Reumatologista do CREB participa de encontro internacional em Nova Iorque sobre artrite reumatóide
O reumatologista e fisiatra Haim Maleh, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo – acaba de voltar de Nova Iorque, para onde foi convidado especial para participar do “Curso Avançado no Manejo da Artrite Reumatóide”, realizado nos dias 11 e 12 de outuburo, na Universidade de Nova Iorque. O curso, que teve a participação de médicos de todo o mundo, teve foco nas atualizações sobre a abordagem e o tratamento de pacientes com artrite reumatóide e discutiu novos meios de tratamento da doença. “O enfoque foi no tratamento dos pacientes e no uso de medicações denominadas imunobiológicos, consideradas medicações de ponta para o tratamento dos pacientes. Houve ênfase, também, quanto ao uso da ultrassonografia como método de imagem para auxílio no diagnóstico da doença”, conta o dr. Haim Maleh.
De acordo com o Dr. Haim, foram apresentadas novidades no tratamento da artrite reumatóide, que já estão disponíveis no CREB. A artrite reumatóide caracteriza-se por inflamação das articulações, provocada por uma reação inflamatória, com presença de algumas substâncias, entre elas a interleucina 6, que destroem progressivamente a cartilagem e os ossos ao redor das articulações, causando dor articular, edema e prejudicando sua função e limitando os movimentos, levando a incapacidade física que, com o tratamento, pode ser evitada. Além do comprometimento das articulações, ocorrem sintomas físicos como cansaço intenso, decorrente da anemia que a doença provoca. Os sintomas iniciais são fadiga inexplicável, rigidez prolongada das articulações pela manhã, além de edema e vermelhidão. Esse quadro muitas vezes é confundido com o reumatismo comum, o que retarda o diagnóstico correto e o início precoce do tratamento.
– Ao contrário do que muita gente pensa, a atrite reumatóide não é uma doença que acomete apenas pessoas da terceira idade. Mulheres na faixa dos 30 aos 50 anos são as principais vítimas da doença. Muitas pessoas acreditam que as doenças reumáticas são exclusivas na terceira idade, o que é um engano. A artrite reumatóide, por exemplo, afeta diretamente a qualidade de vida do paciente e logo que surge, aos primeiros sinais, como por exemplo dor nas juntas, em especial das mãos e dos pés, deve-se procurar um médico reumatologista. Para chegar ao diagnóstico da artrite reumatóide, o reumatologista analisa a história clínica do paciente, realiza exames físicos das articulações e solicita análise laboratorial, radiografias e, em algumas ocasiões, ultrassonografia das áreas acometidas. Exames de sangue também auxiliam na avaliação do processo inflamatório. A artrite reumatóide é uma doença de longa evolução. Há tratamentos, que estão cada vez mais avançados, sendo possível devolver ao paciente a qualidade de vida perdida. O tratamento traz alívio da dor, bem estar e principalmente pode evitar e prevenir alterações articulares, quando iniciado precocemente – afirma o médico.
O Dr. Haim Maleh explica que o maior problema encontrado é a demora para diagnosticar a doença, que exige tratamento contínuo. Segundo ele, o tratamento deverá sempre, além de medicamentos, contar com a reabilitação física, entre as quais eletroterapia, cinesioterapia, acupuntura e hidroterapia, que é uma medida de grande auxílio para esses pacientes, especialmente quando realizada em piscinas apropriadas, como nas que são utilizadas no CREB.
Enxaqueca acomete 20% das mulheres e de 5 a 10% dos homens
Os números são contundentes: 20% das mulheres e 5 a 10% da população masculina são acometidos pela enxaqueca, segundo a Sociedade Brasileira de Cefaleia. Já o Ministério da Saúde destaca que ela acomete predominantemente em pessoas com idades entre 2...
Os números são contundentes: 20% das mulheres e 5 a 10% da população masculina são acometidos pela enxaqueca, segundo a Sociedade Brasileira de Cefaleia. Já o Ministério da Saúde destaca que ela acomete predominantemente em pessoas com idades entre 25 e 45 anos, sendo que após os 50 anos essa porcentagem tende a diminuir principalmente em mulheres. A doença também aparece em 3 a 10% das crianças, igualmente meninos e meninas antes da puberdade, mas com predominância nas meninas após essa fase.
“A enxaqueca é um tipo de cefaleia que apresenta uma dor pulsátil em um dos lados da cabeça, e as vezes em ambos os lados. Pode ser acompanhada, geralmente, por fotofobia, fonofobia, náusea e vômito. Pode durar, normalmente, entre quatro e 72 horas, sendo mais curtas em crianças. Muitas vezes, é tratada como uma simples dor de cabeça, o que é um erro. A doença precisa de um tratamento adequado”, explica o Reumatologista Sergio Rosenfeld, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.
