Existe relação entre o reumatismo e a gengivite? Reumatologista do CREB responde
Existe relação entre o reumatismo e a gengivite? Reumatologista do CREB responde
Embora ainda não haja uma compreensão absoluta sobre a questão, há uma relação entre doenças reumatológicas – especificamente a artrite reumatoide – e a doença gengival. Segundo a reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo – Dra. Liseth Acochiri Gutierrez, “a artrite reumatoide (AR) é uma doença auto-imune, ou seja, o sistema imunológico desregulado leva a uma inflamação nas articulações predominantemente das mãos e punhos, resultando em dor, calor e rigidez articular nessas articulações. Acredita-se que algum tipo de lesão gengival – possivelmente relacionada a uma infecção bacteriana – possa desencadear o surgimento da doença em pessoas geneticamente suscetíveis”.
A médica do CREB esclarece que a inflamação gengival é causada por um crescimento excessivo de bactérias e placas nos dentes, resultando em dano dos ossos e tecidos de suporte dentário. “Uma bactéria específica (Porphyromonas gingivalis), causadora de gengivite, pode desencadear a ativação e desregulação imune, em indivíduos geneticamente suscetíveis. O sistema imune ataca as estruturas articulares, resultando no surgimento dos primeiros sintomas da Artrite Reumatóide”.
A Dra. Liseth afirma que não é garantido que uma condição cause a outra. “No entanto, sugerimos que portadores de doença periodontal que iniciem dor nas articulações procurem um reumatologista para o correto diagnóstico”, finaliza ela.
Avaliação isocinética está disponível para qualquer pessoa
A Avaliação isocinética dos membros inferiores tem sido muito utilizada por atletas de alto rendimento como uma ferramenta preventiva contra lesões.
O exame, que ajuda na correção de desequilíbrios musculares, está disponível no CREB – Centro de Reumatologia, Ortopedia e Fisioterapia – para todos. Não é, definitivamente, um exame apenas para atletas profissionais. Pelo contrário.
Não são apenas atletas de alto rendimento que devem realizar esse exame. Esportistas em geral ou pessoas que começarão a praticar uma atividade física regular devem realizar o teste para correção de desequilíbrios musculares. A avaliação isocinética está disponível para todos. É importante lembrar que para uma correta e objetiva reabilitação física, pacientes em pós operatório de membros inferiores e mesmo superiores, e pacientes com artrose de joelho, coxo femural, entre outras doenças, devem realizar essa avaliação.
Indicações da Avaliação Isocinética
O ortopedista usa como exemplo a pessoa que pratica corrida de rua regularmente. Trata-se de uma atividade de fácil acesso e simples, é verdade. Mas é sempre importante ter consciência e tomar certos cuidados:
Há uma relação agonista/antagonista do joelho em corredores de rua, e uma alteração pode provocar doenças como tendinite patelar, condromalácia e lesões musculares. O exame torna-se fundamental para evitar esses problemas. Quem joga vôlei ou handball, por exemplo, pode sofrer uma possível entorse de joelho e lesões menisco-ligamentares, tão comuns entre mulheres praticantes desses esportes. O exame é muito importante para prevenir esses problemas a partir do momento que se corrige desequilíbrios musculares.
No inverno as dores crônicas tendem a piorar
Dor crônica inverno
A dor crônica é aquela que persiste por mais de três meses, e as estatísticas apontam que 37% da população brasileira são afetados, praticamente quatro em cada dez brasileiros. Um pesquisa da Sociedade Brasileira para Estudo da Dor (SBED) indica que a maior parte desse grupo é composta por mulheres, com idade média de 41 anos, moradoras das regiões Sul ou Sudeste.
Tanto no Brasil como no resto do mundo, o ranking das dores crônicas é ocupado por dores provenientes de algum problema na coluna vertebral. Em seguida estão as dores de cabeça e relacionadas a algum tipo de câncer. Dores nas articulações, provenientes de doenças reumáticas também são muito comuns, e levam muitas pessoas ao consultório de um especialista, principalmente nessa época do ano – o inverno.
- Pacientes com artrose, por exemplo, podem apresentar limitações de movimentos por conta das dores crônicas. Muitas vezes, uma atividade simples, como pentear os cabelos ou escovar os dentes, é uma tarefa penosa ou até mesmo impossível de ser realizada naquele momento. Isso tudo se intensifica no inverno. As dores crônicas tendem a aumentar nessa época do ano, e isso não é coincidência. As pessoas tendem a ficar mais retraídas e contraídas no inverno, por conta do frio. Também costumam andar mais curvadas, embora não percebam. E muitas vezes interrompem a atividade física regular. É fundamental não interromper a atividade física e também deve-se andar bem agasalhado – – garante o Dr. Haim Maleh, reumatologista e fisiatra do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo, e professor de reumatologia da Universidade Federal Fluminense – UFF.
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