com o Dr. Haim Maleh, reumatologista do CREB – Centro de Reumato...
Doença inflamatória em que pessoas com psoríase desenvolvem quadro de artrite nas articulações dos pés e mãos, a artrite psoriásica pode trazer dor, edema e rigidez articular. De acordo com o Dr. Haim Maleh, reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo, e professor de reumatologia da UFF – Universidade Federal Fluminense, as articulações da bacia podem também ser afetadas pela doença, trazendo, como consequência, dor lombar de padrão inflamatório.
Estudos científicos recentes avaliaram a relação que há entre a ansiedade e a qualidade do sono, com pacientes com artrite psoriásica em atividade, isto é, que estivessem com suas articulações inflamadas. A ideia era determinar a prevalência e a qualidade do sono nestes pacientes, identificando, assim, fatores associados ao distúrbio do sono.
Prevalência de um sono de má qualidade em 84% dos pacientes
– Este estudo indicou que a prevalência de um sono de má qualidade atingiu 84% dos pacientes, ou seja, a presença de articulações inflamadas estão independentemente associadas ao sono de pior qualidade em pacientes portadores da doença. A conclusão é de que pacientes acometidos pela artrite psoriásica apresentam má qualidade do sono. Essa má qualidade do sono está ligada ao cansaço, à ansiedade e à inflamação articular ativa. Controlar a inflamação do paciente melhora sua mobilidade e qualidade articular, e melhora também o sono e controla a ansiedade – explica o médico do CREB.
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