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Dor nas pernas pode ser um sinal de problema na coluna

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Cada caso de Dor deve ser analisado individualmente e de acordo com o diagnóstico, oferecemos tratamentos sob medida

Muita gente sente dores durante ou após longas caminhadas, mas acredita que isso acontece devido ao esforço físico ou até mesmo “por causa da idade”. Nem sempre a situação clínica é tão simples assim e se essas dores se repetem com frequência é preciso consultar um médico. O médico Ortopedista do CREB – Clínica de Reumatologia e Ortopedia -, Dr. João Marcelo Amorim, explica que muitas vezes dores na perna, formigamento, sensação de desconforto ou mesmo de peso nas pernas podem ser  sintomas de problemas na coluna.

“Os ligamentos, ossos e articulações desta região são responsáveis pela sustentação de grande parte do peso do corpo e estão ligados aos membros inferiores por meio dos nervos, que saem da medula. A hérnia do disco lombar pode ser um destes problemas e está relacionada a um traumatismo, esforço ou atividade intensa, assim como o estresse físico,  em virtude do excesso de peso, ou da prática de exercício inadequada. A má postura também contribui para esse quadro”, explica ele.

A dor é um sinal do corpo

O médico do CREB explica que muitas vezes o paciente desdenha da dor, mas após a consulta ao médico especialista e realização de exames descobre-se algum problema que tratado pode ser revertido. O importante, diz ele, é diagnosticar o problema e tratá-lo de forma individual. “Tem gente que sente dores por excesso de peso, devido ao sedentarismo ou mesmo pela forma incorreta de se exercitar. Cada caso deve ser analisado individualmente e dependendo do diagnóstico temos tratamentos medicamentosos, aliados a protocolos como o RPG, a acupuntura, a fisioterapia, a hidroterapia e outros”, enumera ele.

Evite a auto-medicação

O Dr. João Marcelo faz questão de alertar para o perigo do paciente se auto-medicar. “Às vezes, a pessoa toma um analgésico, sem consultar o médico, faz uma compressa de gelo e alivia a dor. Mas na verdade, está mascarando-a ou correndo risco de uma reação alérgica ao medicamento ou mesmo a uma alteração gástrica por uso indevido. O tratamento só acontece de forma efetiva a partir do diagnóstico correto e com orientação de um especialista”, ressalta ele.


Capsulite adesiva tem tratamento

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A Capsulite adesiva, também conhecida como “ombro congelado”, apresenta dor e rigidez da articulação glenoumeral aos movimentos realizados passivamente. Segundo a fisioterapeuta Júlia Cavalcante Xavier, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo, em geral a doença se dá devido à longos períodos de imobilidade que causam o desuso da articulação.

A doença tem três fases: a congelante, a adesiva e a de resolução

“Na capsulite adesiva, ou “ombro congelado”, ocorre um processo inflamatório dentro da articulação que leva a uma redução progressiva do fundo de saco axilar, a um encurtamento de todos os ligamentos, a formação de aderências e a um aumento da espessura da capsula a qual perde seu alongamento”, explica a fisioterapeuta. Segundo ela, a causa desta patologia não é muito bem definida, por conta de uma variedade de fatores que contribuem com a rigidez articular.

O ortopedista Ricardo Sheps, do CREB, acrescenta que mesmo em repouso, o paciente sente uma dor intensa, principalmente pela noite. “A mobilidade torna-se rapidamente limitada em todos os movimentos do ombro.  Ocorre um processo inflamatório dentro da articulação levando ao encurtamento de todos os ligamentos, a formação de aderências e ao aumento na espessura da cápsula”, explica o médico.

A doença tem, segundo explica o médico do CREB, três fases: a fase congelante e dolorosa, que dura de dez a 26 semanas e há aumento gradativo da dor; a fase adesiva, de 4 a 12 meses, quando a dor começa a diminuir, e a fase de resolução, de 12 a 42 meses, quando há melhora progressiva do ombro. “O diagnóstico é feito por exame de radiografia e clínico”, diz ele.

A boa notícia é que a doença pode ser tratada e curada. “Dentro dos tratamentos fisioterapêuticos convencionais mais utilizados estão a crioterapia, recursos de eletroterapia e termoterapia, a cinesioterapia convencional ou a utilização de técnicas manuais específicas, todas com o objetivo de aliviar a dor e retomar a biomecânica normal da articulação do ombro. O alongamento é uma manobra terapêutica, que tem como finalidade aumentar o comprimento de estruturas que foram encurtadas devido a patologia. A mobilização passiva das articulações também pode ser uma das técnicas de tratamento, com a intenção de soltar a articulação e nutrir a cartilagem com a estimulação da produção de líquido sinovial, com o objetivo de “soltar” a articulação do ombro. A fisioterapia pode ser associada a termoterapia e cinesioterapia objetivando aumentar a amplitude de movimento do membro superior afetado. Quanto mais precoce, melhor o prognóstico do paciente, sendo a fisioterapia imprescindível para o retorno do paciente as atividades de vida diária, pois a capsulite limita muito o movimento do indivíduo”, finaliza o Dr. Ricardo.


No inverno atividade física não deve ser interrompida

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Pode parecer coincidência, mas não é: de fato, no inverno as pessoas sentem mais dores nas articulações diante do frio mais intenso. Esta queixa é generalizada nos consultórios médicos, e não é difícil explicar por quê. A artrose, por exemplo, é uma...

Pode parecer coincidência, mas não é: de fato, no inverno as pessoas sentem mais dores nas articulações diante do frio mais intenso. Esta queixa é generalizada nos consultórios médicos, e não é difícil explicar por quê.

  • A artrose, por exemplo, é uma doença muito comum na terceira idade. Com a queda da temperatura, pacientes que sofrem da doença costumam sentir mais dores. E não é só na terceira idade. A artrose, é bom que se diga, não é uma doença exclusiva dessa faixa da população. No inverno, as pessoas tendem a fica mais encolhidas e os músculos contraídos. Há uma diminuição no fluxo sanguíneo por constrição vascular e a friagem evidencia a sensibilidade Resultado: mais dores – explica Haim Maleh, fisiatra e reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo e professor de reumatologia da Universidade Federal Fluminense (UFF).

Segundo ele, no inverno as temperaturas mais baixas trazem dores na articulação e isso acontece por insuficiência da cartilagem provocada pelo desequilíbrio entre a formação e a destruição de sues principais elementos, associada a sobrecarga mecânica, alterações bioquímicas da cartilagem e da membrana sinovial e fatores genéticos.

  • A artrose era considerada uma doença progressiva, de demorada evolução e com poucas perspectivas de tratamento. Era encarada como algo natural no nosso processo de envelhecimento. Mas hoje é possível mudar essa história. Os tratamentos modernos podem trazer excelentes respostas e uma sensível melhora na qualidade de vida do paciente – pontua o médico do CREB.


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