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Obesidade e sobrepeso podem agravar artrite reumatoide

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Diferentes estudos revelam que a obesidade e o consequente sobrepeso podem desencadear processo inflamatório generalizado, com aumento do risco de desenvolvimento da artrite reumatoide. A obesidade pode contribuir para uma evolução mais severa da doença, bem como diminui as chances de eficácia do tratamento. “A atrite reumatoide só por ser uma doença inflamatória sistêmica já oferece um risco maior para doenças cardiovasculares, como infarto. A obesidade e mais um fator agravante”, afirma o Dr. Haim Maleh, professor de Reumatologia da UFRJ e coordenador de Reumatologia do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.

A artrite reumatoide é uma doença sistêmica ligada a autoimunidade, que acomete as articulações, chegando até a possibilidade de comprometer sua função. Estatísticas apontam que a doença incide sobre 1% da população mundial. “A obesidade é um seríssimo problema de saúde pública em todo o mundo, e está associada a inúmeras doenças crônicas, como hipertensão arterial, diabetes e doenças coronárias. Ela não deve ser desconsiderada no caso da artrite reumatoide, como comprovaram esses estudos”, afirma o Dr. Haim.

Uma pesquisa realizada na Escola de Medicina de Harvard, nos Estados Unidos, conclui que a perda de peso melhora e ajuda a controlar as doenças crônicas. No caso de portadores de artrite reumatoide, aqueles que foram submetidos a cirurgia bariátrica apresentaram redução da inflamação articular, melhora dos marcadores inflamatórios no sangue e consequente redução do uso de medicamentos, o que também observamos em nossos pacientes. “Perder peso deve ser uma atitude seguida para portadores de artrite reumatoide também. No CREB, temos protocolos de reabilitação física que incluem, por exemplo, a prática de hidroterapia, em nossas piscinas apropriadas para a atividade, acupuntura e pilates, entre outros. Ao menor sinal de dor nas articulações, um reumatologista ou fisiatra deve ser procurado”, finaliza o médico.


Artrose no joelho: é possível eliminar a dor e voltar a ter qualidade de vida

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Idade, excesso de peso, seqüelas traumáticas e fatores genéticos são as principais causas da artrose no joelho. “A artrose é um desgaste da articulação e é muito comum em pessoas com mais de 60 anos. Causa dor, dificuldade de movimentar a articulação, creptação e, eventualmente, o joelho se apresenta quente e mesmo avermelhado. Em casos mais graves, o paciente não consegue nem andar”, explica o Dr. Rodrigo Castelo Branco, ortopedista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo– e especialista em medicina do esporte.

Segundo o médico, ainda que o maior número de casos está entre aqueles com mais de 60 anos, a artrose no joelho também pode acontecer em pessoas jovens, geralmente por sequela pós-traumática ou instabilidade devido a lesões ligamentares. “A artrose tem vários tipos de tratamento, que devem ser ajustados caso a caso. E que visa melhorar o movimento, ampliar o arco da articulação, reduzir a inflamação e dar qualidade de vida, o que é possível. Ou seja, o tratamento busca devolver ao paciente a qualidade de vida perdida, eliminando a dor e restabelecendo a função do joelho. Receitamos remédios por via oral, fisioterapia e protocolos que envolvem hidroterapia e acupuntura, por exemplo”, explica o médico, ressaltando que é necessário fortalecer e alongar os músculos nestes casos.

Um novo tratamento também se mostra muito eficaz para casos como este. Trata-se da viscossuplementação, disponível no CREB. São injeções intra-articulares de ácido hialurônico, o mesmo componente que já existe no líquido sinovial de uma articulação saudável. O líquido sinovial perde sua capacidade funcional com a idade e com o processo de artrose, e o uso dessas injeções de ácido hialurônico exógeno vem sendo utilizado com sucesso. O tratamento, feito na própria clínica, com três a cinco aplicações, traz alívio para a dor e melhora da função.

– A artrose tem tratamento e hoje é possível devolver ao paciente a qualidade de vida perdida e acabar com a dor. Um especialista deve ser procurado ao menor sinal de dores constantes no joelho para diagnosticar o problema e iniciar o tratamento – finaliza ele.


Viscossuplementação pode ajudar a resolver lesão de menisco

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A lesão de menisco é muito comum em atletas, profissionais ou não, em pessoas obesas e, ainda, entre aqueles que são acometidos por artrite, artrose ou outro problema que afete a articulação dos joelhos.

Muito comum no futebol e outros esportes, a lesão de menisco provoca dor no joelho quando caminhamos ou fazemos movimentos como subir e descer de escadas. Em geral, a dor é localizada na parte da frente do joelho, e pode piorar com o passar do tempo, dificultando a caminhada. A lesão de menisco também pode provocar, além da dor, sensação de crepitação na articulação. “Em geral, a dor é na parte da frente do joelho. Mas pode ser lateral, se a lesão for de menisco
lateral, ou na parte interior do joelho, se for uma lesão de menisco medial”, esclarece o ortopedista especialista em  medicina do esporte, Dr. Rodrigo Kaz, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.

O que é menisco?

O Dr. Rodrigo explica que o menisco é uma estrutura de cartilagem do joelho, cuja função é protegê-lo de impactos ou pancadas. A lesão de menisco é muito comum em atletas, profissionais ou não, em pessoas obesas e, ainda, entre aqueles que são acometidos por artrite, artrose ou outro problema que afete a articulação dos joelhos.

“Alguns movimentos podem lesionar o menisco, como virar muito rápido o corpo sobre uma perna, durante agachamentos muito fundos, ao levantar muito peso com as pernas e quando a gente prende o pé enquanto caminha. Com o passar dos anos, a cartilagem do menisco se enfraquece naturalmente, por conta da diminuição de circulação de sangue no local”, revela o ortopedista do CREB.

Exames e tratamento da lesão de menisco

Para diagnosticar a lesão de menisco, o ortopedista fará exame físico e poderá solicitar exames de imagem que auxiliam no diagnóstico. Para prevenção e orientação no processo de reabilitação fisioterápica dos pacientes com lesão meniscal, pode-se solicitar a baropodometria e a avaliação isocinética. “A baropodometria localiza os pontos de apoio na planta do pé durante a pisada e faz a mensuração precisa da pressão exercida sobre cada um destes pontos. Podemos avaliar o paciente em movimento, medindo as variações das pressões durante a marcha e até durante a corrida. Já a avaliação isocinética tem como objetivo a mensuração da força e resistência desenvolvida pelos grupos musculares em todos os segmentos do corpo e a musculatura que está com baixo desempenho”, explica.

O tratamento é feito com medicamentos e fisioterapia. O CREB adota protocolos que podem incluir acupuntura e hidroterapia, por exemplo. “Nem sempre a lesão de menisco é caso de cirurgia. Na maior parte das vezes, o tratamento pode ser um sucesso. Também podemos utilizar o recursos da viscossuplementação, que repõe fluídos nas articulações com desgaste, como se colocássemos um lubrificante entre as estruturas ósseas e cartilaginosas das articulações, diminuindo o impacto e aliviando a dor”, acrescenta o médico do CREB.



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