A acupuntura é uma excelente opção para combater a dor
Segundo ele, é preciso identificar os fatores que deflagram a crise de enxaqueca, para evita-los no dia a dia, como tipos de alimentos, bebidas, jejum falta ou excesso de sono, etc. As crises devem ser tratadas com repouso, hidratação, silêncio e tranquilidade. “O tratamento é medicamentoso, e também passa por uma dieta específica. A acupuntura pode ser uma excelente opção, para combater a dor.
Pilates é cada vez mais utilizado pela medicina para evitar e combater dores
Criado pelo alemão Joseph Pilates durante a Primeira Guerra Mundial (1914-1918), o método de condicionamento físico que leva o nome de seu criador é cada vez mais popular e vem sendo utilizado no mundo inteiro como uma ferramenta geradora de qualidade de vida. Além de ser utilizado por aqueles que apenas buscam uma atividade física prazerosa e eficiente, o Pilates também faz parte de protocolos médicos, como é o caso do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo, que mantém um estúdio de Pilates cujo diferencial é a coordenação da atividade por médicos Fisiatras, Ortopedistas e Reumatologistas.
Quando criado, o Pilates logo foi adotado por bailarinas, que o utilizavam como complemento aos ensaios, em busca da melhor forma. Mas foi no início da década de 90 que a atividade se popularizou e ganhou fama. No Estados Unidos, por exemplo, estima-se que hoje dez milhões de pessoas praticam a atividade regularmente. Um dos motivos que impulsionou o Pilates é a rápida percepção dos resultados, mas a técnica oferece muito mais: respeita as limitações do praticante, é uma atividade prazerosa, atua na prevenção e recuperação de problemas como dores e lesões e trabalha a saúde como um todo.
“Muitas pessoas procuram o Pilates como uma atividade física regular. Por isso crescem os números de estúdios em todo o país. Aqui no CREB temos um estúdio especialmente montado, voltado para a promoção da saúde. Contamos com fisioterapeutas especialistas em Pilates, mas a coordenação do trabalho é feita por médicos fisiatras e reumatologistas. É uma atividade física que trabalha a prevenção mas também a recuperação de problemas médicos”, explica o reumatologista e fisiatra do CREB, Haim Maleh. Ele explica que o segredo da atividade está na sua técnica, que parte do conceito de centro de força: fortalecer os músculos da coluna, do quadril, das coxas e do entorno do abdome é a melhor maneira de garantir uma boa sustentação para o corpo humano.
O Pilates oferece resultados tão eficientes que têm chamado cada vez mais a atenção dos médicos. Segundo o Dr. Haim Maleh, estudos demonstram que o Pilates é eficiente na redução de dores, especialmente lombar. E também dores provocados pela fibromialgia. Um desses estudos foi realizado pelo Departamento de Medicina do Esporte e Reabilitação do Instituto Ortopédico Gaetano Pini, na Itália.
– Além do alongamento e do equilíbrio postural, o Pilates faz um trabalho de fortalecimento muscular muito positivo, pois ajuda na sustentação da coluna. A prática do Pilates passa pelo equilíbrio e quando as cadeias musculares estão em equilíbrio, há redução de dor. Os exercícios precisam ser elaborados para atender aos variados quadros clínicos dos pacientes. Por isso, no CREB, a coordenação de médicos é um diferencial. Em nossa clínica, após a avaliação e diagnóstico médico, utilizamos protocolos para problemas na coluna vertebral que associamos ao Pilates, como a hidroterapia, em nossas piscinas, acupuntura, RPG, eletroterapia, assim como outros métodos de ginástica corretiva – informa o Dr. Haim.
O Estúdio de Pilates montado pelo CREB, com coordenação de médicos, segue uma tendência mundial: a oferta da atividade em hospitais referência. Na Clínica Mayo, um centro médico de referência, localizados nos Estados Unidos, o Pilates vem sendo usado inclusive por pessoas que têm câncer. A instituição está, inclusive, promovendo uma ampla pesquisa sobre o assunto, que será publicada no início de 2012. No prestigiado M. D. Anderson Cancer Center, também nos Estados Unidos, o Pilates está na ordem do dia, para pacientes com câncer de mama e na reabilitação de pessoas com problemas músculo-esqueléticos. Pacientes com doenças neurológicas, como Parkinson, também utilizam a técnica. “Os exercícios de Pilates estimula a habilidade de concentração. E reduz o estresse”, explica o médico do CREB. Hospitais do Brasil também já utilizam o Pilates, como o conceituado Albert Einstein, em São Paulo.
– O Pilates é uma atividade física completa e é amplamente recomendada para todos. Não há dúvidas, no entanto, de que a atividade pode fazer toda a diferença no tratamento de dores músculo-esqueléticas ou patologias como a fibromialgia. Esse é o nosso foco: a promoção da saúde e a busca por uma melhor qualidade de vida. Temos o direito de viver bem, felizes e sem dor – finaliza o Dr. Haim Maleh.
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