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Osteoporose: dez questões que precisam ser ditas

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Doença que leva ao enfraquecimento dos ossos, tornando-os vulneráveis a traumas, a osteoporose apresenta números alarmantes. Em todo o mundo, mais de 200 milhões de mulheres são acometidas pela doença e uma em cada cinco pacientes morre, no período d...

Doença que leva ao enfraquecimento dos ossos, tornando-os vulneráveis a traumas, a osteoporose apresenta números alarmantes. Em todo o mundo, mais de 200 milhões de mulheres são acometidas pela doença e uma em cada cinco pacientes morre, no período de um ano, após sofrer fratura de quadril. O problema é tão sério que a Organização Mundial da Saúde (OMS) instituiu, entre os anos de 2000 e 2010, a década do osso e da articulação, com ações contundentes em todos os continentes.

“A osteoporose é uma patologia assintomática, ou seja, sem sintomas, lenta e progressiva, que enfraquece os ossos. Temos mais de 200 ossos, que dão rigidez e sustentação ao nosso corpo. Os ossos também têm a função de proteger o nosso cérebro, o coração, pulmão e os demais órgãos vitais. Trata-se de uma doença silenciosa, muitas vezes só é diagnosticada quando ocorre uma fratura. As principais fraturas acontecem nos ossos do punho, do quadril e da coluna, além do colo do úmero”, explica o ortopedista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo e coordenador do Prevrefrat CREB, Bernardo Stolnicki, que reuniu dez pontos fundamentais sobre a doença, que devem ser muito bem divulgados:

1- Alguns fatores estão associados a um maior risco para essa doença. Entre eles, ser mulher, envelhecer, ter um corpo pequeno, ser branco ou asiático e ter histórico familiar da doença. As mulheres têm um risco quatro vezes maior de desenvolver osteoporose. Os homens também podem desenvolver a doença.
2- As mulheres são mais acometidas pela doença devido ao estrogênio, um hormônio mais relacionado a elas do que aos homens. Os ossos recebem forte influência desse hormônio, que ajuda a manter o equilíbrio entre perda e ganha de massa óssea. Na menopausa, os níveis de estrogênio caem assustadoramente e essa queda brusca pode ajudar a promover a descalcificação dos ossos. Por isso, a osteoporose acomete quatro mulheres para cada homem.
3- Trata-se de uma doença silenciosa, pois normalmente não apresenta os sintomas antes que aconteçam um sintoma grave, como uma fratura óssea.
4- Espinha (vértebras), a bacia (fêmur), o punho (rádio) e o braço (úmero). Esses são os locais mais atingidos pela doença, sendo a mais perigosa a fratura do colo do fêmur. Estatísticas apontam que um em cada quatro pacientes com esse tipo de fratura morrem.
5- A boa notícia é que é possível diagnosticar a osteoporose de forma precoce. Um exame chamado densitometria óssea, disponível no CREB, indica a osteoporose. Todas as mulheres a partir de 65 anos e todos homens com 70 anos ou mais devem realizar esse exame. Todas mulheres na menopausa e todos homens com mais de 50 anos que possuam um dos fatores de risco também devem fazer a densitometria óssea.
6- Mulheres, indivíduos de raça branca, pessoas miúdas (magrinhas e pequenas), que tiveram menopausa precoce e não fizeram reposição hormonal, fumantes, aqueles que têm história de fraturas na família, doenças graves ou que utilizam corticoides por longo tempo, e os que já tiveram fraturas na idade adulta têm mais predisposição para a doença.
7- A prevenção à osteoporose começa na infância, com uma alimentação rica em cálcio, presente principalmente no leite e seus derivados e verduras escuras.
8- Vitamina D também é fundamental para o fortalecimento ósseo. A melhor forma de obtê-la é por meio da exposição ao sol.
9- Dor nas costas e diminuição da estatura podem significar fraturas vertebrais provenientes da osteoporose.
10- Dez milhões de brasileiros têm osteoporose. Uma em cada quatro mulheris d 50 anos desenvolve a doença. Anualmente, o Brasil contabiliza 2,4 milhões de fraturas provenientes da osteoporose. É preciso procurar um especialista, fazer o exame e adotar uma alimentação saudável rica em cálcio, pegar sol e fazer exercício físico orientado regularmente.


Leite de búfala tem mais cálcio do que o leite da vaca

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Caracterizada pela diminuição da massa óssea, com consequente enfraquecimento e fragilidade do osso e, consequentemente, maior possibilidade de fraturas, a osteoporose atinge 200 milhões de pessoas em todo o mundo. No Brasil, temos mais de 10 milhões...

Caracterizada pela diminuição da massa óssea, com consequente enfraquecimento e fragilidade do osso e, consequentemente, maior possibilidade de fraturas, a osteoporose atinge 200 milhões de pessoas em todo o mundo. No Brasil, temos mais de 10 milhões de pessoas acometidas pela doença, principalmente na terceira idade.

Mulheres adultas devem adotar uma dieta de 1.000 mg de cálcio por dia

Segundo o reumatologista e fisiatra do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo, Dr. Eduardo Sadigurschi, a osteoporose deve ser tratada a partir de um amplo programa orientado pelo médico reumatologista ou fisiatra, que inclui a prática regular de exercício físico e uma dieta balanceada. O médico pontua que mulheres adultas devem adotar uma dieta de 1.000 mg de cálcio por dia, número este que sobe para 1.500 mg quando há o risco detectado da osteoporose. “Deve-se ingerir alimentos ricos em cálcio, como leite, iogurte natural com pouca gordura, queijo ricota, queijo suíço, queijo provolone, sorvete de baunilha e outras fontes secundárias de cálcio, como sardinha, ostras, ervilhas, couve e brócolis. A casca do ovo é composta em quase 100% de carbonato de cálcio. Sugerimos aos nossos pacientes lavar a casca do ovo, colocar no forno em alta temperatura, com a finalidade de buscar uma melhor higienização. Depois, pegue essa casca e a triture muito bem até ficar muito fina. Coloque uma colher de chá ao dia desse material na comida misturada e você terá aí os 1.500 mg ao dia de cálcio necessários em sua dieta”, explica o Dr. Eduardo.

