Dor muscular pode ser indício de um problema na coluna
Quem de nós nunca se queixou de uma dor muscular qualquer, nas pernas, nos braços ou nas costas, após uma longa caminhada, um dia estressante ou mesmo após a prática de exercício físico, tomou um anti-inflamatório qualquer e deixou o assunto para lá?...
Quem de nós nunca se queixou de uma dor muscular qualquer, nas pernas, nos braços ou nas costas, após uma longa caminhada, um dia estressante ou mesmo após a prática de exercício físico, tomou um anti-inflamatório qualquer e deixou o assunto para lá? A verdade é que essa dor, que pode parecer cotidiana, sem grandes proporções, pode, na verdade, ser um indício claro de algum problema na coluna vertebral. Segundo uma pesquisa realizada pelo IBGE, algum problema na coluna é a segunda doença mais comum entre brasileiros que têm doenças crônicas, acometendo 13,5% desse grupo de nada menos do que 60 milhões de brasileiros. Ou seja, desse total que tem alguma doença crônica, mais de oito milhões de pessoas sofrem de algum problema na coluna.
“A dor é um sintoma, e precisa ser sempre considerada. Se você está sentindo uma dor constante, é preciso procurar um médico. Muitas vezes, trata-se de um sintoma de um problema de coluna. E quanto mais cedo tratarmos desse problema, mais rapidamente vamos alcançar sucesso no tratamento. Além do que, assim evitamos que uma doença progrida”, alerta o dr. Marcio Taubman, ortopedista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.
Dores na coluna atingem 85% da população mundial
Segundo a Organização Mundial da Saúde – OMS – 85% da população mundial teve, tem ou terá dores na coluna. “Dor nas costas pode ser um sintoma de uma doença crônica se persistir por mais de três meses e apresentar alguns sinais específicos, como, por exemplo, a irradiação da dor para as pernas. Esse é o caso da lombalgia, uma inflamação na lombar, cuja dor irradia para as pernas. As pessoa pode achar que caminhou demais ou fez muito exercício na academia, mas a origem está na coluna”, explica o dr. Marcio.
De acordo com ele, a prática regular de exercício físico e a adoção de uma alimentação saudável são fundamentais para a saúde da coluna. “O sobrepeso e o sedentarismo são inimigos mortais da coluna”, garante ele. Dores na coluna podem ter origem em vícios de postura, e nesse caso o ortopedista recomenda a prática de RPG, disponível no CREB. “Pilates também é muito bom, assim como a hidroterapia. Utilizamos, ainda, a acupuntura para ajudar a controlar a dor. O importante é o paciente se consultar com um especialista ao menor sinal de dor”, garante ele.
Artrite reumatoide: tratamentos modernos podem devolver qualidade de vida perdida
A Artrite Reumatoide é uma doença inflamatória crônica e autoimune, que afeta duas vezes mais mulheres na faixa entre 50 e 70 anos do que os homens. Ainda não se conhece totalmente o que causa essa doença, mas é possível diminuir os sintomas, preserv...
A Artrite Reumatoide é uma doença inflamatória crônica e autoimune, que afeta duas vezes mais mulheres na faixa entre 50 e 70 anos do que os homens. Ainda não se conhece totalmente o que causa essa doença, mas é possível diminuir os sintomas, preservar a capacidade funcional do paciente e devolvê-lo sua qualidade de vida perdida. “A artrite reumatoide atinge o tecido conjuntivo das articulações, principalmente na coluna vertebral, ombros, quadris, joelhos, tornozelos e punhos. Mas também pode afetar o coração, o pulmão e os rins. O paciente pode ter a doença em uma ou várias articulações, e pode, ainda, ser simétrica, quando atinge simultaneamente duas articulações, como ambos joelhos”, explica o professor da UFRJ e coordenador de Reumatologia do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo, o Reumatologista Haim Maleh.
Segundo O Dr. Haim, para se fechar o diagnóstico da doença, o paciente precisa apresentar pelo menos quatro dos sete critérios definidos pelo Colégio Americano de Reumatologia, por ao menos um mês e meio: rigidez matinal nas articulações ao acordar, durante ao menos uma hora; artrite em ao menos três diferentes articulações, simultaneamente; artrite nas mãos e punhos; artrite simétrica; nódulos subcutâneos; fator reumatoide positivo no exame de sangue; e alterações típicas de artrite reumatoide nos raios-x de mãos e punhos. “No início do quadro, esses critérios podem não aparecer. Por isso, ao sentir dores nas articulações é preciso consultar um médico Reumatologista ou Fisiatra”, alerta o médico.
