Artrose acomete dois em cada dez brasileiros adultos
Em torno de 20% dos adultos brasileiros são acometidos pela artrose. A conta é da SBOT – Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia. A doença, caracterizada pelo desgaste das cartilagens das articulações, não é exclusiva da terceira idade, com...
Em torno de 20% dos adultos brasileiros são acometidos pela artrose. A conta é da SBOT – Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia. A doença, caracterizada pelo desgaste das cartilagens das articulações, não é exclusiva da terceira idade, como muitas pessoas pensam. Cada vez é maior o número de pessoas na faixa dos 30 anos que sofrem com a artrose, também conhecida como osteoartrite.
Mais de 10 milhões de brasileiros são acometidos pela doença
De acordo com o livro “Osteoartrite – Cenário Atual e Tendências no Brasil”, no futuro o excesso de exercícios físicos será a causa de 45% dos casos de artrose. Hoje, mais de 10 milhões de brasileiros são acometidos pela doença.
– Trata-se do desgaste nas cartilagens das articulações que leva a pessoa a desenvolver a artrose. Obviamente que a faixa etária mais afetada é a terceira idade, devido ao envelhecimento natural do corpo, mas é cada vez maior o número de pessoas, na faixa dos 30 anos, com artrose em joelhos, quadris, tornozelos e coluna. Obesidade e exercício em excesso são duas das causas mais comuns – explica o fisiatra e reumatologista Eduardo Sadigurschi, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.
Laptite: dores nos ombros, cotovelos, punho e coluna
Tendinite, bursite, amigdalite, sinusite… Certamente que você conhece – ou ao menos ouviu falar – destas e tantas outras “ites”, que abalam a nossa saúde. Mas uma nova “ite” está acometendo grande parte da população mundial: a “laptite”, nova reação inflamatório assim chamada porque manifesta-se pelo uso excessivo de laptops, cada vez mais comuns e substituindo os computadores desktop.
“No computador tradicional, o monitor e o teclado podem e devem ser disponibilizados oferecendo conforto para o usuário, sem forçar sua coluna vertebral. Já no laptop, isso não acontece. E como é um aparelho portátil, pode ser levado para qualquer lugar e usado de qualquer forma, sem preocupações com postura. O monitor e o teclado são acoplados à máquina e isso prejudica a postura, podendo causar lesões e possíveis dores nos ombros, cotovelos, punhos e coluna”, explica Haim Maleh, fisiatra e reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.
Segundo o Dr. Haim Maleh, são cada vez mais comuns as queixas de pacientes que utilizam seu laptop com uma carga horária excessiva. Obviamente que a portabilidade do aparelho traz inúmeras vantagens ao seu usuário mas algumas dicas devem ser seguidas à risca, diz o médico. “Não se deve abrir mão das facilidades e benesses da alta tecnologia, claro. Mas se a pessoa tiver que usar seu laptop por muito tempo, precisa cuidar de alguns detalhes. Existem acessórios, fáceis de encontrar em lojas especializadas, que aumentam a altura do laptop, combatendo dores no pescoço. Manter a coluna reta, ereta, é fundamental. Quando for possível, o usuário deve adicionar um teclado extra, para sua digitação ser mais confortável, com apoio aos punhos”, enumera ele.
– É preciso fazer pausas programadas durante o uso do computador, com alongamentos. Isso é muito importante e saudável. Pare por dez minutos, faça alongamentos, ande um pouco, enfim, movimente-se. Isso certamente ajudará a evitar possíveis lesões. E o uso de tablets deve ser feito com o aparelho apoiado em uma mesa, para evitar dores nos punhos e mãos – finaliza o médico.
Pacientes com Alzheimer devem fazer reabilitação física
O CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo – dispõe de um setor específico e equipado com diversos aparelhos de ponta e profissionais especializados para o tratamento da doença de Alzheimer. Segundo o Coordenador da Fisioterapia do CREB, Ha...
O CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo – dispõe de um setor específico e equipado com diversos aparelhos de ponta e profissionais especializados para o tratamento da doença de Alzheimer. Segundo o Coordenador da Fisioterapia do CREB, Handerson Meurer, as condutas fisioterápicas ajudam a retardar a progressão e efeitos dos sintomas da doença, evitar ou diminuir complicações e deformidades, manter as capacidades funcionais do paciente, manter ou devolver a atividade funcional das articulações, evitar contraturas e encurtamentos musculares, evitar a atrofia por desuso e fraqueza muscular. “Também desenvolvemos um trabalho de posturas corretas, treino do padrão da marcha e equilíbrio”, acrescenta ele.
O Alzheimer tem como característica a atrofia do córtex cerebral
Handerson explica que a doença de Alzheimer tem como característica a atrofia do córtex cerebral. “O envelhecimento normal do cérebro é acompanhado de atrofia. Há uma superposição no grau de atrofia do cérebro de pacientes idosos com Alzheimer e pessoas afetadas pela doença. Ao exame microscópico, há perda tanto de neurônio como de neurópilo no córtex e, ocasionalmente, se observa uma desmielinização secundária na substância branca subcortical. Com o uso da morfometria quantitativa, a maior perda é a de grandes neurônios corticais. Os achados mais característicos são placas senis e emaranhadas neurofibrilares argentofílicos”, afirma o profissional do CREB.
Buscar uma melhor qualidade de vida para o paciente é imperativo. E a reabilitação física tem um papel fundamental. Handerson conta que o CREB tem muita experiência no atendimento a pacientes com Alzheimer, que recebem um atendimento absolutamente individualizado. “A doença apresenta vários estágios. Atendemos cada paciente de forma única, com todo carinho e atenção que ele merece. Traçamos uma estratégia de atendimento para cada paciente”, conclui o fisioterapeuta.
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