O leite de búfalas também é um alimento muito rico em cálcio, e é recomendado pelo Dr. Eduardo. A Associação Brasileira de Criadores de Búfalo garante que o leite de búfala tem 59% mais cálcio que o leite da vaca. O médico do CREB lembra que a venda de leite de búfalas não é comum, porém é possível substituí-lo pela muçarela de leite de búfala, que é saborosa e fácil de encontrar em bons mercados. A Associação Brasileira de Criadores de Búfalo recomenda que o consumidor opte por embalagens que destaquem o Selo de Pureza 100% Búfalo, pois isso garante que o queijo é feito apenas de leite de búfalas.

“A osteoporose pode ser diagnosticada, com precisão e precocemente, por meio de um exame indolor e de alta precisão chamado densitometria óssea. Enquanto com o raio-X só é possível detectar a osteoporose quando já há perda de 30% da massa óssea, com a densitometria nós podemos detectá-la quando há perda de menos de 1%. E detectada precocemente, podemos tratá-la com êxito. A prática de exercício físico também é fundamental. A pessoa precisa ter uma boa qualidade muscular para sua coluna, e a hidroterapia e o pilates terapêutico são excelentes opções”, finaliza ele.


Pilates terapêutico é excelente opção para pacientes da terceira idade com osteoporose

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A prática de exercício físico regular, orientado pelo médico, é fundamental para os pacientes de osteoporose, concomitantemente ao tratamento medicamentoso, adoção de uma dieta rica em cálcio e banhos diários de sol. A osteoporose – redução da quanti...

A prática de exercício físico regular, orientado pelo médico, é fundamental para os pacientes de osteoporose, concomitantemente ao tratamento medicamentoso, adoção de uma dieta rica em cálcio e banhos diários de sol. A osteoporose – redução da quantidade e da qualidade da massa óssea – atinge mais de 30% das mulheres na pós-menopausa e 15% dos homens acima de 50 anos. Na terceira idade, os índices crescem vertiginosamente e são alarmantes. Sendo assim, o pilates terapêutico é uma excelente opção de exercício físico, já que sua prática não tem qualquer contraindicação.

Segundo o ortopedista e coordenador do Prevrefrat (Programa de Prevenção a refratura) e de doenças osteometabólicas do CREB, Bernardo Stolnicki, a osteoporose é a principal causa de fraturas por baixo impacto e pode levar a complicações sérias como dores crônicas, dificuldade para locomoção e, consequentemente, deterioração da qualidade de vida. A prática regular de pilates terapêutico, disponível no CREB, diz ele, traz inúmeros benefícios ao paciente. Obviamente que há limites, mas o osso pode alterar sua resistência a partir das tensões mecânicas. O tecido ósseo torna-se mais forte. Além disso, o pilates reforça o equilíbrio, aumenta a força muscular e trabalha a coordenação motora do praticante”, afirma.

A flexibilidade e o alongamento melhoram o sistema motor e biomecânico do idoso

O número de idosos que procuram o pilates terapêutico aumenta progressivamente no mundo inteiro. De acordo com o fisioterapeuta Lucas França, do CREB, a atividade traz consciência corporal, fortalecimento e alongamento, além de reforço do equilíbrio, o que é fundamental para um paciente de osteoporose. “A flexibilidade e o alongamento, adquiridos ao se praticar o método, cooperam para uma melhora de todo o sistema motor e biomecânico do idoso, restabelecendo antigos movimentos que, com o passar dos anos, tornaram-se praticamente impossíveis de serem realizados. Pelo fato de o método poder ser adaptado a qualquer indivíduo, seus prós são múltiplos e variados ao ser praticado por idosos.

“Entre estes prós estão o pouco impacto nas articulações, movimentos lentos, pouca repetição de exercícios, priorização de alongamento e fortalecimento muscular. Ou seja, os riscos de lesões se praticados com profissionais qualificados durante a prática são praticamente nulos. O pilates é um forte aliado para que os idosos melhorem a saúde do corpo, a autoestima e a confiança em si mesmos, conservando a independência física e mental. Sua prática pode fazer com que o indivíduo reconheça suas limitações pessoais, conscientizando-se das próprias capacidades, o que é muito valioso para a pessoa idosa. Os idosos devem ser estimulados à apropriação e ao reconhecimento de seu corpo e sua maturidade, sendo esses os primeiros passos para aceitação de sua nova realidade de vida, uma vez que as mudanças corporais e emocionais tornam-se mais nítidas”, garante o fisioterapeuta, pontuando que a conjunção do pilates terapêutico com a hidroterapia, como muitas vezes é indicado no CREB, oferece um resultado ao tratamento muito melhor e mais rápido.



Atendimento médico especializado no Rio de Janeiro:

  • BARRA DA TIJUCA:   Av. das Américas, 700 - Bloco 8 - Loja 320 - Città Américas
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  • COPACABANA:   Rua Barata Ribeiro, 774 - ao lado do metrô
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