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Cuidados essenciais para a qualidade de vida e prevenção de lesões ortopédicas em idosos

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Garantir a segurança e o bem-estar dos idosos é fundamental, especialmente quando se trata da prevenção de traumas ortopédicos.

No Dia Mundial da Conscientização Contra a Violência ao Idoso, celebrado em 15 de junho, é importante lembrar a importância desses cuidados.

Segundo ortopedistas do CREB - Centro de Reumatologia e Ortopedia, os traumas ortopédicos são lesões musculoesqueléticas resultantes de acidentes, que podem variar desde quedas simples até acidentes de alta gravidade, como colisões de trânsito. No caso dos idosos, o equilíbrio pode ser comprometido devido ao envelhecimento, resultando em instabilidade durante a locomoção e aumentando o risco de quedas e, consequentemente, lesões ortopédicas.

É importante destacar que idosos que sofrem fraturas podem desenvolver um medo de cair, o que pode levar a uma redução da atividade física e um declínio geral na saúde. Isso, por sua vez, aumenta o risco de quedas e lesões ortopédicas no futuro. Além disso, existem vários fatores de risco para quedas em idosos, como problemas de visão e audição, alterações na marcha, equilíbrio prejudicado, déficits cognitivos, uso de medicamentos, doenças degenerativas nas articulações e fraqueza muscular. Portanto, é essencial fornecer cuidados especiais e atenção aos idosos, a fim de prevenir quedas e lesões ortopédicas.

Como evitar traumas ortopédicos em idosos

Para evitar esses traumas, é fundamental criar um ambiente seguro para os idosos, incluindo uma boa iluminação e uma organização segura dos móveis em casa. Além disso, atividades educativas e conscientização sobre medidas preventivas podem ajudar a reduzir o número de idosos que sofrem lesões ortopédicas. É importante também avaliar a densidade óssea por meio da densitometria óssea, pois pacientes com osteoporose tendem a sofrer fraturas graves com o mínimo de trauma.

Vale ressaltar que o diagnóstico precoce é crucial para garantir um tratamento adequado e uma recuperação rápida, especialmente no caso de idosos. Portanto, é recomendado encaminhar os idosos a um ortopedista em caso de lesões ortopédicas ou quedas, para uma avaliação e tratamento adequados. Com medidas preventivas e cuidados apropriados, é possível reduzir significativamente o risco de traumas ortopédicos em idosos e melhorar sua qualidade de vida nessa fase da vida.


Sarcopenia: a perda progressiva de massa muscular deve ser tratada

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A redução da quantidade e do tamanho das nossas fibras musculares é um processo natural do corpo humano, principalmente a partir dos 50 anos.

Como consequência deste processo natural, podemos perder força, diminuir nosso desempenho físico e até mesmo perder o equilíbrio. Tal situação pode chegar a um ponto que até mesmo atividades cotidianas e simples, como subir escadas ou mesmo calçar um sapato, podem se tornar um suplício.

A sarcopenia é uma doença caracterizada justamente por esta perda de massa muscular. “Ela acomete homens e mulheres, principalmente a partir dos 50 anos. Nosso corpo sofre um processo natural de perda de massa e redução da atividade física e de hormônios, como o estrogênio e a testosterona. Em grau elevado, a doença pode prejudicar muito a nossa qualidade de vida. Muitas vezes, atividades tão simples como caminhar até a esquina de casa se tornam extremamente difíceis de se realizar. A doença também pode mexer com o equilíbrio, o que é um perigo pois aumenta o risco de quedas, o que significa aumento do risco de fraturas”, explica o reumatologista e fisiatra Eduardo Sadigurschi, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia.

Doença silenciosa

Assim como a osteoporose, a sarcopenia também é considerada uma doença silenciosa. De acordo com o médico do CREB, a osteoporose se caracteriza principalmente pela diminuição de massa óssea, com o desenvolvimento de ossos frágeis, finos e de extrema sensibilidade, tornando-os mais sujeitos a fraturas. E na maior parte das vezes, aparece quando há uma fratura.

