Dor nos pés após emagrecer rapidamente? Entenda o chamado “Ozempic feet”
A perda rápida de gordura corporal pode reduzir a proteção natural do calcanhar e aumentar a sensibilidade ao caminhar
Medicamentos da classe dos agonistas de GLP-1, como Ozempic e Wegovy, fazem parte do tratamento de muitos pacientes. O emagrecimento pode trazer benefícios importantes para a saúde, mas uma perda rápida de gordura corporal também pode provocar mudanças nos pés.
Sintomas e Diagnóstico do Ozempic Feet
O termo “Ozempic feet” é informal. Ele descreve possíveis sintomas, como dor ou sensibilidade no calcanhar, sensação de caminhar sobre os ossos, maior ocorrência de calos e bolhas e mudança no ajuste dos calçados. Não se trata de um diagnóstico médico oficial nem de uma recomendação para interromper o tratamento por conta própria.
Segundo o Dr. Jacques Charlab, Ortopedista e especialista em Pé e Tornozelo do CREB, a dor precisa ser investigada de forma individualizada. O objetivo é diferenciar a redução da proteção plantar de outras condições ortopédicas que também podem causar desconforto nos pés. Dor persistente, dificuldade para caminhar, dormência, formigamento, inchaço, vermelhidão, calor ou feridas são sinais que justificam avaliação médica.
Pessoas com diabetes devem ter atenção redobrada. O paciente não deve suspender nem alterar medicamentos sem conversar com o médico responsável pelo tratamento.
Agende sua avaliação com o especialista em Pé e Tornozelo do CREB.
Unidades em que o Dr. Jacques Charlab atende: Botafogo, Barra da Tijuca e Leblon.
Dr. Jacques Charlab é especialista em Ortopedia e Traumatologia e em Pé e Tornozelo.
É membro titular da Associação Brasileira de Medicina e Cirurgia do Tornozelo e Pé, membro titular da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, membro da Minimally Invasive Foot and Ankle Society e membro do grupo de tornozelo e pé do Hospital Naval Marcílio Dias.
Suplementos de cálcio e vitamina D são suficientes no tratamento da osteoporose?
Embora o cálcio e a vitamina D tenham um papel importante no tratamento da osteoporose, eles não são suficientes quando usados sozinhos.
A osteoporose é uma doença do metabolismo ósseo caracterizada pela perda de massa óssea, enfraquecimento ósseo e fraturas. É uma doença silenciosa, pois não resulta em dor e desconforto articular, porém complica com fraturas principalmente no fêmur e coluna vertebral. Pode ser diagnosticada através de um exame chamado densitometria óssea.
A doença ocorre principalmente em mulheres na pós menopausa, homens à partir dos 70 anos de idade e são fatores de risco para doença: tabagismo, sedentarismo, etilismo, descendência asiática, história na família de osteoporose em parente de primeiro grau, dieta pobre em fonte de cálcio, doenças da tireóide, doença intestinais disabsortivas (Doença Celíaca), doenças reumatológicas inflamatórias (Artrite Reumatóide), medicamentos (corticóides).
Embora o cálcio e a vitamina D tenham um papel importante no tratamento da osteoporose, eles não são suficientes quando usados sozinhos. Eles devem ser usados em combinação com um agente anti reabsortivo, tais como a classe de medicamentos denominados bifosfonatos.
Em quase todos os ensaios clínicos randomizados de agentes anti reabsortivos, os pacientes que tomaram esse tipo de medicação tiveram significativamente menos fraturas do que aqueles que tomaram apenas cálcio e vitamina D. Assim, concluímos que quando suplementados sozinhos não são adequados.
As dores que o inverno traz. É lenda?
É absolutamente comum ouvir das pessoas que as dores musculoesqueléticas se intensificam quando o frio chega, principalmente no inverno.
Basta a temperatura baixar para as reclamações sobre as dores do inverno começarem. Mas seria uma lenda acreditar que o frio provoca dor?
“Uma reação normal ao frio é a contração dos músculos. Quando a temperatura está baixa, ficamos mais encolhidos e até fazemos menos atividades físicas. Muitas vezes, mal saímos de casa. Outro detalhe importante é que no frio o fluxo sanguíneo diminui por constrição vascular. Portanto, dores musculoesqueléticas tendem a se acentuar no frio, sim. Pacientes com doenças crônicas, como artrose, costumam sofrer mais dores no inverno, sim”, responde a reumatologista Liseth Gutierrez, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia.
Deixar de praticar atividade física no inverno é um erro
De acordo com estatísticas, as clínicas de ortopedia e reumatologia chegam a receber no inverno uma demanda de pacientes reclamando de dores 20% maior do que nas outras estações do ano. Uma pesquisa realizada pela Escola Nacional de Saúde Pública com mais de 12 mil brasileiros revelou que 36% dos entrevistados disseram sentir mais dores no inverno.
De acordo com a reumatologista do CREB, a dor nas articulações ocorre por insuficiência da cartilagem provocada pelo desequilíbrio entre a formação e a destruição de seus principais elementos, associada a sobrecarga mecânica, alterações bioquímicas da cartilagem e da membrana sinovial e fatores genéticos.
“No inverno, é muito comum que as pessoas deixem de praticar atividade física regular, o que é um erro. A atividade física é essencial para o tratamento de inúmeras doenças, e interrompê-la no inverno traz consequências. A dor é uma delas. É preciso ter alguns cuidados com a atividade física nesta época do ano, sim, mas jamais interrompê-la”, determina a Dra. Liseth.
Fisioterapia e hidroterapia no inverno
A médica do CREB destaca que há um ciclo vicioso no inverno: as pessoas praticam menos atividade física, muitas vezes diminuem a frequência de seus tratamentos fisioterápicos e acabam sentindo mais dores. Daí, procuram o médico para se queixar.
“A fisioterapia não pode ser interrompida, jamais. É fundamental para o tratamento de doenças musculoesqueléticas, por exemplo. É claro que é preciso tomar alguns cuidados, como não fazer natação em uma piscina sem aquecimento, em dias de muito frio, ou sair para correr sem se agasalhar. Mas parar a atividade, jamais. Uma ótima opção é a hidroterapia, que dispomos no CREB, feita em piscina especial para a atividade, com água aquecida. Caminhar pela manhã, aproveitando o sol, também é excelente. Ao menor sinal de dor, um médico deve ser consultado”, finaliza a Dra Liseth.
Atendimento médico especializado no Rio de Janeiro:
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Atendimento médico Ortopedia e Fisioterapia em São Paulo:
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