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Dor de cabeça pode ser originada por problemas de coluna

A Academia Brasileira de Neurologia (ABN) estima que 93% da população brasileira já sentiram algum tipo de dor de cabeça, sendo que 31% desse total precisam de um tratamento clínico para eliminar o problema. Existem mais de 150 tipos de dor de cabeça e as mais conhecidas são a do tipo tensional e a enxaqueca.

“Na maioria das vezes, a cefaléia é consequência de algum problema de saúde, ou seja, um sintoma de algo que não está bem. O que muita gente não sabe é que inflamações nas articulações, má postura e desvios na coluna vertebral podem ser os motivos de constantes dores de cabeça”, explica o reumatologista e fisiatra Haim Maleh, do Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo (CREB).

Segundo o médico do CREB, na maioria das vezes a pessoa com dor de cabeça toma um analgésico e acha que resolveu o problema. Isso é um erro. “O analgésico alivia o sintoma, mas não resolve a causa da dor, que pode ter várias origens.

Se a dor é constante, deve ser investigada por um especialista. Dores de cabeça provenientes de má postura e problemas na coluna são muito mais frequentes do que se possa imaginar. E a fisioterapia e protocolos que incluem RPG – Reeducação Postural Global – podem resolver o problema”, diz o Dr. Haim Maleh.

“É muito comum desenvolvermos problemas articulares, principalmente quando vamos nos aproximando da terceira idade ou quando não praticamos atividade física regular, por exemplo. Quando a dor de cabeça é consequência de problemas articulares, a fisioterapia pode ajudar a melhorar consideravelmente a qualidade de vida do paciente. Vamos tratar da causa, não do sintoma. Um especialista deve ser procurado para avaliar o problema e descobrir a causa”, finaliza ele.

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Manter boa postura aumenta a tolerância à dor e reduz o nível de estresse

Andar com a coluna ereta transmite uma imagem positiva, elegante e ainda reduz a sensibilidade à dor, diz pesquisa das universidades do Sul da Califórnia e de Toronto divulgada esta semana. No estudo, publicado na revista “Journal of Experimental Social Psychology”, os autores afirmam que adotar uma postura dominante faz com que as pessoas se sintam poderosas e fortes emocionalmente. Estes novos dados reforçam outros que indicam que a postura correta eleva o nível de testosterona, que aumenta a tolerância à dor, e reduz o de cortisol, o hormônio do estresse.

Dados da Organização Mundial de Saúde mostram que, ao longo da vida, 80% da população mundial têm pelo menos um episódio de dor na coluna. E o sintoma, que era mais comum a partir dos 40 anos, hoje é queixa também entre adolescentes e jovens: 5,3 milhões de brasileiros sofrem de hérnia de disco.

Medidas simples em casa, no trânsito e no trabalho podem evitar os desvios e as dores nas costas. O fisioterapeuta Eduardo Cadidé, do Instituto de Tratamento da Coluna Vertebral (ITC), lembra que a prevenção inclui manter o peso corporal correto, fortalecer a musculatura e reeducação postural, medidas que podem ser tomadas em qualquer idade.

– Má postura, inclusive durante o sono, exercícios mal feitos, repetição de movimentos e hereditariedade são as principais causas de dores nas costas – diz Cadidé, que em parceria com o fisioterapeuta Helder Montenegro, lançou a cartilha “Guia de postura Dr. Coluna”, da qual selecionamos algumas dicas para os leitores.
Cirurgia de coluna só em último caso

Para as pessoas que já sofrem com as dores de coluna há opções de tratamento eficazes, diz Cadidé, incluindo medicamentos, técnicas de fisioterapia, como reeducação postural global (RPG), pilates, acupuntura e, em poucos casos, as cirurgias.

– Uma alternativa eficaz é o método Reconstrução Músculo Articular (RMA), com índice de sucesso de até 87%, especialmente em casos de hérnia de disco – afirma Cadidé. A técnica associa fisioterapia manual, mesas de tração e descompressão, aparelho que trabalha o músculo transverso do abdômen e exercícios de musculação.

Ilídio Pinheiro, chefe do Serviço de Ortopedia do Hospital São Vicente de Paulo, no Rio, reforça que é preciso corrigir a postura e evitar a sobrecarga nas vértebras, devido a movimentos inadequados e esforços físicos, como, por exemplo, inclinar o tronco para frente ao levantar um peso. E lembra que fatores psicológicos, entre eles ansiedade e estresse, influenciam no aparecimento ou na persistência das dores de coluna:

– Erros de postura muitas vezes estão associados ao estado emocional.

