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No inverno atividade física não deve ser interrompida

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Pode parecer coincidência, mas não é: de fato, no inverno as pessoas sentem mais dores nas articulações diante do frio mais intenso. Esta queixa é generalizada nos consultórios médicos, e não é difícil explicar por quê. A artrose, por exemplo, é uma...

Pode parecer coincidência, mas não é: de fato, no inverno as pessoas sentem mais dores nas articulações diante do frio mais intenso. Esta queixa é generalizada nos consultórios médicos, e não é difícil explicar por quê.

  • A artrose, por exemplo, é uma doença muito comum na terceira idade. Com a queda da temperatura, pacientes que sofrem da doença costumam sentir mais dores. E não é só na terceira idade. A artrose, é bom que se diga, não é uma doença exclusiva dessa faixa da população. No inverno, as pessoas tendem a fica mais encolhidas e os músculos contraídos. Há uma diminuição no fluxo sanguíneo por constrição vascular e a friagem evidencia a sensibilidade Resultado: mais dores – explica Haim Maleh, fisiatra e reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo e professor de reumatologia da Universidade Federal Fluminense (UFF).

Segundo ele, no inverno as temperaturas mais baixas trazem dores na articulação e isso acontece por insuficiência da cartilagem provocada pelo desequilíbrio entre a formação e a destruição de sues principais elementos, associada a sobrecarga mecânica, alterações bioquímicas da cartilagem e da membrana sinovial e fatores genéticos.

  • A artrose era considerada uma doença progressiva, de demorada evolução e com poucas perspectivas de tratamento. Era encarada como algo natural no nosso processo de envelhecimento. Mas hoje é possível mudar essa história. Os tratamentos modernos podem trazer excelentes respostas e uma sensível melhora na qualidade de vida do paciente – pontua o médico do CREB.

Reumatologista do CREB explica o que é lombalgia

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A dor lombar, conhecida como lombalgia, é uma das doenças da coluna que mais levam pacientes aos consultórios médicos.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a lombalgia provoca um grande impacto para a economia porque acomete principalmente a população economicamente ativa, causando afastamento temporário do trabalho e indenizações trabalhistas. Segundo a OMS, que 80% da população mundial sofre, sofreu ou sofrerá dor nas costas em algum momento da vida.

Causas da Lombalgia

As principais causas da lombalgia são mecânicas (movimentos bruscos, excesso de peso) ou inflamatórias, nervosas e reumáticas, explica o reumatologista Antônio D’Almeida Neto, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia.

  • A flacidez muscular e a falta de condicionamento físico podem causar lombalgia. A pessoa acometida sente dores, que vão crescendo, podendo se transformar em um problema crônico. Por isso, ao menor sinal de dor, é preciso procurar um especialista – garante ele.

Segundo o médico do CREB, uma das principais causas da doença é a degeneração dos elementos da coluna.

  • O disco invertebral funciona como uma espécie de amortecedor de carga, mas envelhece, se desgasta e pode se tornar duro e quebradiço. É o que chamamos de degeneração discal. Esse disco pode inflamar e gerar dor nas costas. As vértebras são estruturas ósseas onde temos o corpo vertebral e processos espinhosos e transversos, por onde ancoram os ligamentos. Elas sobrepõem-se harmoniosamente, ligadas umas com as outras por discos intervertebrais, processos articulares, ligamentos e musculatura espinhal. Essa verdadeira viga suporta uma carga de peso. Obviamente que o excesso de peso irá comprometer essa viga – explica.

Exames são fundamentais para diagnosticar dores de longa evolução na coluna

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Entre tantos outros motivos que leva uma pessoa a procurar um médico, 80% estão relacionados à sensação de dor.

E a maior parte destas queixas se referem à dores de longa evolução, isto é, dores que não cessam ou, ao menos, se repetem com frequência. As principais queixas apresentadas aos médicos são enxaquecas, lombalgias, artrose, lesões por esforço repetitivo (LER) e algumas doenças neurológicas, como por exemplo o Mal de Parkinson, além de dores provenientes de algum tipo de acidente.

A dor é um sintoma, é preciso investigar

“A situação mais comum que encontramos no consultório é paciente se consultando por conta de uma dor na coluna. O importante é entender que aquela dor é um sintoma, e é preciso investigar o que a ocasionou, para que possamos tratar da doença, e não dos sintomas. É preciso focar na causa, não na consequência. O médico fará um exame clínico e poderá solicitar uma série de exames, de imagem ou não, para descobrir o que acomete aquele paciente”, explica o fisiatra e Reumatologista Haim Maleh, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia, e professor de reumatologia da UFF.

Segundo o Dr. Haim, as dores podem ter inúmeras causas e origens. Além de exames de imagem, o médico pode solicitar, por exemplo, a eletroneuromiografia, utilizada no diagnóstico de alterações nos nervos periféricos dos membros superiores e inferiores decorrentes de lesões provocadas por doenças ocupacionais (LER), traumáticas e metabólicas.

“A experiência do médico, o exame clínico e os exames de imagens e complementares oferecem os elementos para o diagnóstico”, explica o Dr. Haim



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