Fibromialgia é uma doença pouco conhecida pelos pacientes
Comemorado em 12 de maio, o Dia Mundial da Fibromialgia foi marcado, no Brasil, pela divulgação de uma pesquisa que revela um dado extremamente relevante: 63% dos brasileiros que têm a doença diagnosticada não sabem descrever os sintomas da fibromialgia ao médico. E cerca de 70% dos que receberam esse diagnóstico jamais ouviram falar até então sobre a doença.
A fibromialgia é uma das doenças reumatológicas que mais levam o paciente ao consultório do médico: segundo dados oficiais, de 3 a 5% da população pode apresentar esse quadro clínico, sendo que de 80 a 90% são mulheres, entre 30 e 60 anos. Os principais sintomas são dores generalizadas pelo corpo, nas articulações, na coluna vertebral, nos músculos e nos tendões, dor de cabeça, sensibilidade maior ao frio, formigamento nos pés e ou nas mãos, tonteiras, desânimo, fadiga, dificuldades para dormir, sono não reparador e, ainda, falta de motivação e tristeza.
– A fibromialgia ainda é uma doença pouco conhecida. Pela dificuldade em se estabelecer um diagnóstico seguro devido a falta de objetividade dos exames radiológicos e laboratoriais, é muito importante que o paciente procure um reumatologista experiente com essa doença. Ele irá se basear em aspectos clínicos, na avaliação da história familiar e no exame físico do paciente – explica o médico reumatologista e fisiatra do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo, Antonio D’Almeida.
A pesquisa que revelou o desconhecimento da população em relação à fibromialgia foi realizada pelo instituto Harris Interactive, que ouviu 904 pessoas – 604 médicos e 300 pacientes – no Brasil, na Venezuela e no México. O que torna o assunto ainda mais relevante é que a pesquisa chega a conclusão de que a fibromialgia é desconhecida entre pacientes e, também, entre médicos. Os pesquisadores descobriram que os pacientes chegaram a consultar sete médicos diferentes até chegar ao diagnóstico final.
“A fibromialgia é uma doença de longa evolução, mas a prática regular de exercícios moderados pode controlar as dores. Também há tratamentos medicamentosos, receitados caso a caso ao paciente. Não há uma pílula mágica e sim o entendimento das necessidades do paciente pelo médico e uma adaptação de programação para aquele caso específico, o que traz excelentes resultados e sucesso ao tratamento. Com a melhora da dor, da mobilidade e do humor, o paciente passa a ter uma melhor qualidade de vida, com uma rotina normal de sono e de suas atividades diárias. Isso é possível. É fundamental que o tratamento seja realizado por uma equipe interdisciplinar de profissionais de saúde, com reumatologista, fisiatra e fisioterapeuta, para o devido acompanhamento do paciente. A familiaridade do médico com a doença faz com que seja tratada de maneira bastante satisfatória, através de medicamentos associados a protocolos de reabilitação, como os que temos no CREB, com hidroterapia em piscina apropriada, acupuntura, além de outras medidas fisiátricas”, garante o médico, reafirmando que as pessoas têm o direito de viver bem, feliz e sem dor.
SRad-RJ realiza Sessão Professor Nicola Caminha no auditório do CREB
A Sociedade de Radiologia do Rio de Janeiro (SRad-RJ) realiza no dia 14 de setembro, às 19h30m, no auditório do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo – sua tradicional Sessão Professor Nicola Caminha 2011. Desta vez, a apresentação é de Cl. Felippe Mattoso e Santa Casa, com discussão da PUC-HFAG e Hospital da PM. O evento tem apoio do CREB, que fica na Rua Voluntários da Pátria 408, em Botafogo. Informações pelo telefone (21) 2286-8877.
Pilates é uma excelente opção para tratar da escoliose
Doença postural que afeta a coluna, a escoliose pode provocar intensas dores, dificultando movimentos corporais como rotação, extensão e inclinação das costas, o que pode tornar um suplício atividades cotidianas simples, como abaixar para pegar algo...
Doença postural que afeta a coluna, a escoliose pode provocar intensas dores, dificultando movimentos corporais como rotação, extensão e inclinação das costas, o que pode tornar um suplício atividades cotidianas simples, como abaixar para pegar algo no chão. De acordo com o ortopedista Márcio Taubman, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo – a escoliose costuma acontecer principalmente durante a puberdade, entre 9 e 18 anos, mas não é, definitivamente, um problema restrito a essa faixa etária. A doença atinge adultos, principalmente por causa de má postura ou levantamento excessivo de peso.
A escoliose costuma acontecer durante a puberdade
“Nós temos vários tipos de escoliose: escoliose estrutural, escoliose funcional, curvatura primária e curvatura secundária. A escoliose estrutural, por exemplo, é acompanhada pela rotação dos nossos pontos vertebrais, e quem tem essa doença pode perder sua flexibilidade natural para realizar movimentos de inclinação influenciando a sua estrutura. Já a escoliose funcional o desvio da coluna não acompanha a rotação dos pontos vertebrais e a coluna é flexível ao realizar os movimentos de flexão e inclinação. Enfim, o médico fará exame clínico e utilizará exames de imagens para diagnosticar a doença e propor o melhor tratamento”, explica o Dr. Márcio.
Segundo ele, a utilização de protocolos que incluem acupuntura, para controle da dor, e a prática de pilates terapêutico trazem resultados excelentes. “Os exercícios de pilates terapêutico são especialmente recomendados. A Escoliose geralmente compromete o equilíbrio da coluna vertebral e pode causar grandes danos para o paciente. Ela prejudica não só a sua postura, mas também o seu bom funcionamento físico. O pilates terapêutico vai trabalhar os grupos musculares que estão ligados diretamente com a coluna, buscando sua estabilização. Fortalecer a coluna é o principal objetivo, mas também buscamos evitar que a deformidade continue. Os exercícios garantem mais mobilidade, mais flexibilidade e fortalecimento muscular, o que é excelente para a coluna vertebral. Além disso promove o relaxamento muscular, melhora o equilíbrio, a respiração, a postura e aumenta o bem-estar”, garante o ortopedista do CREB.
Atendimento médico especializado no Rio de Janeiro:
- BARRA DA TIJUCA: Av. das Américas, 700 - Bloco 8 - Loja 320 - Città Américas
- BOTAFOGO: Rua Voluntários da Pátria, 408
- COPACABANA: Rua Barata Ribeiro, 774 - ao lado do metrô
- MÉIER: Rua Dias da Cruz, 13 - ao lado da estação Méier
Atendimento médico Ortopedia e Fisioterapia em São Paulo:
- SANTO AMARO: Av. Santo Amaro, 5702
- INTERLAGOS: Av. Interlagos, 1989
- TATUAPÉ: Rua Apucarana, 1619