Surfista de fim-de-semana deve ter cuidados com a prática do esporte
Qualquer atividade física deve ser precedida por um aquecimento, por mais branda que seja. Na maior parte das vezes, o chamado “atleta de fim-de-semana” encara a atividade apenas como lazer, e não toma as devidas precauções, o que pode transformar o...
Qualquer atividade física deve ser precedida por um aquecimento, por mais branda que seja. Na maior parte das vezes, o chamado “atleta de fim-de-semana” encara a atividade apenas como lazer, e não toma as devidas precauções, o que pode transformar o prazer em dor e problemas de saúde.
Um exemplo disso é a prática de surfe. Segundo o ortopedista especialista em medicina do esporte, João Marcelo Amorim, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo, e médico do Flamengo, não é incomum receber, em seu consultório, surfistas com dores na coluna, inflamações e queixas de dor em alguma articulação.
É preciso estar bem condicionado e se aquecer antes de entrar no mar
– O surfe pode até ser tido como um esporte tranquilo, realizado dentro da água. Mas, na verdade, não é nada simples. Muitas vezes, o surfista pega onda apenas nos finais de semana, e não se condiciona. Ele tem, no entanto, que ter um bom preparo físico para surfar. É preciso remar contra a maré, enfrentar correnteza do mar, ondas grandes, impacto, equilíbrio sobre a prancha, não é simples não. E o resultado da falta de aquecimento e bom condicionamento pode ser a dor, um problema de coluna, problema em alguma articulação – afirma o médico.
Segundo ele, o surfe tem conquistado cada vez mais adeptos, por ser um esporte de fácil acesso e da moda. Muitas pessoas se dedicam à ele apenas nos finais de semana. Simplesmente entram no mar, e começam a surfar.
– A coluna vertebral fica exposta às quedas constantes. As vezes, essas quedas são fortes o suficiente para machucarem o praticante da atividade. É preciso estar bem condicionado e se aquecer antes de entrar no mar. E ao menor sinal de dor, um especialista deve ser consultado imediatamente – finaliza o Dr. João Marcelo.
Terceira idade: como manter ou reconquistar a qualidade de vida?
Os números são oficiais e demonstram o quão o problema é sério. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), praticamente metade da população de idosos do país, mais precisamente 48,9%, sofre de doenças crônicas como problemas ca...
Os números são oficiais e demonstram o quão o problema é sério. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), praticamente metade da população de idosos do país, mais precisamente 48,9%, sofre de doenças crônicas como problemas cardiovasculares, diabetes e câncer. A doença que mais afeta a terceira idade é a hipertensão, com 50%. Artrite ou reumatismo e dores na coluna vertebral atingem 35,5% e 24,2% dos brasileiros acima de 60 anos, revela o mesmo levantamento.
A pergunta que se deve fazer é: como manter ou recuperar a qualidade de vida perdida? Segundo Eduardo Sadigurschi, fisiatra e reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo, a população de terceira idade deve consultar especialistas regularmente, para um tratamento amplo e personalizado, com medicamentos específicos, alimentação regrada, atividade regular e orientada e protocolos que incluem hidroterapia, acupuntura, RPG e pilates terapêutico.
Hábitos saudáveis
– É preciso ter consciência de que uma vida com hábitos saudáveis é fundamental. Antes de mais nada, é preciso deixar de ser sedentário. A prática de exercício físico é fundamental, e deve ser orientada pelo médico. Uma excelente opção é o pilates terapêutico, que pode ser realizado por qualquer pessoa, ao seu ritmo. O sedentarismo deixa articulações ainda mais rígidas. Exercício moderado ao longo da vida ajuda a adiar essa degeneração. Fortalece os músculos, realinha a postura, traz alongamento e consciência corporal. A atividade física deve ser de baixo impacto. A alimentação também deve ser balanceada, rica em cálcio, por exemplo. Tomar banho de sol também é importante – afirma o Dr. Eduardo.
Segundo ele, anos de má postura geram efeitos cumulativos que alteram o funcionamento músculo-esquelético do indivíduo. E as doenças degenerativas também têm impacto na postura, mesmo que seus efeitos não sejam sobre o esqueleto ou grupos musculares, porque podem desencadear um mecanismo de compensação.
– Um joelho afetado pela artrite, por exemplo, pode alterar o padrão da caminhada, o alinhamento do quadril, da coluna e até o movimento dos braços. O paciente sente dor ou desconforto ao realizar um movimento, por exemplo, e altera o alinhamento postural para compensar a sensação ruim. Isso muda todo o equilíbrio físico e compromete as demais articulações. O idoso sofre com a perda natural da elasticidade e do tônus muscular do corpo e isso pode ser ainda mais intenso pela falta do hábito da atividade física regular e de uma alimentação balanceada. Assim, atividades que podem parecer simples, como segurar uma panela de feijão pelo cabo ou coçar as próprias costas podem significar um grande sacrifício para aqueles que têm comprometimento por causa de doenças degenerativas, como a osteoporose, artrite, artrose, problemas neurológicos e ortopédicos, agravados pelo sobrepeso e sedentarismo – finaliza o médico do CREB.
Acupuntura, uma excelente opção no combate a dor
Um estudo científico realizado pelo Centro Clínico da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, comprovou o quanto positiva é a acupuntura no combate a dor
E no combate o enrijecimento articulares de pacientes que sofrem de câncer de mama e são tratadas com terapia hormonal. Já uma pesquisa realizada no Northwestern Memorial Hospital e do Robert H. Lurie Comprehensive Cancer Center of Northwestern University, em Chicago, revelou que a acupuntura traz uma melhor qualidade de vida e pode diminuir as dores neuropáticas dos pacientes de câncer. Já o Hospital de Base de Brasília realizou um estudo comprovando que o tratamento é um importante aliado na recuperação de pacientes submetidas à cirurgia para retirada da mama.
A acupuntura restaura o funcionamento neural do organismo
A verdade é que a acupuntura vem sendo cada vez mais utilizada no ocidente, para os mais diversos tipos de tratamentos e alívio da dor. Usada pela tradicional medicina chinesa há pelo menos três mil anos, a acupuntura utiliza de agulhas com a espessura de um fio de cabelo, aplicadas sobre pontos pré-determinados.
“A acupuntura se baseia na restauração do funcionamento neural do organismo. Ela promove uma neuromodulação de tudo que envolve o sistema nervoso central e periférico da pessoa. Além de provocar o alívio da dor, a acupuntura atua sobre a hipertensão arterial, transtornos do sono, síndromes de equilíbrio, asma, alergias, refluxos gástricos, disfunção erétil, incontinência urinárias e muitas outras patologias”, explica Haim Maleh, reumatologista e fisiatra do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia e professor de reumatologia da UFF – Universidade Federal Fluminense.
O Dr. Haim pontua que a técnica da acupuntura é complexa, e só deve ser feita por profissional habilitado. “É preciso estabelecer um diagnóstico minucioso, que deve ser feito por um médico habilitado. Na China, a acupuntura só pode ser exercida por uma pessoa graduada em medicina tradicional chinesa ou medicina ocidental”, afirma ele. A acupuntura é reconhecida como especialidade médica no Brasil desde os anos 80, e sua prática não está limitada a médicos. O CREB oferece a especialidade em diversos protocolos.
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