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Hérnia de disco tem tratamento, sem necessidade de cirurgia

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Hérnia de disco tem tratamento, sem necessidade de cirurgia

Os números comprovam o quão é séria a questão da hérnia de disco, lesão do disco lombar que provoca dores nas costas e alterações de sensibilidade nas coxas, pernas e pés. Nada menos do que seis milhões de brasileiros sofrem com essa doença, que é a segunda maior causa de afastamento do trabalho, perdendo apenas para as doenças cardíacas, e a terceira causa de aposentadoria precoce.

De cada dez brasileiros com mais de 40 anos, sete sofrem com algum tipo de problema na coluna. Treze por cento das consultas médicas têm como queixa dores na coluna e 15% da população mundial sobre com a hérnia de disco. Mas a boa notícia, segundo o ortopedista Marcio Taubman, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo , é que 95% das pessoas que sofrem com hérnia de disco não precisam realizar cirurgia na coluna vertebral, devendo tratar da doença de forma conservadora, não invasiva.

  • As pessoas com faixa etária entre 25 e 45 anos apresentam os maiores índices de casos de hérnia de disco. A coluna é o centro de equilíbrio do sistema musculoesquelético do ser humano e dá a base para a estabilização do corpo. Muitas lesões da coluna acontecem devido ao desequilíbrio e desalinhamento dessa estrutura. A má postura é a grande vilã dos males da coluna. Ao menor sinal de dor, um especialista deve ser consultado – finaliza ele

Aumento da longevidade traz maior número de fraturas

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  • O aumento da longevidade faz com que a progressão do número de fraturas seja cada vez mais expressiva. A ocorrência da fratura do quadril, pela sua alta taxa de mortalidade e morbidade e pelo alto custo de tratamento, é o mais importante marcador da efetividade no tratamento da osteoporose. Em países e sistemas que, especialmente na última década, vêm investindo na prevenção da osteoporose e de suas consequências, o número de fraturas do quadril vem diminuindo. O que eles têm em comum é a prevenção secundária de fraturas, ou seja, evitar a fratura seguinte. Visto que metade dos pacientes que tiveram uma fraturado quadril teve uma fratura prévia e que os tratamentos disponíveis provaram ser extremamente eficientes para diminuir fraturas subsequentes, boa parte das fraturas de quadril é evitável. É nesse cenário que o ortopedista desempenha um papel preponderante.

A afirmação é do ortopedista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo, Bernardo Stolnikci, coordenador do CREB Prevrefrat, programa de prevenção da refratura da clínica. Segundo ele, a osteoporose é definida como uma doença óssea caracterizada pelo comprometimento da resistência óssea que predispõe a um aumento do risco de fratura. A fratura por fragilidade óssea é a maior expressão clínica dessa doença. Fratura por fragilidade é definida pela Organização Mundial de Saúde como “uma fratura causada por um trauma que seria insuficiente para fraturar um osso normal, resultado de uma redução da resistência compressiva ou torsional”. Do ponto de vista clínico poderia ser definida como uma fratura que ocorre como o resultado de um trauma mínimo, como uma queda da própria altura ou menor ou por trauma não identificado. As fraturas por fragilidade típicas incluem vértebras, fêmur proximal (quadril), rádio distal e úmeroproximal. Uma fratura por fragilidade é o indicador mais forte de risco de futura fratura. Pacientes que tiveram uma fratura em qualquer sítio têm aproximadamente duas vezes o risco de apresentar uma futura fratura em comparação com indivíduos que nunca tiveram tal lesão.

O ortopedista do CREB relata que no Brasil, o número de pessoas que têm a doença chega a10 milhões e os gastos com o tratamento e a assistência no Sistema Único de Saúde (SUS) são altos. Só em 2010, o SUS gastou aproximadamente R$ 81 milhões para a atenção ao paciente portador de osteoporose e vítima de quedas e fraturas.

  • Um paciente com fratura por baixo trauma do punho, quadril, úmero proximal ou tornozelo tem quase quatro vezes maior risco para fraturas futuras. Pacientes com uma fratura vertebral terão novas fraturas vertebrais no prazo de três anos, muitos já no primeiro ano. Um paciente com uma fratura vertebral tem quase cinco vezes mais risco de uma futura lesão semelhante e o dobro do risco para fratura do quadril e outras fraturas não vertebrais. Pacientes que sofreram fratura do punho têm quase duas vezes o risco relativo de uma futura fratura do quadril. Fraturas secundárias ocorrem rapidamente após a primeira fratura. O risco de fraturas subsequentes parece ser maior, logo após uma fratura, especialmente no primeiro ano. Pacientes que tiveram uma fratura do quadril formam o grupo de maior risco para fraturas futuras e devem ser priorizados para avaliação e início de tratamento para evitar outras fraturas secundárias. Ao contrário do que se possa imaginar, esses pacientes podem se beneficiar muito do tratamento. Iniciativas para evitar fraturas secundárias (subsequentes) devem ser oferecidas a todo homem e mulher acima dos 50 anos que tiveram fraturas por fragilidade, pois essas fraturas podem preceder uma fratura do quadril no ciclo que uma fratura conduz a outra (“cascata fraturária”). Uma fratura por fragilidade inicial é o suficiente para requerer uma avaliação que inclui medição da densidade mineral óssea com avaliação do risco de fratura e início de tratamento, se não houver alguma contraindicação formal – explica ele.

Acupuntura é cada vez mais utilizada contra inúmeras doenças

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Recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) desde 1979 e reconhecida como especialidade médica pelo Conselho Federal de Medicina no Brasil em 1995, a acupuntura cada vez mais ganha espaço e é procurada para os mais diversos tratamentos, tanto para doenças crônicas como agudas. “A medicina chinesa entende que a doença geralmente se inicia a partir de um desequilíbrio energético. A acupuntura trata dessas alterações com maior eficácia, restaurando a saúde do paciente. Ela se preocupa com a causa do problema. Mas também pode representar um papel coadjuvante em caso de alterações orgânicas. A acupuntura deve ser utilizada como um tratamento complementar, que busca a melhora da qualidade de vida do paciente, diminuindo a ansiedade e trazendo mais qualidade ao sono e a resistência. Temos muitos exemplos onde a acupuntura atua eliminando as dores, como no caso de problemas da coluna vertebral”, explica o reumatologista e acupunturista do CREBCentro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo, Dr. Sérgio Rosenfeld.

A acupuntura utiliza-se de agulhas muito finas, que são colocadas em pontos específicos no corpo humano. É um processo indolor. “O primeiro passo é fazer uma avaliação clínica do paciente, quando abordamos tanto os aspectos da medicina alopática como da chinesa. A partir do diagnóstico, determinamos os pontos onde as agulhas serão colocadas. As sessões duram em torno de 20 minutos e muitas vezes os efeitos são imediatos. Em processos de longa evolução, a freqüência é semanal, mas pode ser intensificado em casos agudos”, diz o médico do CREB, que oferece aos seus pacientes salas específicas para a prática da acupuntura.

Dr. Sérgio reforça que a acupuntura pode e deve ser utilizada ao lado da medicina alopática. “É preciso, primeiro, diagnosticar o problema da pessoa e muitas vezes precisamos solicitar exames complementares. São avaliações que um médico reumatologista, fisiatra ou ortopedista fará para oferecer o tratamento adequado ao paciente. A acupuntura é uma excelente opção para reforçar ainda mais o tratamento”, finaliza ele.



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