A experiência do CREB no tratamento da artrite reumatoide
O CREB tem tido experiências extremamente positivas, demonstrando que é possível devolver ao paciente a qualidade de vida perdida. Há uso de medicamentos específicos e tratamento não medicamentoso, que inclui exercício físico orientado, fisioterapia e, no caso daqueles que estão acima do peso, orientação nutricional. No CREB, ressalta o Dr. Haim, utiliza-se protocolos que incluem o RPG, a acupuntura, hidroterapia e pilates. “A fisioterapia é muito importante no tratamento. A melhora da função muscular e articular e o aumento da força e da flexibilidade são fundamentais no tratamento e, para isso, contamos no CREB com reabilitação específica em nossas piscinas aquecidas”, explica ele.
O Dr. Haim diz que o pilates é uma excelente opção para pacientes com artrite reumatoide. A prática de pilates traz aumento da força no centro do corpo, melhora o equilíbrio, a postura, previne dores, trabalha a coordenação motora e, o que é melhor, pode ser feito por qualquer pessoa, de qualquer idade. “Trabalhamos com alongamentos e alinhamento corporal, por meio dos exercícios do pilates. Quando conseguimos eliminar as dores, os exercícios de pilates podem progredir, no tempo do paciente. A atividade nos traz uma consciência corporal muito importante. O objetivo do pilates é restaurar a mobilidade articular, diminuir a retração muscular e reeducar a postura do paciente”, finaliza o médico.
Osteoporose não é uma doença exclusiva das mulheres
Ao contrário do que se imagina, a osteoporose não é, definitivamente, uma doença exclusiva das mulheres. Inclusive, esse foi um dos importantes temas do mais recente congresso da Associação Brasileira de Avaliação Óssea e Osteometabolismo: um em cada cinco homens, em todo o mundo, são afetados pela osteoporose. E o número de dias não trabalhados por homens na faixa entre 50 e 65 anos, devido a fraturas, cresce vertiginosamente, tornando-se um problema social.
Várias estatísticas foram apresentadas e discutidas no congresso, como, por exemplo, que após a fratura de quadril, homens têm duas vezes mais que mulheres probabilidade de morrer. Outro dado importante é que o risco de um homem sofrer uma fratura osteoporótica é maior do que a possibilidade dele desenvolver um câncer de próstata. O alerta maior, porém, vem da constatação de que um terço de todas as fraturas de quadril no mundo ocorre em homens. Ou seja, é um mito a osteoporose ser uma doença de mulheres.
No Brasil, mais de 10 milhões de pessoas têm osteoporose. No mundo, esse número salta para 200 milhões. Segundo o Dr. Bernardo Stolnick, ortopedista e coordenador do centro de doenças osteometabólicas do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo, a osteoporose é caracterizada pela diminuição da massa óssea, com consequente enfraquecimento e fragilidade do osso e, portanto, maior possibilidade de fraturas. “A osteoporose pode ser diagnosticada, com precisão e precocemente, através de um exame de fácil realização, indolor e de alta precisão chamado densitrometria óssea. Enquanto com o raio-x somente podemos detectar a osteoporose quando já há perda de 30% da massa óssea, com esse exame podemos detectá-la quando há perda de menos de 1%. E detectada precocemente, podemos tratá-la com êxito”, explica ele.
Os principais fatores de risco da doença são: ter pele e/ou olhos claros; ser baixa e/ou magra; quem não toma leite ou ingira pouco alimento com cálcio; quem não faz exercício físico; quem toma pouco sol; quem tem parente com a doença; quem sofre de asma (bronquite), artrite ou alergia; fumantes; quem bebe muito café e bebida alcoólica; quem tem menopausa precoce por cirurgia ou não; quem usa antiácidos, anticonvulsivantes, certos diuréticos, heparina e/ou corticóides; e quem tem problema de tireoide. O ortopedista explica que deve-se ingerir alimentos ricos em cálcio, como leite, iogurte natural com pouca gordura, queijo ricota, queijo suíço, queijo provolone, sorvete de baunilha e outras fontes secundárias de cálcio, como sardinha, ostras, ervilhas, couve e brócolis. A prática regular de exercício físico e banhos de sol são muito importantes também. “Até a idade de 30 anos, a mulher constrói e armazena cálcio eficientemente. Então, como parte do processo natural da idade, a formação de novo tecido ósseo diminui e a perda permanente de cálcio se acelera depois da menopausa. Pense no osso como uma espécie de caderneta de poupança. Você somente terá massa óssea na sua poupança na medida que você depositar. Acredita-se que mulheres jovens podem aumentar sua massa óssea em cerca de 20%, um fator crítico na proteção contra a osteoporose”, finaliza o médico.
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