“É natural que uma pessoa da terceira idade fique mais cansada, diminua a intensidade de exercício físico e tenha perda muscular. Isso é um processo natural. Mas quando caminhar até a padaria da esquina se torna uma tremenda dificuldade e o equilíbrio já não é o mesmo, aí começamos a desconfiar da sarcopenia. Diminuição da resposta aos movimentos, quedas mais frequentes e até depressão são indicativos da doença. É, assim como a osteoporose, uma doença silenciosa”, explica o Dr. Eduardo. A Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia informa que no Brasil 15% da população com 60 anos ou mais são acometidos pela sarcopenia. Este número salta para 46% quando se fala em idosos com 80 anos ou mais. “Diante da diminuição da força física e do equilíbrio, um médico deve ser consultado”, determina o reumatologista do CREB.

Tratando a sarcopenia

O Dr. Eduardo pontua que a atividade física regular é fundamental para qualquer pessoa, inclusive para idosos. A atividade física atua sobre a força muscular, o que é muito importante para uma boa qualidade de vida na terceira idade. “É claro que a atividade física deve ser compatível. Hidroginástica é uma opção excelente para os idosos. São atividades prazerosas, que respeitam as condições físicas de cada um”, garante ele.

Para pacientes com sarcopenia, ele recomenda a fisioterapia com foco em exercícios de fortalecimento (cinesioterapia). Outra opção excelente, que tem trazido muito sucesso no tratamento proposto pelo CREB, é o elastic.

“Este aparelho, disponível na nossa clínica, diagnostica a fraqueza muscular e aponta o tratamento ideal para o problema apresentado. É um software e um dinamômetro capazes de captar a força muscular do paciente em diversas partes do corpo. O software disponibiliza para o médico assistente gráficos e relatórios extremamente úteis para a avaliação”. Segundo o Dr. Eduardo, o elastic é indicado em casos de fraqueza muscular, pós-engessamento, pós-covid, pós-internação e para qualquer paciente que esteja sentindo perda de força por algum motivo “O elastic permite medir e quantificar o grau de fraqueza muscular e pode ser utilizado de forma evolutiva para aferir o ganho de força durante o tratamento de pacientes com sarcopenia”, diz ele.


Osteoporose em homens

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A osteoporose não é apenas uma doença da mulher. Após os 70 anos, 6% de todos os homens sofrerão uma fratura de quadril como resultado da osteoporose, e estarão vulneráveis a fraturas da coluna vertebral.

Sabe-se que osteoporose, doença que leva a redução da massa óssea e consequente enfraquecimento ósseo e fraturas, afeta principalmente as mulheres na pós-menopausa. Mas talvez não seja de conhecimento populacional que cerca 1,5 milhão de homens com mais de 65 anos têm osteoporose.

A osteoporose não é apenas uma doença da mulher. Após os 70 anos, 6% de todos os homens sofrerão uma fratura de quadril como resultado da osteoporose, e também estarão vulneráveis a fraturas da coluna vertebral. No entanto, existem diferenças entre homens e mulheres quando se trata de osteoporose. Para os homens, a perda óssea começa mais tarde e progride mais lentamente. Homens que sofrem fraturas do quadril são mais propensos a ter mais complicações decorrentes desse tipo de fratura, do que mulheres.

Dentre os fatores de risco para osteoporose em homens:

1- Uso de medicamentos que afetam a densidade óssea. Estes incluem os corticóides, anticonvulsivantes e anticoagulantes.

2- Doenças crônicas, tais como: hipertireoidismo, doença da paratireóide, doenças disabsortivas (Doença Celíaca), problemas digestivos tais como a intolerância a lactose e artrite reumatóide.

3- Deficiência de vitamina D

Tanto para homens quanto para mulheres, a melhor forma de diagnosticar a osteoporose é através da densitometria óssea. Homens à partir de 70 anos de idade, mesmo saudáveis, devem fazer uma densitometria óssea para avaliar o possível diagnóstico. Homens com histórico prévio de doenças da tireóide, paratiróide, doenças disabsortivas intestinais, em uso crônico de corticóide, devem fazer o exame mais precocemente.



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