Acupuntura alivia a dor e traz melhor qualidade de vida para pacientes com fibromialgia
Um estudo realizado em Sevilha, na Espanha, com pacientes com fibromialgia, revelou que após dez semanas consecutivas de aplicação de acupuntura 41% dos pesquisados tiveram melhora sensível das dores no corpo. Foram 153 pacientes com fibromialgia que...
Um estudo realizado em Sevilha, na Espanha, com pacientes com fibromialgia, revelou que após dez semanas consecutivas de aplicação de acupuntura 41% dos pesquisados tiveram melhora sensível das dores no corpo. Foram 153 pacientes com fibromialgia que participaram da pesquisa e receberam nove tratamentos semanais de acupuntura, com sessões de 20 minutos cada. Os pesquisadores perguntaram aos pacientes sobre níveis de percepção da dor, depressão e qualidade de vida física e mental após dez semanas, seis meses e um ano do tratamento. O resultado foi impressionante: mesmo após um ano, os pacientes tiveram, em média, uma queda de 20% na pontuação de dor.
Após dez semanas de aplicação, 41% dos pesquisados tiveram melhora das dores
A fibromialgia é uma doença reumatológica de origem desconhecida. Ela acomete principalmente mulheres, na proporção de sete para cada homem. Segundo índices oficiais, 3% a 5% da população apresenta esse quadro clínico, dos quais entre 80% e 90% são mulheres entre 30 a 60 anos. “A fibromialgia é uma das doenças reumatológicas que mais levam pacientes aos nossos consultórios. Os pacientes apresentam um quadro de dor de origem desconhecida, em diversos pontos do corpo. Além das dores generalizadas pelo corpo, nas articulações, na coluna vertebral, nos músculos e nos tendões, os principais sintomas são dor de cabeça, formigamento nos pés e ou nas mãos, sono não reparador, sensibilidade maior ao frio, tonteiras, fadiga, falta de motivação e tristeza. A boa notícia é que podemos devolver ao paciente a qualidade de vida perdida, com um tratamento individualizado”, explica o Reumatologista Sergio Rosenfeld, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.
Segundo ele, além do tratamento medicamentoso, no CREB utiliza-se protocolos que incluem hidroterapia, em piscina apropriada, pilates terapêutico, acupuntura e RPG. “A acupuntura também é uma excelente opção para combater a dor. Com a melhora da dor, da mobilidade e do humor, o paciente passa a ter uma melhor qualidade de vida, com uma rotina normal de sono e de suas atividades diárias. Exercício físico é fundamental, sendo pilates terapêutico uma ótima opção”, finaliza o médico.
Dr. Haim Maleh no jornal Alef
Haim Maleh, professor de Reumatologia da UFRJ e membro da equipe do Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo, acaba de voltar de Paris, onde participou do “Congresso Europeu de Reumatologia”. Na bagagem, uma novidade: a conclusão do estudo realizado pela Universidade de Harvard que analisou o fato de mulheres com hábito de consumo regular de leite apresentarem uma menor progressão da artrose de joelhos.
De acordo com o especialista, além de ajudar a manter uma boa suplementação de cálcio para o fortalecimento dos ossos e prevenção de fraturas, o leite ajuda no tratamento da artrose de joelho. “Recomendamos aos nossos pacientes que além da medicação, reabilitação física por meio da hidroterapia, exercícios específicos para o joelho e a viscossuplementação, que incluam em sua dieta alimentar o leite”, afirma ele.
Reumatismo: é possível reconquistar a qualidade de vida perdida
Existem mais de cem tipos de reumatismo, afecção aguda, crônica, com quadro de dor articular ou alterações dos músculos e ossos, que acomete mais de 12 milhões de brasileiros, inclusive crianças. “Para entender e poder atuar em um quadro tão amplo de...
Existem mais de cem tipos de reumatismo, afecção aguda, crônica, com quadro de dor articular ou alterações dos músculos e ossos, que acomete mais de 12 milhões de brasileiros, inclusive crianças. “Para entender e poder atuar em um quadro tão amplo de doenças, o reumatologista precisa ter conhecimento clínico de diversas outras áreas, como a dermatologia, neurologia, oftalmologia, cardiologia, pneumologia, nefrologia e ortopedia, entre outras. O conhecimento dessas áreas é de suma importância, para tratar das doenças reumáticas, que afetam o aparelho osteoarticular, além de músculos, tendões, ligamentos e todas as estruturas que compõe o movimento”, afirma a reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo, Elisa Fernandes de Melo.
Segundo ela, para facilitar o entendimento desse amplo quadro de doenças, o reumatismo é dividido em reumatismo degenerativo, reumatismo inflamatório e reumatismo das partes moles. “A artrose é um caso clássico e absolutamente comum no reumatismo degenerativo, cuja principal característica é o processo destrutivo progressivo da cartilagem articular. Já o reumatismo inflamatório é aquele que agride a membrana sinovial, que mantém a integridade do ambiente intra-articular e produz o líquido sinovial, para nutrição da cartilagem e facilitador do movimento. São várias as doenças desse grupo, como a gota, as doenças infecciosas causas por vírus ou bactérias, doenças difusas do tecido conjuntivo, entre outras. Em relação às doenças das partes moles, as mais comuns são a tendinite, a bursite e a fibromialgia”, explica a Dra. Elisa.
“Em geral, as doenças reumáticas começam quase sempre a partir de uma simples dor. Muitas delas se confundem entre si. O importante é que o paciente procure um fisiatra ou reumatologista ao menor sinal de dor nas articulações ou músculos, na coluna, se apresenta alguma rigidez articular ou edema nos músculos, tendões e articulações. O tratamento do reumatismo é sempre individualizado. Além de medicamentos, alimentação saudável e prática regular de exercício físico orientado, adotamos no CREB, com muito sucesso, protocolos que incluem hidroterapia, em nossas duas piscinas exclusivas para a atividade, acupuntura, pilates terapêutico e RPG”, garante ela.
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