Artrose: Diagnóstico precoce permite a adoção de estratégias de controle de sua evolução
Artrose é o tipo de doença articular, degenerativa das articulações, que mais afeta a população, levando à piora da qualidade de vida de milhões de pessoas em todo o mundo. O controle da doença vem se transformando num dos grandes problemas de saúde pública a serem enfrentados na assistência ao idoso.
Nos países mais desenvolvidos, onde grande parcela da população já ultrapassou os 55-60 anos, a artrose representa pesado encargo financeiro para a assistência social, além do impacto humano e familiar que causa. A preocupação no controle da doença se estende ao Brasil que, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), é o sexto país do mundo com o maior número de pessoas idosas. Segundo o Dr Eduardo Sadigurschi, Reumatologista do CREB–Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo, a artrose tem uma evolução lenta e progressiva. Porem com o diagnóstico precoce, permite a adoção de uma estratégia de múltiplos tratamentos para controlar a sua evolução.Segundo ele, a idade avançada não representa mais um impedimento para o tratamento. A boa evolução até mesmo em pacientes idosos é uma realidade e tem sido comum na rotina dos consultórios. Hábitos sadios na alimentação, atividade física, exposição ao sol, desde cedo, são algumas das recomendações para a prevenção.Para o seu tratamento, as pesquisas vêm mostrando avanço significativo nos medicamentos. Atualmente não se trata apenas os sintomas, deixando a artrose evoluir.
O novo enfoque visa uma ação efetiva sobre a cartilagem, retardando a sua deteriorização e estimulando os mecanismos de reparação e na melhora da qualidade muscular, fator importante na proteção da articulação.Nos últimos anos, a pesquisa tem avançado muito no conhecimento do sofisticado mecanismo de regeneração articular e uma nova classe terapêutica surgiu, chamada de Smoad (Slow Modifying Osteoarthristis – drogas lentas, modificadoras da artrose). Recentes estudos vêm constatando resultados muito promissores na sua aplicação clínica. Uma dor articular persistente, mesmo de pouca intensidade, deve ser investigada, pois ela pode significar o início do desgaste articular. O diagnóstico precoce é essencial.Doença mais freqüente nas articulações, a artrose afeta principalmente a coluna, joelhos, quadris e mãos, áreas muito importantes para a independência física e o trabalho do ser humano. O seu desgaste inicial é silencioso e não produz qualquer sintoma. A dor somente vai aparecer quando parte dessa camada protetora já desapareceu. Ela sinaliza um estágio mais avançado, no qual a superfície óssea vai sendo exposta. A dor da artrose é o resultado do atrito direto dos ossos entre e do processo inflamatório aí existente. Após os 50 anos, as mulheres passam a ser suas maiores vítimas, especialmente nas articulações das mãos, pés e joelhos.
Estudos revelam que as articulações do quadril dos homens são mais acometidas.Além da degeneração progressiva da cartilagem articular, surgem deformidades nos ossos, alterações dos músculos e ligamentos que desestabilizam a articulação que se torna mais frágil, inchada, com creptação, restrição de movimento e dolorida.Não existe uma pílula mágica ou tratamento milagroso, no CREB utilizamos protocolos abrangentesde tratamento ajustados caso a caso que tem se mostrado muito eficientes e com ótimos resultados.
“A boa notícia, é que um programa de tratamento que inclua medicamentos e modificadores da evolução da Artrose, associado a hidroterapia, acupuntura e programação fisiátrica apropiada , ajudam a ter uma boa qualidade de vida, voce tem o direito e pode viver bem, feliz e sem dor.”
Dr Eduardo Sadigurschi CRM 5240730-0
Reumatologista e Fisiatra
Membro da Sociedade Brasileira de Reumatologia
e do American College of Reumathology
CREB – CENTRO DE REUMATOLOGIA E ORTOPEDIA BOTAFOGO
E-mail: [email protected]
Artrose: 15 milhões de brasileiros são acometidos pela doença
Responsável pelo desgaste das cartilagens das articulações, a artrose está longe de ser uma doença exclusiva da terceira idade. Muito mais do que isso, apresenta números alarmantes no mundo inteiro, inclusive no Brasil, onde cerca de 15 milhões de pe...
