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Analgésicos podem mascarar a dor. Um especialista deve ser sempre consultado

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Uma dor corriqueira pode ser combatida com um simples analgésico e logo logo a pessoa se sentirá melhor. Mas é preciso tomar muito cuidado com a automedicação, que é absolutamente condenada por todos os médicos. Afinal, somente um especialista pode receitar um medicamento, adequado ao quadro clínico apresentado. Uma pesquisa recente publicada no “Journal of Neuroscience” demonstra, por exemplo, que tomar analgésicos em demasia cria resistências do corpo e, assim, eliminam o efeito que o medicamento teria.

Segundo publicou o site G1, a pesquisa estudou a interação entre as moléculas do analgésico com os receptores, que são moléculas situadas na parede de cada célula humana. Estes receptores reagem às substâncias químicas que entram em contato com esta célula. “Até agora, os cientistas acreditavam que os ligantes (substâncias) serviam como interruptores para ligar ou desligar estes receptores, e todos produziriam o mesmo tipo de efeito, com variações na magnitude da resposta que eles obtêm. Agora sabemos que as drogas que ativam o mesmo receptor nem sempre produzem o mesmo tipo de efeitos no corpo, pois os receptores nem sempre as reconhecem da mesma forma”, explicou Graciela Pineyro, autora do artigo, em material divulgado pela Universidade de Montreal, no Canadá, onde ela trabalha.

Segundo os especialistas, entender a causa da resistência do corpo é importante para o desenvolvimento de novos tipos de remédios, que tragam respostas mais eficientes. O ortopedista Marcio Taubman, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo – lembra que o uso indiscriminado de analgésicos pode mascarar o problema. “Às vezes temos uma pequena contusão, que realmente um analgésico pode dar conta. Mas às vezes essa lesão pode ser mais séria. Apenas um especialista poderá avaliar o melhor medicamento para o quadro. Ao menor sinal de dor, o médico deve ser consultado”, lembra ele.


Viscossuplementação pode evitar cirurgias de joelhos

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Dores, crepitação, inchaço, redução de movimento e, em casos mais graves, até mesmo a impossibilidade de caminhar. Essas são algumas das possíveis consequências da artrose, uma degeneração progressiva das articulações, que tem como principais causas a idade, a sobrecarga mecânica das articulações e traumas. Segundo o Dr. Rodrigo Kaz, ortopedista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo – e especialista em Cirurgia do joelho e Medicina do Esporte pela Universidade de Pittsburgh, EUA, a artrose é classificada do grau 1 (o mais leve) até o grau 5 (os mais graves) e o tratamento proposto depende deste grau e da idade do paciente.

Além dos protocolos de reabilitação física, que incluem fisioterapia, hidroterapia, cinesioterapia específica, eletroterapia, RPG, acupuntura, e medicamentos, o CREB oferece um novo tratamento, que alcança ótimos resultados para casos leves e moderados da doença, podendo também ser aplicado nos casos mais graves. O nome deste tratamento é Viscossuplementação. “São injeções intra-articulares de ácido hialurônico, o mesmo componente que já existe no líquido sinovial de uma articulação saudável. O líquido sinovial perde sua capacidade funcional com a idade e com o processo de artrose, e o uso dessas injeções de ácido hialurônico exógeno vem sendo utilizado com sucesso. Este método faz parte do algoritmo de tratamento da osteoartrose do joelho da American Academy of Orthopaedic Surgeons (AAOS) e American College of Rheumatology”, explica o médico do CREB.

O médico explica que a viscossuplementação é um tratamento relativamente novo, aprovado pelo pelo FDA (órgão regulamentador de medicamentos) nos Estados Unidos desde 1997. É feita na própria clínica, de três a cinco aplicações, e pode se repetir após um período de seis meses a um ano.

– A viscossuplementação traz alívio para a dor e melhora da função. Não é um corticóide, antiinflamatório que tem vários efeitos colaterais. Temos tido excelentes resultados com a viscossuplementação para artroses até o grau 3. Mas também temos resultados satisfatórios em alguns casos de artroses nos graus 4 e 5. Pacientes jovens, que não queriam optar pela cirurgia, e pacientes sem condições clínicas para a operação que utilizaram a viscossuplementação tiveram alívio de dor e maior qualidade de vida, em um período de até um ano. Assim, é possível adiar e até mesmo evitar a cirurgia – explica o Dr. Kaz.

A viscossuplementação pode evitar a cirurgia do joelho, por exemplo. “A viscosuplementação é útil para os pacientes que não responderam adequadamente ao tratamento com outras medidas terapêuticas. Ela pode ser feita em qualquer fase da artrose, porém, seus efeitos parecem ser maiores nos pacientes com artrose em fase inicial”. O Dr. Rodrigo Kaz pontua que o tratamento deve ser proposto por um especialista, que deve ser consultado ao menor sinal de dor.


Pilates pode ser uma excelente opção para quem sente dores lombares

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A prática regular de pilates é uma excelente alternativa para proporcionar qualidade de vida, com a melhora do condicionamento físico e mental, concentração, controle do corpo, postura e respiração. Esta atividade também pode ser uma ótima opção, como tratamento auxiliar, para aqueles que sofrem de frequentes dores lombares, seja por hérnia de disco, artrose, postural ou algumas outras causas.

“O tratamento de dores lombares é medicamentoso e pode contar com protocolos, como fazemos no CREB, que incluem a acupuntura, a hidroterapia, eletroterapia e a cinesioterapia. Massagens também são muito bem-vindas, pois relaxam a musculatura. Muitas vezes, a prática do pilates pode ser muito boa para o paciente. Porque esta os exercícios do pilates fortalecem os músculos profundos e posturais da coluna vertebral e isso contribui sensivelmente para auxiliar no tratamento de hérnias de disco, por exemplo. Mas tudo isso depende da avaliação de um especialista”, explica o ortopedista Marcio Taubman, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.

Segundo o médico, a prática de pilates regularmente tem como consequência o aumento da flexibilidade, a tonificação e definição do corpo, o alívio das tensões, do estresse e ajuda a melhorar as dores nas articulações e nas costas. “Pessoas que executam atividades profissionais comuns ao surgimento de lesões por esforços repetitivos (LER) também encontram grandes benefícios com a prática regular de pilates, pois alguns exercícios são focados em reduzir e evitar estas doenças adquiridas no trabalho”, completa o Dr. Marcio.

Uma das grandes vantagens da prática do pilates, destaca o ortopedista, é que os exercícios respeitam a individualidade e os limites do praticante. Isso significa que todos podem fazer pilates e não terão dificuldades com os exercícios propostos. Os resultados também aparecem rapidamente, o que motiva o praticante a se dedicar cada vez mais. O CREB conta com um moderno e amplo estúdio de pilates, com a orientação de especialistas. Segundo o Dr. Márcio, é importante que o paciente passe, antes, no consultório de um especialista para uma avaliação e a correta prescrição do tratamento.



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