Qualidade de vida na terceira idade
Catarata, osteoporose, artrose… essas são apenas três das várias doenças que são percebidas pela maioria das pessoas como males que acometem apenas pessoas da terceira idade.
Trata-se de um mito. É verdade que o envelhecimento traz um desgaste natural do nosso corpo, e isso pode provocar uma série de enfermidades, mas adoecer não de ver considerado algo natural apenas porque a pessoa atingiu a terceira idade. A expectativa de vida da população mundial vem crescendo, o que é um indicativo de que é possível, sim, viver mais e com qualidade de vida. No Brasil, a expectativa de vida está em 75,5 anos, de acordo com levantamento feito em 2015.
Prevenção é sempre o melhor remédio
– Cada vez mais é possível se viver com qualidade, mesmo na terceira idade. O idoso sabe que pode ser acometido por alguma enfermidade, isso faz parte da vida, mas se essa doença for diagnosticada e tratada, sua qualidade de vida pode não ser comprometida – afirma a Reumatologista Liseth Acochiri, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.
Segundo a médica, a associação entre velhice e doença não deve ser de causa. A Dra. Liseth pontua que muitas vezes a pessoa tem um problema por 20, 30 anos, e não procura o devido tratamento, o que certamente irá trazer sérios problemas na velhice. O lema, diz ela, é: a prevenção é sempre o melhor remédio.
– A osteoporose é um excelente exemplo para falarmos dessa questão. Você sabia que existe um exame, chamado densitometria óssea, que disponibilizamos aqui no CREB, que pode indicar mostrar o enfraquecimento dos ossos dez anos antes? Assim, podemos tratar e manter a qualidade de vida da pessoa. No CREB temos o Prevrefrat, um programa de prevenção da refratura, cujo objetivo é exatamente o de prevenir uma nova fratura. Enfim, é possível garantir a qualidade de vida na terceira idade, mas a pessoa precisa se tratar e manter hábitos saudáveis, como uma alimentação regrada e rica em cálcio, fazer atividade física regular orientada, pegar sol, evitar o sobrepeso, se ocupar e ir ao médico – afirma ela.
LER e DORT: prevenção é o melhor remédio
LER e DORT são duas siglas que muitas vezes se confundem mas ambas podem trazer muitos problemas para as pessoas.
A lesão por esforços repetitivos (LER) é uma síndrome de dor nos membros, que pode causar lesões no sistema tendíneo, muscular e ligamentar. É causada principalmente por atividades que exigem movimentos repetitivos, em alta freqüência e em postura forçada. Já o distúrbio osteomuscular relacionado ao trabalho (DORT) se caracteriza por esforços repetitivos, com alterações que acontecem principalmente no pescoço, braços, punhos e demais membros superiores em decorrência do trabalho. A questão é comprovar se o trabalho foi o motivo da doença provocada pela repetição de esforço.
Segundo Haim Maleh, fisiatra e reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia – o principal sintoma da LER é a dor. “A LER causa um desconforto durante dias, principalmente durante o período em que a atividade desencadeadora é realizada. Também podem aparecer edema e hematoma no local lesionado, em casos mais graves”, explica o médico. Segundo ele, a diferença entre as duas siglas pode ser bem compreendida através de um exemplo clássico: “um profissional que passa o dia inteiro trabalhando com digitação pode desenvolver uma tendinite, que é a inflamação de um tendão. Esse seria um caso de DORT. O mesmo pode acontecer com um jovem estudante, que dedica grande parte do seu tempo no computador. Aí seria um caso de LER”, ensina.
O Dr. Haim Maleh explica que a prevenção é a maior aliada das pessoas. A primeira dica é alongar o corpo toda manhã, ao acordar. “Espreguiçar é muito bom, mas deve ser complementado com dez minutos de alongamento. Isso ajuda muito a prevenir lesões e ainda oferece mais disposição para enfrentar o longo dia pela frente”, ressalta. No trabalho, parar por cinco minutos a cada hora para alongar braços, pescoço e pernas é fundamental.
– Ao menor sinal de dor, é muito importante consultar um reumatologista ou fisiatra. Todo sintoma, se enfrentado no início, é muito mas fácil de se tratar. Com a avaliação de um médico e o correto tratamento, muitas vezes se evita o agravamento da situação – finaliza o Dr. Haim Maleh.
Pilates é recomendado para gestantes por médicos
A prática de exercícios físicos para a mulher gestante é muito importante, mas deve seguir recomendações médicas.
Para começar qualquer programa regular de atividades físicas, as gestantes devem primeiramente conversar com seu médico. “Mulheres gestantes que praticam exercícios regulares durante a gravidez apresentam menos desconfortos, como edemas, câimbras, fadiga e falta de ar. O exercício físico pode contribuir para a melhor do tônus, diminui o risco de perda óssea, melhora a postura e a mecânica corporal, previne lesões e produz menor risco de estase circulatória e aparecimento de varizes. Isso sem falar que previne a dor lombar, incontinência urinária e a diátese do reto abdominal”, explica o reumatologista e fisiatra Dr. Haim Maleh, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia.
Exercícios para Gestantes
Uma ótima opção para as gestantes, aponta o médico do CREB é o Pilates. Esta prática física tem como objetivo promover uma maior flexibilidade, alongamento e fortalecimento do corpo. São mais de 500 tipos de exercícios, muito agradáveis de se realizar, com o auxílio de equipamentos e pequenos acessórios.
“O Pilates proporciona bem-estar, e traz qualidade de vida. Entre os seus benefícios, destacam-se a concentração, melhora do condicionamento físico e mental, o aumento da flexibilidade e coordenação motora, melhora do tônus e força muscular, maior mobilidade das articulações, o alívio das tensões e estresse, a estimulação do sistema circulatório e oxigenação do sangue entre outras.Todo movimento tem seu início no cérebro, pois o Pilates parte do pressuposto de que a pessoa é uma unidade integrada do corpo e da mente”, resume o Dr. Haim.
Segundo o reumatologista e fisiatra, justamente devido aos seus benefícios que o Pilates é muito recomendado para gestantes, “Durantes as atividades físicas, as grávidas devem manter uma postura apropriada, contrabalançando o exagero das curvas principalmente da coluna lombar pelo aumento e projeção abdominal para frente, uma distribuição de peso mais equilibrada para os membros inferiores, uma orientação mais horizontal do olhar para diminuir a projeção da cabeça, com um menor gasto de energia possível, são boas recomendações para melhorar a postura e diminuir a dor e os desconfortos. Deve ser dada uma atenção especial aos músculos do assoalho pélvico na gravidez, uma vez que eles podem sofrer fraqueza neste período e tem papel importante no parto vaginal e na recuperação pós-parto (seja no parto normal, seja na cesariana)”, explica ele.
– Durante a gravidez os exercícios abdominais favorecem a melhora do equilíbrio muscular e da postura, melhoram o apoio para o útero em desenvolvimento, promovem maior estabilização do tronco e alinhamento pélvico e, ainda, favorecem o aumento da pressão intra-abdominal importante na defecação, micção e no parto. Mas é sempre bom deixar muito claro que a gestante deve primeiro consultar o seu médico para iniciar as atividades físicas, sejam elas quais forem – finaliza o Dr. Haim Maleh.
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