Antes de indicar qualquer tratamento, é preciso ter o diagnóstico exato, que dependerá de exame clínico detalhado e de imagens – sempre iniciando com radiografia simples – e testes laboratoriais. Drogas só com receita médica, alerta o especialista.

– Medicamentos, principalmente anti-inflamatórios, devem ser usados com moderação e em pacientes sem contraindicações, como úlcera, cardiopatias e alergias. A cirurgia é reservada para os casos graves ou pacientes que não respondem ao tratamento convencional – comenta.

Medicamentos só por pouco tempo

Já o médico Renato Tavares, do Centro de Tratamento das Doenças da Coluna do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), diz que uma das principais queixas é a lombalgia, que pode ser causada por contraturas musculares, artrose, estreitamento do canal lombar, traumatismos, hérnia, infecções, osteoporose e outras doenças reumatológicas. Além da dor pode haver sintoma de dormência e fraqueza das pernas ou dos pés.

– A lombalgia é comum em pessoas ansiosas e estressadas – diz Tavares, acrescentando que prevenir a dor nas costas é mais fácil do que tratar uma lesão; e que os exercícios de alongamento e fortalecimento da musculatura da coluna, do abdômen e das pernas devem ser feitos pelo menos três vezes por semana.

Outra reclamação frequente é o bico de papagaio (a osteofitose ), a formação óssea anormal na proximidade das articulações das vértebras devido à sobrecarga local. Dores fortes e sensação de queimação nas costas são alguns de seus sintomas.

– Nesses casos, a prática de RPG traz excelentes resultados – diz o médico Marcio Taubman, do Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo. – Cuidar da postura é fundamental. Dormir de bruços, por exemplo, pode causar o bico de papagaio.

Os médicos reforçam que os medicamentos devem ser usados com receita e apenas para aliviar a dor nos períodos de crise, pois não são isentos de efeitos colaterais, como, por exemplo, gastrite ou problemas nos rins. E quando a queixa persiste além de seis meses, mesmo com tratamento clínico, deve-se considerar a necessidade de cirurgia, diz Tavares.

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Especialista faz alerta para o tempo excessivo diante do computador e do videogame

Por muito tempo acreditou-se que reumatismo era “doença de velho”. Mas, atualmente, o videogame, o computador e os telefones celulares, cada vez mais modernos, fazem com que a doença atinja um número maior de crianças e adolescentes.

“Wiitis”, “síndrome do ecrã tela”, “polegar Blackberry” e “cotovelo de telemóvel” são os nomes que explicam a origem tecnológica de doenças há muito conhecidas, as doenças reumáticas, que sempre foram atribuídas às pessoas com mais idade.

O tempo de uso dos aparelhos eletrônicos preocupa os especialistas, já que os jovens podem desenvolver tendinite, um tipo de reumatismo. A preocupação é grande e médicos britânicos que participaram de uma conferência em Londres, em maio, a Eular, defendem a necessidade de advertências legais nas embalagens para avisar aos usuários sobre os efeitos do uso abusivo de videogames e celulares.
O fisiatra e reumatologista do Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo (Creb), Haim Maleh, alerta que o uso excessivo dos aparelhos eletroeletrônicos leva crianças e adolescentes a fazerem uso repetitivo das articulações das mãos, punhos e cotovelos, resultando no desenvolvimento de tendinites nessas regiões. Elas são caracterizadas pela presença de dor ao movimento, levam à dor constante e limitação funcional.

“Praticar essas ações por muito tempo provoca lesões que acarretam em dores nas mãos e nos punhos. Além disso, na maioria das vezes os usuários adotam posturas inadequadas, resultando no aparecimento precoce de dores na coluna vertebral também”, explica Haim.
Iuri Pimenta, de 13 anos, costumava jogar videogame todos os dias por cinco horas. Jogava duas horas, parava um pouco e voltava a jogar.

“Agora, por causa do colégio, só jogo nos fins de semana. Nas férias, eu jogo o dia inteiro. O celular também tem jogos, então, passo bastante tempo brincado com o aparelho também”, conta Iuri.

A professora Renata Pimenta, 38, mãe de Iuri, se preocupa com o tempo que o filho passa diante do videogame. A preocupação aumentou ainda mais depois que ele ganhou um videogame portátil.

“Eu trabalho e não tenho como vigiá-lo o tempo todo. Restringi o tempo de uso porque estava prejudicando os estudos também. Às vezes, a decisão de fazer um intervalo é dele; em outras, eu peço para que ele descanse um pouco. Observo que a postura dele é meio caidinha enquanto joga”, diz.

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