Lúpus: mulheres acometidas pela doença podem engravidar
Doença de causa desconhecida, crônica e sistêmica, o lúpus acomete principalmente mulheres, na maior parte das vezes na faixa entre os 15 e 35 anos. Os sintomas variam, de acordo com o paciente, porém os mais frequentes são dores articulares, manifes...
Doença de causa desconhecida, crônica e sistêmica, o lúpus acomete principalmente mulheres, na maior parte das vezes na faixa entre os 15 e 35 anos. Os sintomas variam, de acordo com o paciente, porém os mais frequentes são dores articulares, manifestações de pele, principalmente nas áreas expostas ao sol, inflamação da pleura e do pericárdio, anemia, alterações dos glóbulos brancos e plaquetas e doença renal. “É importante deixar claro que o lúpus não é contagioso. Muita gente pensa que é, mas isso não é verdade”, pontua Haim Maleh, fisiatra e reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo, e professor de reumatologia da UFF.
O lúpus não é contagioso
“O diagnóstico acontece a partir de critérios clínicos e exames laboratoriais. E há tratamento, que vai depender dos sintomas apresentados pelo paciente. Os portadores da doença devem optar por hábitos saudáveis, como uma dieta equilibrada e atividade física regular. É muito importante que o paciente com lúpus evite expor-se ao sol”, aponta o médico do CREB.
O Dr. Haim Maleh também faz questão de destacar que mulheres com lúpus podem, sim, engravidar, ao contrário do que muita gente pensa. “A mulher com lúpus pode engravidar sem problemas. Mas a doença deve estar controlada há ao menos dois anos e ela não pode ser portadora de doença renal. O uso de anticoncepcionais será avaliado pelo médico”, finaliza ele.
Como avaliar a dor no ombro
Dor no ombro é a terceira maior causa de queixa musculoesquelética no consultório médico.
O impacto negativo na qualidade de vida do paciente também é muito significativo. Nos Estados Unidos, por exemplo, patologias nos ombros custaram 12 bilhões de dólares aos cofres públicos no ano de 2000.
A dor no ombro pode ser proveniente de causas variadas, tais como: lesões do manguito rotador, artrose gleno umeral, capsulite adesiva, tendinite do cabo longo do músculo bíceps braquial, artrose acrômio clavicular, lesões labrais, luxação acrômio clavicular e lesões ligamentares.
História da doença
O ponto mais importante na história do paciente com uma suposta patologia primária no ombro é a diferenciação com as seguintes doenças: radiculopatia cervical, síndrome miofascial, como a fibromialgia e o “trigger point” e doenças sistêmicas, como a polimialgia reumática. Dor primária no ombro geralmente é referida na face anterolateral do braço. Patologias na coluna cervical geralmente causam paresia e parestesia em membros superiores, procurando se a dor irradia da coluna para o ombro e, muitas vezes, para os punhos e mãos.
A localização da dor é importante para a definição da origem da doença no ombro. Por exemplo: dor na face anterior do braço sugere tenossinovite do bíceps. Dor pontual na articulação acrômio clavicular sugere degeneração na articulação acrômio clavicular. E dor na face ântero lateral do braço sugere lesão do manguito rotador.
A determinação da origem da dor, fator desencadeante e a história de trauma são fundamentais para a determinação do diagnóstico. Outros elementos para determinação da origem da dor no ombro são fundamentais, como a história de dor quando elevamos o braço acima da cabeça e rotação interna do braço. Instabilidade e dor pontual no ombro pode sugerir lesões ligamentares e labrais respectivamente. É preciso sempre levar em conta a história familiar do paciente. É muito importante sempre desconfiar de lesão no manguito rotador quando o paciente relata história de dor noturna, irradiada para face ântero lateral do braço.
Exame físico: Se houver a suspeita de lesão neuropática um exame detalhado deverá ser realizado.
Inspeção: Luxação e artrose acrômio clavicular, deslocamentos, atrofias musculares. Deve-se sempre fazer a comparação bilateral. É preciso avaliar atrofias nas fossas supra e infra espinhal e espasmos no músculo trapézio.
Palpação: Articulação acrômio clavicular, esterno clavicular, goteira do bíceps….
Arco de movimento: o ideal é que o arco de movimento seja mensurado com o uso de um goniômetro. Sempre devemos avaliar a mobilidade passiva e ativa. Ambas estão diminuídas na capsulite adesiva e artrose gleno umeral. Já nas lesões do manguito rotador, somente a mobilização ativa. Na avaliação do arco de movimento são avaliados: rotação interna e externa, abdução, flexão anterior.
