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Cirurgia de hérnia de disco pode ser desnecessária

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Uma ampla pesquisa publicada na revista norte-americana The Journal of the American Medical Association concluiu que pessoas com hérnia de disco normalmente se recuperam com ou sem cirurgia.

A pesquisa, de grande amostragem, revela que a cirurgia aparentemente alivia as dores mais depressa, mas que a maioria das pessoas acaba se recuperando de uma forma ou de outra, mesmo não optando pela intervenção cirúrgica. O estudo aponta, ainda, que não há qualquer dano para o paciente enquanto ele não decide pela operação. Segundo os médicos que participaram do trabalho, “a decisão de operar ou não deve ser baseada em preferências pessoais e no nível da dor”.

Segundo o coordenador do departamento de cirurgia ortopédica da Universidade da Califórnia, em San Diego, Steven R. Garfin, “pacientes que se submetem à cirurgia relataram alívio imediato. Mas com três a seis meses de tratamento, tanto pacientes operados quanto os não-operadores apresentam melhoras significativas. Após dois anos, cerca de 70% disseram ter tido ‘grande melhora’ nos sintomas. Nenhum dos pacientes que esperou apresentou conseqüências sérias e nenhum dos que se submeteram à cirurgia teve resultado desastroso. Muitos cirurgiões temiam que esperar pudesse causar danos, mas esse medo se provou injustificável. Acreditamos que isso terá um impacto. O estudo diz que não é preciso urgência para a cirurgia. E tempo, geralmente, é um aliado, não um inimigo”.

Problemas de hérnia de disco são mais comuns do que se pensa. Cerca de um milhão de americanos sofre de dores no nervociático, segundo o ortopedista James Weinstein, que coordenou o estudo. O problema ocorre quando o disco pressiona a raiz do nervo ciático, que se prolonga ao longo da parte traseira da perna. A cada ano, aproximadamente 300 mil americanos optam pela  cirurgia para aliviar os sintomas. “Alguns médicos dizem aos pacientes que, se adiarem a cirurgia, correm o risco de causas danos permanentes ao nervo, o que poderia provocar a perda de controle da perna e até mesmo do intestino e da bexiga. Mas nada disso foi verificado no estudo, do qual participaram duas mil pessoas”, garante Weinstein.

O CREBCentro de Reumatologia e Ortopedia – adota protocolos que resultam em sucesso no tratamento de hérnia de disco, sem a necessidade da intervenção cirúrgica. O tratamento pode incluir fisioterapia, hidroterapia, acupuntura, RPG, entre outros métodos, ficando claro que deve ser sempre individualizado. A experiência da clínica, há 30 anos nesse segmento e com larga experiência em tratamento da dor lombar, é que de fato a hérnia de disco pode ser tratada sem a necessidade de cirurgia na grande maioria das vezes – cerca de 95% dos casos -, com ótimos resultados para o paciente.


Gordura visceral aumenta possibilidade de osteoporose

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Mulheres abaixo do peso têm, segundo as estatísticas, maior risco para a osteoporose e isso fez com que se acreditasse, por muito tempo, que a gordura na barriga protegeria contra a doença. Mas novos estudos científicos demonstram que a gordura, especialmente a gordura visceral, localizada entre os órgãos na cavidade abdominal, aumenta o risco de osteoporose. Para chegar a esta conclusão, foi avaliada a densidade mineral óssea e o índice de massa corporal (IMC) de 50 mulheres obesas com idade média de 30 anos. Elas foram submetidas a uma tomografia computadorizada para medir a perda óssea, e a uma ressonância magnética para avaliar a quantidade de gordura na medula de seus ossos. Os pesquisadores também mediram a quantidade de gordura na barriga das mulheres.

O resultado foi que, em geral, quanto maior a gordura visceral das mulheres, menor era a densidade mineral óssea. Nenhuma das mulheres que participaram da pesquisa tinham osteoporose, mas em algumas delas a densidade mineral óssea estava abaixo do normal e, assim, elas estavam com osteopenia, que é um estágio anterior a osteoporose. Outra constatação dos pesquisadores é que as mulheres obesas com mais gordura visceral também tinham gordura na medula óssea, o que sugere que essa gordura nos ossos os torna mais fracos.

A osteoporose acomete mais de 10 milhões de pessoas no Brasil e 200 milhões no mundo todo. Essa doença é caracterizada pela diminuição da massa óssea, com consequente enfraquecimento e fragilidade do osso e, portanto, maior possibilidade de fraturas. Uma em cada quatro mulheres, após a menopausa, tem osteoporose e uma a cada cinco mulheres que já tiveram fratura sofrerão outra fatura, em menos de um ano. A osteoporose é muito comum na terceira idade e deve ser tratada a partir de um amplo programa orientado por um reumatologista, incluindo a prática regular de exercícios e uma dieta balanceada, rica em cálcio.

