TOC, o grande reforço de todos os atletas nos Jogos Olímpicos de Beijing
Atletas do mundo inteiro ganharam um grande reforço nas Olimpíadas de Beijing, que aconteceram de 8 a 24 de agosto de 2008, na China.
O Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos disponibilizou para todos os atletas, de todas as modalidades, o que há de mais novo e moderno no tratamento das dores do sistema músculo esquelético: a Terapia por Ondas de Choque – TOC – um método praticamente indolor e não invasivo, através de ondas acústicas, que vem sendo utilizado com sucesso em substituição a vários tipos de cirurgia e cuja eficácia já alcança a impressionante marca de 70 a 85% de bons resultados em pacientes que não obtiveram melhoria com outros tratamentos.
O tratamento da TOC é feito em consultório médico, por médico capacitado, geralmente em três sessões. Os efeitos das ondas acústicas – aplicadas apenas na área indicada – causam o aumento da pressão local, com a ruptura da calcificação e sua posterior reabsorção e por liberação de substâncias que agem na inflamação. E resolvem o processo aliviando a dor e a incapacidade funcional, que geralmente acontece nestes casos. A TOC é hoje o que há de mais moderno no combate a tendinite de ombro, quadril, cotovelo e joelho, bursites, fascite plantar e esporão de calcâneo, tendo inclusive aprovação da exigente agência norte-americana FDA – Food Drug Administration.
O Comitê Organizador das Olimpíadas anunciou que disponibilizou a TOC na policlínica de Beijing, durante toda a competição. A utilização da TOC já é muito comum nos EUA e na Europa e começa a ser oferecido no Brasil, entusiasmando os médicos pelos excelentes resultados alcançados. O CREB – Centro de Reumatologia, Ortopedia e Fisioterapia – é uma das clínicas pioneiras na aplicação da TOC no Rio de Janeiro.
Osteoporose: gordura visceral aumenta chance da doença
Estudos científicos recentes comprovaram que a gordura, principalmente a gordura localizada entre os órgãos na cavidade abdominal – a chamada gordura visceral – aumenta as chances de risco de osteoporose.
Os cientistas avaliaram a densidade mineral óssea e o índice de massa corporal (IMC) de 50 mulheres obesas, com idade média de 30 anos. Todas foram submetidas a uma tomografia computadorizada e ressonância magnética, para avaliação, respectivamente, da perda óssea e da quantidade de gordura na medula de seus ossos.
Quanto maior a gordura visceral das mulheres, menor a densidade mineral óssea
O resultado foi que, na maior parte dos casos, quanto maior era a gordura visceral das mulheres, menor era a densidade mineral óssea. Essas mulheres não tinham osteoporose, mas em algumas a densidade mineral óssea estava abaixo do normal e, assim, tinham quadro de osteopenia, um estágio anterior a osteoporose. Os pesquisadores constataram, também, que as mulheres obesas com mais gordura visceral tinham gordura na medula óssea, o que sugere que essa gordura nos ossos os torna mais fracos.
– As mulheres abaixo do peso têm maior risco para osteoporose, de acordo com as estatísticas, daí sempre se acreditou que a gordura na barriga protegeria contra a doença. Mas os estudos atuais comprovam que não. A gordura visceral aumenta a possibilidade de osteoporose – afirma o ortopedista Bernardo Stolnicki, coordenador do Prevrefrat – Programa de Prevenção da Refratura do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia.
A Incidência da Osteoporose
O Dr. Bernardo pontua que a osteoporose acomete mais de 10 milhões de pessoas no Brasil e 200 milhões no mundo todo. Uma em cada quatro mulheres, após a menopausa, tem osteoporose e uma a cada cinco mulheres que já tiveram fratura sofrerão outra fatura, em menos de um ano. Muito comum na terceira-idade, a doença deve ser tratada a partir d eum amplo programa com prática regular de exercícios orientados, uma dieta rica em cálcio e medicamentos específicos.
– A osteoporose é caracterizada pela diminuição da massa óssea. Consequentemente, enfraquece e fragiliza o osso, criando, assim, maior possibilidade de fraturas. A boa notícia é que a doença pode ser diagnosticada com precisão e precocemente, por meio da densitometria óssea, um exame de alta precisão, indolor, que é capaz de detectar a perda óssea quando essa perda não chegou ainda a 1%. Detectada precocemente, a osteoporose pode ser tratada – finaliza ele.
“Dor do crescimento” é muito comum em crianças de 3 a 13 anos
Problema que atinge principalmente a panturrilha, os joelhos e as coxas, a chamada “dor do crescimento” é muito mais comum do que se imagina e atinge crianças de 3 a 13 anos.
De acordo com a ortopedista Flávia Junqueira, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia – os pais devem ficar atentos e levar os filhos a um especialista quando a dor se tornar mais frequente.
“As crianças brincam muito, se exercitam o tempo inteiro, correm e abusam do movimento. Elas têm energia para isso. Durante a fase de crescimento, os ossos, os músculos e os tendões não crescem de maneira uniforme. Então, a dor é uma consequência natural, associada a esforço físico exagerado e movimentos excessivos”, explica a médica. Segundo ela, as dores normalmente acontecem à noite ou logo pela manhã, quando a criança acorda.
Apesar de ser considerada normal, a “dor do crescimento”, se sentida regularmente e for acompanhada de inchaços, vermelhidões e formigamentos, deve ser motivo para que os pais levem a criança a um ortopedista.
“Embora não haja estatísticas oficiais, a ‘dor do crescimento’ é muito mais comum do que se imagina. E devemos ficar atentos a isso. Ainda que seja um reflexo natural do crescimento, nenhuma criança precisa ficar sentindo dor, o que é muito desagradável e pode até ser acompanhada de distúrbios emocionais. Nenhuma criança precisa parar de fazer sua atividade física, que é fundamental para sua saúde. Um ortopedista saberá como aliviar essas dores”, finaliza ela.
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