Grau de força muscular: recomenda-se o uso de um dinamômetro para avaliação da força muscular. Sempre fazer avaliação com membro contralateral. Deve-se mensurar rotação interna, externa e abdução.
Testes especiais: os testes especiais são realizados de acordo com a suspeita clínica. Pacientes com capsulite adesiva não precisam de testes especiais. Se a dor do paciente for muito intensa, estes testes também não devem ser executados.
Em pacientes com lesão do manguito rotador testes específicos são muito importantes, como por exemplo, Teste de Neer, Teste de Hawkins, Teste de Jobe, Lag signs, Bear Hug teste, Teste de Jobe, Teste de O´Brien, Teste de Gerber.
Testes especiais para o diagnóstico das patologias do ombro:
Testes de Impacto: Avaliação do Impacto Sub acromial
Teste de Neer; Teste de Hawkins; Teste de Yokun; Teste de Yokum, Testes especiais do manguito rotador; Teste de Jobe: avaliação do M. Supra espinhoso; Teste de Patte: avaliação do M. Infra espinhoso; Teste de Gerber: Avaliação do M. Sub escapular;
Raios-X: auxilia na avaliação da artrose acrômio clavicular, fraturas, deslocamentos, Sinal do Espelho no caso de leões do manguito rotador, artrose gleno umeral.
Ressonância magnética: geralmente indicada para lesões do manguito rotador, lesões ligamentares e musculares no ombro. A Artro ressonância é usada para diagnóstico das lesões labrais.
Ultrassonografia: usada para avaliação do manguito rotador. Tem um custo menor que a ressonância magnética. Depende de profissional qualificado para realização do exame.
Tratamento: o tratamento é inicialmente clínico e deverá ser focado no diagnóstico. Os tratamentos das lesões do ombro, em sua maioria, são baseados em medidas medicamentosas e na reabilitação física. Em nossos protocolos no CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia –, utilizamos eletroterapia, cinesioterapia ativa e passiva, hidroterapia (de muita importância para amplitude do movimento) e acupuntura. Em casos refratários ao tratamento conservador, usamos a TOC – Terapia por Ondas de Choque -, para o tratamento de tendinites com ou sem calcificações, com ótimos resultados.
Conclusão: as patologias do ombro podem ser diagnosticadas através da história e exame físico do paciente. Exames de imagem são muito importantes em casos de trauma e na decisão em relação ao tratamento. O tratamento clínico obtém grande sucesso na maioria dos casos.
Analgésicos podem mascarar a dor. Um especialista deve ser sempre consultado
Uma dor corriqueira pode ser combatida com um simples analgésico e logo logo a pessoa se sentirá melhor. Mas é preciso tomar muito cuidado com a automedicação, que é absolutamente condenada por todos os médicos. Afinal, somente um especialista pode receitar um medicamento, adequado ao quadro clínico apresentado. Uma pesquisa recente publicada no “Journal of Neuroscience” demonstra, por exemplo, que tomar analgésicos em demasia cria resistências do corpo e, assim, eliminam o efeito que o medicamento teria.
Segundo publicou o site G1, a pesquisa estudou a interação entre as moléculas do analgésico com os receptores, que são moléculas situadas na parede de cada célula humana. Estes receptores reagem às substâncias químicas que entram em contato com esta célula. “Até agora, os cientistas acreditavam que os ligantes (substâncias) serviam como interruptores para ligar ou desligar estes receptores, e todos produziriam o mesmo tipo de efeito, com variações na magnitude da resposta que eles obtêm. Agora sabemos que as drogas que ativam o mesmo receptor nem sempre produzem o mesmo tipo de efeitos no corpo, pois os receptores nem sempre as reconhecem da mesma forma”, explicou Graciela Pineyro, autora do artigo, em material divulgado pela Universidade de Montreal, no Canadá, onde ela trabalha.
Segundo os especialistas, entender a causa da resistência do corpo é importante para o desenvolvimento de novos tipos de remédios, que tragam respostas mais eficientes. O ortopedista Marcio Taubman, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo – lembra que o uso indiscriminado de analgésicos pode mascarar o problema. “Às vezes temos uma pequena contusão, que realmente um analgésico pode dar conta. Mas às vezes essa lesão pode ser mais séria. Apenas um especialista poderá avaliar o melhor medicamento para o quadro. Ao menor sinal de dor, o médico deve ser consultado”, lembra ele.
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