“A osteoporose pode ser diagnosticada, com precisão e precocemente, através de um exame de fácil realização, indolor e de alta precisão chamado densitometria óssea. Enquanto com o raio-x somente podemos detectar a osteoporose quando já há perda de 30% da massa óssea, com esse exame podemos detectá-la quando há perda de menos de 1%. E detectada precocemente, podemos tratá-la com êxito”, explica o reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo – Dr. Eduardo Sadigurschi.

– Os principais fatores de risco da doença são: ser mulher; ter pele e/ou olhos claros; ser baixa e/ou magra; quem não toma leite ou ingira pouco alimento com cálcio; quem não faz exercício físico; quem toma pouco sol; quem tem parente com a doença; quem sofre de asma (bronquite), artrite ou alergia; fumantes; quem bebe muito café e bebida alcoólica; quem tem menopausa precoce por cirurgia ou não; quem usa antiácidos, anticonvulsivantes, certos diuréticos, heparina e/ou corticóides; e quem tem problema de tiróide – afirma ele.

A osteoporose pode ser prevenida. “Até a idade de 30 anos, a mulher constrói e armazena cálcio eficientemente. Então, como parte do processo natural da idade, a formação de novo tecido ósseo diminui e a perda permanente de cálcio se acelera depois da menopausa. Pense no osso como uma espécie de caderneta de poupança. Você somente terá massa óssea na sua poupança na medida que você depositar. Acredita-se que mulheres jovens podem aumentar sua massa óssea em cerca de 20%, um fator crítico na proteção contra a osteoporose”, diz o médico do CREB.


Existe relação entre artrite e dieta? Descubra como a alimentação pode ajudar no tratamento da doença

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Existe relação entre artrite e dieta? Descubra agora como a alimentação pode ajudar no tratamento da doença

A ingestão demasiada de alimentos calóricos pode afetar o seu peso, isso todo mundo sabe. Mas é importante saber, também, que suas articulações também sofrerão com o excesso de peso. “Tem gente que diz que comida é remédio, mas será que a dieta correta poderia ajudar a aliviar a dor e a rigidez da artrite?

Possivelmente sim. Nenhuma dieta específica trata a artrite, mas isso não significa que a comida não possa influenciar as articulações. É sabido que alergias alimentares podem causar sintomas, tais como dor, fadiga e irritação na pele. Logo podemos também observar uma relação entre a dieta e os sintomas articulares”, argumenta a reumatologista Isis Dutra, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.

Segundo a médica do CREB, há alimentos que ajudam a combater, de forma natural, inflamações. A Arthritis Foundation, por exemplo, sugere a utlização de elementos nutricionais básicos para combater a inflamação e manter articulações saudáveis, independentemente do tipo dieta que o paciente segue.

Artrite: Dicas de alimentação

A reumatologista do CREB recomenda uma alimentação rica em frutas e vegetais. Ela sugere que o paciente opte por vegetais ricos em vitamina K, como espinafre, couve e brócolis. “Se você estiver tomando a varfarina, converse com seu médico antes de começar a adicionar mais alimentos ricos em vitamina K à sua dieta.

Desfrute de mais produtos ricos em vitamina C, como frutas cítricas. Coma frutas vermelhas e roxas, como cerejas.Coma grãos integrais, como pão integral e arroz integral. Esses alimentos ricos em fibras ajudam você a perder peso. E comer mais fibra pode ajudar a reduzir a inflamação. Coma mais peixe, especialmente peixes gordurosos, como salmão e atum. Considere um suplemento de óleo de peixe se você não se importa com o sabor do peixe.

Energize-se com proteínas vegetais, como feijão, soja e nozes. Opte por óleos vegetais, como o azeite, no lugar da manteiga. E não se esqueça de incluir produtos lácteos com baixo teor de gordura, como leite desnatado, iogurte e queijo, para ossos fortes e saudáveis. Comer uma variedade de alimentos saudáveis ​​pode ajudar bastante a melhorar sua saúde – e seus sintomas articulares”, ensina ela.

Dietas populares que ajudam no controle dos sintomas da artrite

A Dra. Isis destaca duas dietas bem populares, que podem ajudar no controle dos sintomas da doença: a dieta mediterrânea e a dieta sem glúten:

“A dieta mediterrânea inclui alimentos como peixe, grãos integrais, legumes, frutas e gorduras saudáveis, como azeite e nozes. Seguir uma dieta rica em óleos vegetais e peixe pode melhorar a dor e a rigidez das articulações. Essa dieta também previne problemas cardíacos pois reduz a inflamação.

Já a dieta sem glúten restringe uma proteína encontrada no trigo, centeio e cevada. A sensibilidade ao glúten pode ser mais comum em pessoas com psoríase e nessas pessoas pode ativar o sistema imunológico e resultar em sintomas álgicos nas articulações. A eliminação do glúten pode aliviar os sintomas álgicos nos pacientes com artrite psoriática. Se você não tem alergia ou hipersensibilidade ao glúten, esta dieta provavelmente não o beneficiará”, explica ela.



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