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Artrose no quadril ou joelho: quando optar pela cirurgia?

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Uma das mais comuns doenças reumáticas, a artrose incide principalmente nas articulações dos joelhos, coluna, quadril, mãos e dedos, tanto em homens quanto em mulheres.

E ao contrário do que se imagina, não é restrita aos idosos. Segundo o fisiatra e reumatologista Eduardo Sadigurschi, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia -, a artrose pode não apresentar sintomas no início, sendo diagnosticada através de exame radiográfico.

Diagnóstico da Artrose

“O principal sintoma é a dor, que começa apenas com a movimentação da articulação afetada, melhorando com descanso, mas que pode progredir para dores até mesmo durante o repouso. Pode ocorrer também diminuição dos movimentos, ruído na articulação (crepitações), inchaço na articulação, deformidades e falta de firmeza ao realizar movimentos”, acrescenta ele.

Tratamento da Artrose

Mas quando é hora de se optar pela cirurgia, em casos de artrose em quadris e joelhos? O Dr. Eduardo é cauteloso e diz que cada caso deve ser estudado individualmente. Mas a sua experiência aponta para a busca de tratamento não-cirúrgico na maior parte das vezes. “A artrose não tem cura, mas é perfeitamente possível ter de volta a qualidade de vida perdida e não sentir dor. Temos atualmente novos remédios e novos tratamentos. E protocolos adotados pelo CREB, que podem incluir acupuntura, RPG, hidroterapia, cinesioterapia e outros, trazem resultados muito satisfatórios”, garante ele.

O médico diz que o paciente precisa procurar um especialista para avaliar o problema e indicar o melhor tratamento. “Um senhor idoso e um jovem atleta vão ter tratamento diferenciados, é claro. Mas o importante é que certamente há um longo caminho antes da cirurgia. Só um especialista pode ter uma visão completa do quadro clínico. Juntos, médico e paciente vão tomar a melhor decisão.

– O tratamento deve ser iniciado o quanto antes, por isso ao menor sinal de dor constante um especialista deve ser consultado. O tratamento traz o alívio para a dor e melhora na qualidade de vida. A atividade física regular é essencial, bem como uma alimentação regrada. O reumatologista irá propor um tratamento individualizado para cada paciente – finaliza o médico do CREB.


Dor na coluna: ortopedista do CREB fala sobre vícios de postura ao sentar

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Uma das grandes vilãs das dores de coluna, acredite, é a posição sentada.

Isso mesmo: sentar pode ser prejudicial à saúde de sua coluna. Obviamente que não estamos falando simplesmente da posição sentada, mas sim da postura errada ao sentar. Poucos são aqueles que ficam atentos à sua postura, principalmente quando relaxam e se sentam, para descansar, almoçar ou simplesmente ver televisão. Os móveis nada ergométricos ajudam a piorar a situação. A melhor defesa é a consciência.

As alterações dos ângulos do quadril e da coluna são grandes causadoras de dores e lesões

“As alterações dos ângulos do quadril e da coluna são uma das principais causadoras de dores e lesões na coluna vertebral. É preciso buscar um equilíbrio, uma boa postura. Nosso corpo não deve estar nem para frente, nem para os lados e nem par trás. Estar bem posicionado significa que os músculos não precisam trabalhar demasiadamente, economizando energia. Isso chama-se equilíbrio pélvico”, explica o ortopedista Márcio Taubman, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia.

Segundo ele, o posicionamento do quadril tem uma influência significativa em toda a postura da coluna vertebral. “Quanto melhor a postura, menos o esforço e menor a tensão. E, assim, menor será a compressão nos discos e menor será o gasto energético. É fundamental que a gente mantenha nossa coluna alinhada ao longo do dia, principalmente para aqueles que têm o tronco projetado para a frente. Uma foto de perfil é o suficiente para vermos se nosso tronco está projetado para frente. Essa consciência é muito importante”, afirma o Dr. Márcio.

O médico do CREB pontua que ao sentarmos, intuitivamente relaxa e acaba adquirindo vícios de postura que serão certamente prejudiciais. “Tem pessoas que trabalham o dia inteiro sentados, como programadores de computador ou cobradores de ônibus, por exemplo. Uma má postura ao longo de um dia inteiro de trabalho é o suficiente para que as dores comecem a aparece rapidamente”, avisa. Segundo o ortopedista, uma avaliação é fundamental e um médico deve ser consultado ao menor sinal de dor. “A boa notícia é que temos tratamento para essas dores, que contam com protocolos que incluem, por exemplo RPG e pilates terapêutico. Ter consciência de nossa postura é fundamental para saúde de nossa coluna”, finaliza ele.


Uma noite mal dormida pode começar em um colchão inadequado

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Praticamente um terço das nossas vidas é dedicado ao sono.

As indústrias de colchão utilizam esse mote para nos convencer de que é preciso pensar no assunto, e eles estão certíssimos. Afinal, passar um terço de nossa vida sobre uma estrutura que faça mal à nossa coluna certamente pode nos trazer inúmeros problemas de saúde. Uma noite mal dormida traz mau humor, dor eventual na coluna, dor de cabeça e indisposição. Imagine isso acontecer continuamente…

Durante o sono, aumentamos a capacidade de produção de defesas e nutrientes.

“Enquanto dormimos, nosso corpo produz seratonina, substância P e melatonina. São substâncias que provocam bem-estar e agem como filtros do nosso organismo a situações de estresse e ansiedade. Enquanto dormimos, aumentamos nossa capacidade de produção de defesas e nutrientes para nosso corpo. Quem dorme bem tende a ter mais saúde”, garante o reumatologista e fisiatra Haim Maleh, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia e professor de reumatologia da Universidade Federal Fluminense (UFF).

Segundo ele, a partir do nosso nascimento até os cinco anos de idade, é durante o sono que as crianças crescem, entre 20 horas e 24 horas. A partir dos 10 anos, o mesmo acontece, mas entre 22 horas e 2 horas. A qualidade do sono mais uma vez é fundamental para a nossa saúde. “Precisamos de, em média, sete horas de um sono bom. Mas o mais importante não é o número de horas dormidas. Importante mesmo é a qualidade do sono. Seis horas de uma noite bem dormida é muito melhor que oito horas de uma noite mal dormida. Entre as 22 horas e 2 horas, atinge-se a maior profundidade do sono. Numa escala de 1 a 5, que são os níveis do sono, é nesta fase que se atinge a escala 5”, explica o médico do CREB.

É nesse contexto que o colchão merece uma maior atenção. O tradicional colchão ortopédico, duro, não é mais utilizado nem recomendado. Na verdade, segundo o Dr. Haim, não é a gente que tem que se moldar ao colchão, mas sim o contrário. “O colchão precisa ser firme porém macio. E adequado ao seu peso. Pode ser de espuma ou de molas, mas se for de molas que seja de molas individuais porque o colchão de molas com tela metálica não possibilita a distribuição homogênea do peso do casal”, orienta. “Se você não tem noites de sono reparador, deve consultar um especialista, pois isso é fundamental para sua saúde. Uma noite mal dormida pode começar no uso de um colchão inadequado”, finaliza ele.



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