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Dieta e Osteoporose

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erá que existe algum segredo para mantermos nossos ossos saudáveis? A nossa dieta pode auxiliar de alguma forma na preservação da qualidade óssea? Quais são os alimentos essenciais para quem tem osteoporose?

Será que existe algum segredo para mantermos nossos ossos saudáveis? A nossa dieta pode auxiliar de alguma forma na preservação da qualidade óssea? Quais são os alimentos essenciais para quem tem osteoporose? Essas são algumas perguntas que nos deparamos diariamente sobre a influência da dieta no tratamento da osteoporose.

Atualmente é recomendado a ingestão diária de 1000 a 1500mg de carbonato cálcio e de 800 a 1000 ui de vitamina D. Essa dose de cálcio e vitamina D é facilmente encontrada nas farmácias em comprimidos que fornecem a dose necessária, porém muitas vezes a ingestão desses comprimidos leva a para-efeitos no aparelho digestivo, dentre eles a constipação. Somando-se a isso, nos comprometer a usar diariamente
mais alguns comprimidos, além do remédio para pressão alta, diabetes… pode tornar-se uma tarefa mais difícil ainda. Como podemos usar a dieta a nosso favor? Que alimentos podem substituir os comprimidos de cálcio?

O cálcio é um mineral fundamental na constituição de ossos e dentes sendo também fundamentais para melhorar a contração muscular e o ritmo cardíaco. O cálcio é um dos mais importantes elementos do corpo humano: todas as células necessitam de cálcio para funcionarem corretamente. No corpo humano o cálcio encontra-se em 3 locais:

  • no esqueleto, o armazém; onde se encontra guardado 95% do cálcio nas células;
  • no sangue, onde circula para as células;
  • nos órgãos que dele necessitam.

O nosso corpo não consegue fabricar cálcio, por isso todo ele vem da alimentação (ou de suplementos). O cálcio é um dos responsáveis pela força e resistência dos ossos nas várias etapas da vida:

  • na infância e na adolescência: fundamental para o crescimento do esqueleto;
  • até aos 25-35 anos: importante para a obtenção do pico de massa óssea;
  • a partir dos 35 anos: necessário para repor a perda de osso que se começa a verificar;
  • na gravidez e na amamentação as necessidades são maiores: cálcio para a mãe e para o bebê;
  • após a menopausa: com a falta de estrogêneo, é necessário para evitar a perda rápida de osso;
  • depois dos 65 anos: a absorção pelo intestino é pior, pelo que é necessário ingerir mais.

O nosso osso não é capaz de armazenar todo o cálcio que necessitamos, caso não haja uma ingestão adequada do mesmo. Pelo contrário, se o nosso consumo diário de cálcio for menor que o necessário, o cálcio é retirado dos nossos ossos e é utilizado. Por isso você já deve ter ouvido falar em fazer uma “caderneta de poupança” de cálcio, quanto mais consumirmos, melhor, principalmente na infância e adolescência.

Porém deve-se sempre lembrar que níveis adequados de vitamina D no sangue são fundamentais para absorção do cálcio pelo nosso corpo. Sem a vitamina D, nada adianta.

O cálcio não precisa ser ingerido apenas sob a forma de leite ou derivados, como queijo e iogurte. Esses alimentos são a fontes de cálcio mais popularmente conhecidas. No caso de pacientes com intolerância à lactose o consumo de leite e derivados deve ser substituído por outras fontes de cálcio. Segue abaixo uma lista das principais fontes de cálcio:


Suplementos de cálcio e vitamina D são suficientes no tratamento da osteoporose?

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Embora o cálcio e a vitamina D tenham um papel importante no tratamento da osteoporose, eles não são suficientes quando usados ​​sozinhos.

A osteoporose é uma doença do metabolismo ósseo caracterizada pela perda de massa óssea, enfraquecimento ósseo e fraturas. É uma doença silenciosa, pois não resulta em dor e desconforto articular, porém complica com fraturas principalmente no fêmur e coluna vertebral. Pode ser diagnosticada através de um exame chamado densitometria óssea.

A doença ocorre principalmente em mulheres na pós menopausa, homens à partir dos 70 anos de idade e são fatores de risco para doença: tabagismo, sedentarismo, etilismo, descendência asiática, história na família de osteoporose em parente de primeiro grau,  dieta pobre em fonte de cálcio, doenças da tireóide, doença intestinais disabsortivas (Doença Celíaca), doenças reumatológicas inflamatórias (Artrite Reumatóide), medicamentos (corticóides).

Embora o cálcio e a vitamina D tenham um papel importante no tratamento da osteoporose, eles não são suficientes quando usados ​​sozinhos. Eles devem ser usados ​​em combinação com um agente anti reabsortivo, tais como a classe de medicamentos denominados bifosfonatos.

Em quase todos os ensaios clínicos randomizados de agentes anti reabsortivos, os pacientes que tomaram esse tipo de medicação tiveram significativamente menos fraturas do que aqueles que tomaram apenas cálcio e vitamina D. Assim, concluímos que quando suplementados sozinhos não são adequados.


Educando seu paciente sobre a DOR

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A dor é a única forma que o corpo tem de se comunicar conosco e mostrar que algo não está bem.

Por Mauricio Garcia

A dor é a única forma que o corpo tem de se comunicar conosco e mostrar que algo não está bem e que é necessário compreender as causas e tratá-las de maneira adequada.

A falta de conhecimento ou informações equivocadas sobre a manifestações da dor, é considerada uma condição muito ameaçadora para o paciente, com perspectivas catastróficas e um comportamento e até mesmo atitudes nada adaptativas e naturalmente, um enfrentamento que frustram as expectativas de melhora desta dor.

A abordagem no tratamento da dor tem hoje um modelo Biopsicossocial, ou seja, fatores biológicos, psicológicos e sociais se combinam e interagem para influenciar a saúde não só física, mas mental, pois o modelo praticado atualmente, aumenta o medo e a ansiedade do paciente.

O objetivo de quem trata da dor é educar o paciente que a função da dor é avisar que seu corpo está em risco para que ele tome alguma atitude. É mais eficiente explicar que a presença de dor, ou mesmo a intensidade da dor, não significam ter uma lesão maior ou menor. O paciente precisa entender que a dor é o resultado de diversos fatores como preocupações, emoções, relação familiar, trabalho, situação econômica. Deve ficar claro que todos esses fatores fazem parte da dor.

O tratamento da dor crônica é absolutamente individualizada, cada dor é a “dor de uma pessoa”, com a sua história, sua origem, seu contexto e seu momento. A dor é subjetiva, mas não é abstrata. Ela é sentida por alguém que precisa ser compreendido e respeitado, e que na maioria das vezes, encontra-se com medo de sua realidade: não entende por que tem dor, teme a causa da dor, teme sua doença, seu tratamento, seu prognóstico, e a própria perspectiva de sentir (ou não) sua dor. Teme a perspectiva de experimentar uma nova (e pior) dor a cada momento, e que talvez não tenha controle. 



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