Ortopedista do CREB explica tipos de lesão no menisco
Ortopedista do CREB explica tipos de lesão no menisco
O menisco é uma estrutura de cartilagem, presente no joelho, responsável pelo amortecimento dessa articulação. Cada joelho possui dois meniscos, o primeiro localizado na parte interna, chamado de menisco medial, e o segundo denominado de menisco lateral, com localização mais externa.
As lesões de meniscos são classificadas em lesões traumáticas e lesões degenerativas.
- Lesões traumáticas ocorrem em qualquer faixa etária, sendo a principal causa de lesão de meniscos em pacientes abaixo de 40 anos. São causadas após trauma. Já as lesões degenerativas ocorrem geralmente após 40 anos de idade e estão associados ao desgaste cartilaginoso que ocorre a partir dessa faixa etária. Estas não possuem associação com o trauma – explica o ortopedista Marcelo Alvim, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.
Sintomas da lesão no menisco
Segundo o médico do CREB, o principal sintoma da lesão no menisco é a dor na articulação do joelho, precipitada ao realizar movimentos, principalmente para subir e descer escadas. Além da dor, diz ele, pode haver inchaço ou derrame articular e restrição para mobilidade da articulação, devido a inflamação da membrana sinovial da articulação, resultando na produção de líquido sinovial inflamatório.
- O tipo de tratamento de uma lesão meniscal dependerá da localização da lesão, do tamanho, do tempo de ocorrência, da idade do paciente. Esses fatores são fundamentais para opção individualizada entre o tratamento cirúrgico ou conservador. O tratamento conservador consiste na realização de fisioterapia, combinando técnicas pra alívio da dor, alongamento e fortalecimento muscular, sendo o principal tratamento indicado para lesões de aspecto degenerativo – explica ele.
Dor nas costas, doença crônica dos brasileiros
Dor nas costas é a doença crônica mais comum no Brasil, segundo um estudo da Escola Nacional de Saúde Pública, ligada à Fiocruz: 36% dos brasileiros sofrem com este problema. O estudo, que ouviu 12.423 pessoas com mais de 20 anos, em todo o país, revela que do total de pessoas acometidas por dor nas costas, apenas 68% buscam tratamento médico. Esse estudo é reforçado pelas estatísticas da Organização Mundial da Saúde, que estima que 80% da população mundial teve, tem ou terá dor nas costas.
Entre os principais problemas de coluna está a lombalgia que, em geral, tem origem mecânico-postural, conforme explica o reumatologista e fisiatra Haim Maleh, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo. “Muitas vezes o paciente tem uma coluna alinhada, sem desvios posturais, mas reclama de dores nas costas. Nestes casos, a dor é causada por alterações musculares. Isso acontece, por exemplo, quando se permanece por muito tempo numa mesma posição, sem conseguir relaxar a musculatura. Na verdade, não é necessário haver um problema de postura para o sintoma aparecer”, afirma o médico.
– Mas a lombalgia também pode ser causada por tumores, cistos, lesões nos nervos, nas vértebras, nos discos, má postura, fraqueza dos músculos, tabagismo e obesidade. No menor sinal de dor, a pessoa deve procurar um especialista. Muitas vezes, o paciente acredita que a dor será passageira, que foi fruto de um mal jeito qualquer e, assim, não consulta um médico. Mas o problema pode se agravar – acrescenta.
O alerta – pontua o reumatologista e fisiatra – é quando a dor vem, passa e volta. É nessa hora que a pessoa deve se consultar. “É muito frequente acontecer da pessoa sentir uma dor após uma partida de futebol. Ela repousa, toma um analgésico e melhora em dois dias. Mas logo depois volta a sentir a dor. É preciso, então, investigar o que realmente provocou aquela dor. A dor nas costas pode ser resultado de lesões secundárias, como fraturas provocadas pela osteoporose, no caso de pessoas da terceira idade, ou de alguma doença não diagnosticada. Se a pessoa não se tratar corretamente, a dor sempre voltará”, diz o Dr. Haim Maleh.
Segundo o médico do CREB, a prática de exercícios físicos regulares fortalece a coluna e ajuda a prevenir dores. Uma simples caminhada de 30 minutos, ao menos três vezes por semana, diminui a incidência de novas crises. Mas apenas essa atividade não fortalece todos os músculos. Com orientação de um especialista, o paciente poderá escolher a melhor atividade para ele. Algumas dicas devem ser seguidas, como, por exemplo, evitar de carregar peso em excesso. “Ao pegar peso, a pessoa deve sempre dobrar os joelhos, que funcionam como uma espécie de alavanca para o corpo, protegendo a coluna. Quem trabalha por longos períodos sentado, como caixas de bancos e de supermercados, deve levantar-se a cada 50 minutos e andar um pouco, para relaxar a musculatura.