Responsável pelo desgaste das cartilagens das articulações, a artrose está longe de ser uma doença exclusiva da terceira idade. Muito mais do que isso, apresenta números alarmantes no mundo inteiro, inclusive no Brasil, onde cerca de 15 milhões de pessoas são acometidos pela doença. O problema é tão sério que a artrose é, hoje, a terceira maior causa de afastamento do trabalho no país.
“A artrose é uma das doenças reumáticas mais comuns. Acomete homens e mulheres e é um erro pensar que acomete apenas pessoas da terceira idade. A doença incide principalmente nas articulações dos joelhos, coluna, quadril, mãos e dedos. No início, ela pode não apresentar os sintomas característicos, entre os quais dor, diminuição dos movimentos, ruído na articulação, as chamadas crepitações, inchaços e até deformidades. Ao menor sinal de dor nas articulações, um médicos Reumatologista ou fisiatra deve ser procurado. Quanto mais cedo começarmos a tratar, melhor será o resultado”, explica o reumatologista Sergio Rosenfeld, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.
Tratamento da Artrose
Segundo ele, o tratamento traz alívio da dor, melhora da mobilidade e devolve a qualidade de vida perdida. Cada paciente terá um tratamento individualizado, que inclui medicamentos, exercício físico regular orientado e alimentação regrada. É importante acrescentar que modernamente utiliza-se medicação específica, que pode melhorar a dor, a mobilidade e evitar uma cirurgia. “No CREB, utilizamos protocolos que incluem a prática de pilates, RPG, acupuntura e hidroterapia, realizada em nossas piscinas aquecidas, específicas para esse fim. É cada vez maior o número de pessoas, na faixa dos 40 anos, que chegam no consultório com quadro de artrose. Não se pode pensar que é uma doença da terceira idade, porque definitivamente não é”, afirma o Dr. Sergio.
A importância do crescimento ósseo em crianças
É durante a infância e a adolescência o período mais importante para a construção de um esqueleto forte e saudável.
“Os cuidados nesta fase de vida precisam ser redobrados porque a resistência óssea depende tanto do tamanho ósseo como dos minerais que ele contém”, explica o fisiatra e reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo, Dr. Eduardo Sadigurschi.
Segundo o médico do CREB, é até os 25 – 30 anos que se forma a massa óssea E por volta dos 30 anos que lentamente os ossos começam a perder SUA massa. “É fácil entender que quanto mais massa óssea tivermos depositada no nosso banco ósseo desde os tempos de criança e adolescente, melhor vamos suportar essas inevitáveis perdas ósseas. Assim, estaremos mais protegidos de doenças como a osteoporose, além de fraturas ósseas frequentes na terceira idade”, explica o Dr. Eduardo.
Uma pesquisa da tradicional The Hormone Fundation, publicada em abril deste ano no Journal of Clinical Endocrinology and Metabolism, demonstra que os maiores ganhos de dimensão, massa óssea e conteúdo mineral ocorrem na adolescência. A pesquisa atesta que é na puberdade que alterações hormonais, tão comuns nesta época da vida, levam a uma rápida aceleração do crescimento ósseo. “Nesta fase, os ossos ficam mais longos, mais fortes e mais densos. O tamanho ósseo atinge seu ápice próximo dos 20-25 anos”, acrescenta o médico.
Fatores genéticos irão afetar a saúde óssea da crianças, assim como o estilo de vida adotado. “Uma alimentação saudável e a prática regular de exercício físico são fundamentais para uma boa saúde dos ossos. A manutenção de um peso adequado, a ingestão de vitamina D, cálcio e proteínas são muito importantes nesta fase. O cálcio é o principal mineral no osso e a quantidade de ingestão correta da vitamina D auxilia na absorção do cálcio”, enumera o ortopedista.
– Exercícios que sustentam o peso, como corridas e saltos, ajudam a fortalecer os músculos e ossos fortes. A maior parte da vitamina D é produzida quando nossa pele é exposta à luz solar. Crianças obtêm vitamina D brincando ao ar livre, mas leites e fórmulas infantis são suplementados com esta vitamina. O tabagismo, que frequentemente se inicia na adolescência, também é um fator muito prejudicial à saúde óssea, assim como o uso indiscriminado de certos medicamentos. A orientação de um médico especialista é fundamental – finaliza o Dr. Eduardo Sadigurschi.
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