Novo medicamento para osteoporose é aprovado nos EUA
Novo medicamento para osteoporose é aprovado nos EUA
Um novo medicamento para osteoporose foi aprovado pela Food and Drug Administations (FDA), nos Estados Unidos. Trata-se do Romosozumab, um inibidor da esclerostina, que atua por meio de uma nova via (Wnt) e tem efeitos anabólicos e antirreabsortivos, aumentando a formação óssea e prevenindo fraturas.
Pesquisas científicas apontam que este novo medicamento reduz significativamente o risco de fraturas em mulheres na pós-menopausa com osteoporose. Foram feitos testes em cerca de 11 mil mulheres na pós-menopausa, em dois ensaios clínicos multicêntricos, duplo-cegos. Um estudo randomizou cegamente indivíduos para receber romosozumabe subcutâneo mensal ou alendronato oral semanal por 12 meses. Ambos os grupos tomaram alendronato oral semanal (70 mg) durante o segundo ano de acompanhamento. Durante os dois anos de estudo, os pacientes do grupo romosozumabe-alendronato apresentaram um risco 48% menor de novas fraturas vertebrais do que os pacientes do grupo alendronato-alendronato. Além disso, o risco de fraturas não vertebrais foi 19% menor e o risco de fratura de quadril foi reduzido em 38% no grupo romosozumabe em comparação com o grupo alendronato.
Em torno de 30% das mulheres na pós-menopausa têm osteoporose, nos Estados Unidos
Acredita-se que ao menos 40% delas sofram uma ou mais fraturas por fragilidade, de acordo com a Fundação Internacional de Osteoporose.
“Há muitos mal-entendidos: a osteoporose não é um problema de estilo de vida que pode ser somente tratada com suplementos de cálcio e vitamina D”, alerta a reumatologista Isis Reis Carvalho, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo. Ela lembra que a osteoporose é conhecida como uma doença silenciosa, que geralmente aparece apenas quando há uma fratura. Segundo a reumatologista do CREB, um exame chamado densitometria óssea, disponível na clínica, pode diagnosticar a doença com precisão e precocemente – o exame detecta a osteoporose quando há perda de apenas 1% de massa óssea.
O melhor tratamento da Osteoporose é a prevenção, evitando refraturas
Ultrassonografia oferece vantagens sobre outros exames de imagem
Ultrassonografia oferece vantagens sobre outros exames de imagem
É muito comum que seu médico peça uma exame de imagem durante a investigação de dores relacionadas ao sistema musculoesquelético, tais como ossos, músculos, cartilagens, tendões, ligamentos e articulações. Exames de imagem podem ajudar – e muito – ao médico descobrir a causa subjacente. Há vários exames de imagem que auxiliam o estudo dos problemas osteoarticulares, entre os quais raios-X, tomografia computadorizada (TC), ressonância magnética (RM) e a ultrassonografia (USG).
A ultrassonografia oferece algumas vantagens sobre os demais exames, aponta o Dr. Estevão Vargas, médico radiologista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo. Esse exame geralmente é indicado para investigação de problemas nos tendões, ligamentos e bursas, bem como para avaliação de artrite e lesões musculares.
- Trata-se de um exame não invasivo, isento de radiação e capaz de identificar a localização da dor de um paciente e correlacioná-la a um problema com uma estrutura específica naquele local. O ultrassom também permite uma avaliação dinâmica do problema, ou seja, serve para avaliar o que acontece com a estrutura osteoarticular durante o movimento, o que geralmente não é possível com outros exames de imagem – explica o médico do CREB.
Segundo ele, a ultrassonografia também é utilizada usado para orientar a infiltração de medicamentos nos tendões e articulações, tal como o corticosteroide ,garantindo que a agulha seja colocada no local correto.
- No caso das artrites, a ultrassonografia permite a visualização da inflamação dentro da articulação, no momento do exame, por meio de uma técnica chamada Powerdoppler. Isso permite diferenciar outros possíveis problemas não inflamatórios que podem acometer as articulações. É um exame útil para o diagnóstico e acompanhamento das principais causas de artrite, dentre elas artrite reumatóide, artrite psoriásica, artrite juvenil e artrite pós-chikungunya – pontua o Dr. Estevão.
Osteoporose: possibilidade é maior para quem tem gordura visceral
As estatísticas mostram que mulheres que estão abaixo do peso têm um risco maior de ter osteoporose. Por isso, por muito tempo, acreditou-se que a gordura na barriga protegeria contra a doença. Mas estudos científicos indicam que a gordura, especialmente a gordura visceral, localizada entre os órgãos na cavidade abdominal, aumenta o risco de osteoporose.
Um destes estudos científicos avaliou a densidade mineral óssea e o índice de massa corporal (IMC) de 50 mulheres obesas com idade média de 30 anos. As voluntárias fizeram uma tomografia computadorizada para medir a perda óssea e a uma ressonância magnética para avaliar a quantidade de gordura na medula de seus ossos. A quantidade de gordura na barriga das mulheres também foi medida.
- Esse estudo mostrou que em geral quanto maior a gordura visceral das mulheres, menor era a densidade mineral óssea. Nenhuma voluntária tinha osteoporose, mas algumas delas tinham uma densidade mineral óssea abaixo do normal e estavam com osteopenia, um estágio anterior a osteoporose. As mulheres obesas com mais gordura visceral também tinham gordura na medula óssea, o que sugere que essa gordura nos ossos os torna mais fracos – explica o ortopedista Bernardo Stolnikci, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.
Segundo ele, no Brasil mais de 10 milhões de pessoas são acometidas pela doença, caracterizada pela diminuição da massa óssea, com consequente enfraquecimento e fragilidade do osso e, portanto, maior possibilidade de fraturas. O Dr. Bernardo pontua que uma em cada quatro mulheres, após a menopausa, tem osteoporose e uma a cada cinco mulheres que já tiveram fratura sofrerão outra fatura, em menos de um ano.
- Os principais fatores de risco da doença são: ser mulher; ter pele e/ou olhos claros; ser baixa e/ou magra; quem não toma leite ou ingira pouco alimento com cálcio; pessoas sedentárias; quem toma pouco sol; quem tem parente que sofre da doença; quem tem asma (bronquite), artrite ou alergia; fumantes; quem ingere muito café e bebida alcoólica; quem tem menopausa precoce por cirurgia ou não; quem usa antiácidos, anticonvulsivantes, certos diuréticos, heparina e/ou corticóides; e quem tem problema de tireoide – afirma ele.
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