– Assistir tv ou ler deitado e um fator muito comum de dor nas costas porque a pessoa acaba ficando numa posição forçada, pressionando os discos vertebrais. O ideal é sentar em um sofá, por exemplo. É preciso buscar uma consciência da postura o dia inteiro – finaliza ele.
Osteoporose: dez questões que precisam ser ditas
Doença que leva ao enfraquecimento dos ossos, tornando-os vulneráveis a traumas, a osteoporose apresenta números alarmantes. Em todo o mundo, mais de 200 milhões de mulheres são acometidas pela doença e uma em cada cinco pacientes morre, no período d...
Doença que leva ao enfraquecimento dos ossos, tornando-os vulneráveis a traumas, a osteoporose apresenta números alarmantes. Em todo o mundo, mais de 200 milhões de mulheres são acometidas pela doença e uma em cada cinco pacientes morre, no período de um ano, após sofrer fratura de quadril. O problema é tão sério que a Organização Mundial da Saúde (OMS) instituiu, entre os anos de 2000 e 2010, a década do osso e da articulação, com ações contundentes em todos os continentes.
“A osteoporose é uma patologia assintomática, ou seja, sem sintomas, lenta e progressiva, que enfraquece os ossos. Temos mais de 200 ossos, que dão rigidez e sustentação ao nosso corpo. Os ossos também têm a função de proteger o nosso cérebro, o coração, pulmão e os demais órgãos vitais. Trata-se de uma doença silenciosa, muitas vezes só é diagnosticada quando ocorre uma fratura. As principais fraturas acontecem nos ossos do punho, do quadril e da coluna, além do colo do úmero”, explica o ortopedista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo e coordenador do Prevrefrat CREB, Bernardo Stolnicki, que reuniu dez pontos fundamentais sobre a doença, que devem ser muito bem divulgados:
1- Alguns fatores estão associados a um maior risco para essa doença. Entre eles, ser mulher, envelhecer, ter um corpo pequeno, ser branco ou asiático e ter histórico familiar da doença. As mulheres têm um risco quatro vezes maior de desenvolver osteoporose. Os homens também podem desenvolver a doença.
2- As mulheres são mais acometidas pela doença devido ao estrogênio, um hormônio mais relacionado a elas do que aos homens. Os ossos recebem forte influência desse hormônio, que ajuda a manter o equilíbrio entre perda e ganha de massa óssea. Na menopausa, os níveis de estrogênio caem assustadoramente e essa queda brusca pode ajudar a promover a descalcificação dos ossos. Por isso, a osteoporose acomete quatro mulheres para cada homem.
3- Trata-se de uma doença silenciosa, pois normalmente não apresenta os sintomas antes que aconteçam um sintoma grave, como uma fratura óssea.
4- Espinha (vértebras), a bacia (fêmur), o punho (rádio) e o braço (úmero). Esses são os locais mais atingidos pela doença, sendo a mais perigosa a fratura do colo do fêmur. Estatísticas apontam que um em cada quatro pacientes com esse tipo de fratura morrem.
5- A boa notícia é que é possível diagnosticar a osteoporose de forma precoce. Um exame chamado densitometria óssea, disponível no CREB, indica a osteoporose. Todas as mulheres a partir de 65 anos e todos homens com 70 anos ou mais devem realizar esse exame. Todas mulheres na menopausa e todos homens com mais de 50 anos que possuam um dos fatores de risco também devem fazer a densitometria óssea.
6- Mulheres, indivíduos de raça branca, pessoas miúdas (magrinhas e pequenas), que tiveram menopausa precoce e não fizeram reposição hormonal, fumantes, aqueles que têm história de fraturas na família, doenças graves ou que utilizam corticoides por longo tempo, e os que já tiveram fraturas na idade adulta têm mais predisposição para a doença.
7- A prevenção à osteoporose começa na infância, com uma alimentação rica em cálcio, presente principalmente no leite e seus derivados e verduras escuras.
8- Vitamina D também é fundamental para o fortalecimento ósseo. A melhor forma de obtê-la é por meio da exposição ao sol.
9- Dor nas costas e diminuição da estatura podem significar fraturas vertebrais provenientes da osteoporose.
10- Dez milhões de brasileiros têm osteoporose. Uma em cada quatro mulheris d 50 anos desenvolve a doença. Anualmente, o Brasil contabiliza 2,4 milhões de fraturas provenientes da osteoporose. É preciso procurar um especialista, fazer o exame e adotar uma alimentação saudável rica em cálcio, pegar sol e fazer exercício físico orientado regularmente.
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