Dor nas costas é um sintoma de espondilite anquilosante
Uma dor nas costas pode ser algo a mais do que um simples mal jeito na coluna ou uma noite mal dormida. Se essa dor está localizada na parte baixa das costas e no quadril, e piora quando a pessoa está em repouso mas melhora em movimento, isso pode se...
Uma dor nas costas pode ser algo a mais do que um simples mal jeito na coluna ou uma noite mal dormida. Se essa dor está localizada na parte baixa das costas e no quadril, e piora quando a pessoa está em repouso mas melhora em movimento, isso pode ser um sintoma de espondilite anquilosante, uma doença inflamatória crônica e que pode ser incapacitante. Um médico Reumatologista ou Fisiatra deve ser consultado imediatamente, pois é possível tratar a doença e devolver ao paciente a qualidade de vida perdida.
“Trata-se de uma artropatia inflamatória crônica, autoimune, que acomete principalmente a coluna vertebral, a bacia, os quadris e os ombros. Mas também pode atingir o intestino, os rins, os ossos, o coração, os vasos sanguíneos e os olhos. Essa doença se caracteriza por dores constantes, por mais de três meses, apresentando rigidez nos locais doloridos. As estatísticas apontam que a doença acomete seis homens para cada mulher”, explica o Reumatologista Antônio D’Almeida Neto, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo. Ele explica que a Sociedade Internacional de Espondiloartrites (ASAS) estabeleceu os seguintes critérios para auxiliar o médico no diagnóstico da doença: se apresentar dor inflamatória (principalmente pela manhã), presença do HLA-B27, Sacroileíte detectada em exames de imagem (RX ou ressonância), manifestações extra articulares ( psoríase, doença inflamatória intestinal ou uveíte), manifestações periféricas (artrite, entesite ou dactilite), história familiar de espondiloartrites, boa resposta aos antiinflamatórios e, finalmente, exames de inflamação alterados.
Se não tratada, pode levar à incapacidade física
A espondilite anquilosante é mais comum entre jovens adultos, principalmente na faixa etária dos 20 aos 45 anos. Se não tratada, pode levar à incapacidade física, com limitação de movimento e curvatura da coluna, além da possibilidade de acarretar artrite em articulações, principalmente joelho e tornozelo. Segundo o Dr. Antônio, além de tratamento medicamentoso, é recomendado a fisioterapia. “No CREB, temos protocolos que incluem acupuntura, hidroterapia, RPG e pilates. O tratamento é individualizado”, diz ele, pontuando que a atividade física regular é muito importante, desde que orientada pelo médico.
Idosos podem recuperar parte da qualidade de vida perdida
Praticamente metade da população de idosos do Brasil sofre de doenças crônicas, tais como problemas cardiovasculares, diabetes e câncer. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 48,9% da população de idosos são acometi...
Praticamente metade da população de idosos do Brasil sofre de doenças crônicas, tais como problemas cardiovasculares, diabetes e câncer. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 48,9% da população de idosos são acometidos por uma ou mais destas doenças. Dores na coluna e artrite ou reumatismo também são frequentes e atingem 35,1% e 24,2% dos idosos acima de 60 anos, respectivamente.
Praticar exercícios regulares com orientação é fundamental
A boa notícia é a possibilidade de recuperar um pouco da qualidade de vida perdida. Sim, isso é possível a partir de um tratamento amplo e personalizado, que prevê medicamentos, alimentação regrada, atividade física regular e protocolos que incluem hidroterapia, acupuntura e RPG, entre outros, como é prescrito no CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.
– É preciso deixar o sedentarismo de vez. Praticar exercícios regulares, com orientação do médico, é absolutamente fundamental. O sedentarismo deixa as articulações ainda mais rígidas. É sabido que o exercício contínuo e moderado, ao longo da vida, ajuda a adiar essa degeneração, que é natural. O exercício regular fortalece os músculos, realinha a postura, promove o alongamento e dá consciência corporal. É o caso do pilates terapêutico, por exemplo. Adotar uma dieta balanceada, rica em cálcio, também é importantíssimo, bem como pegar sol, sempre que possível, até às 10h ou após as 16h – explica o Dr. Antônio D’Almeida, fisiatra e reumatologista do CREB
O Dr. Antônio lembra que a idade avançada é um fator natural que contribui para o quadro de doenças crônicas. Mas levar uma vida saudável pode atenuar os efeitos das doenças.
– Anos de má postura trazem efeitos cumulativos que alteram o nosso funcionamento musculoesquelético. As doenças degenerativas também têm impacto na postura, mesmo que seus efeitos não sejam sobre o esqueleto ou grupos musculares, porque podem desencadear um mecanismo de compensação. O paciente sente dor ou desconforto ao realizar um movimento, por exemplo, e altera o alinhamento postural para compensar a sensação ruim. Isso muda todo o equilíbrio físico e compromete as demais articulações. Um joelho afetado pela artrite, por exemplo, pode alterar o padrão da caminhada, o alinhamento do quadril, da coluna e até o movimento dos braços – explica o médico.
O médico do CREB explica que a pessoa da terceira idade sofre com a perda natural da elasticidade e do tônus muscular do corpo. A falta de exercício físico e uma alimentação desregrada e não saudável intensifica esse processo. Assim, muitas vezes, atividades simples, como segurar pelo cabo uma panela de feijão, torna-se um suplício.
– É preciso procurar um especialista do aparelho locomotor, para um acompanhamento constante e de perto. Certamente é possível recuperar parte da qualidade de vida perdida – finaliza ele.
Horas de videogame podem causar artrite em crianças e adolescentes
Jogar videogame, acessar a internet e ficar horas nos aplicativos dos celulares podem ser as causas de dores em muitas crianças e adolescentes por causa da artrite. O tema foi discutido na Reunião Anual da Liga Europeia Contra o Reumatismo (Eular) no fim de maio, em Londres.
– Crianças e adolescentes passam horas e horas jogando videogames e gastam muito de seu tempo livre navegando e utilizando os recursos do i-Phone. Estas atividades sem tempo discriminado estão causando reumatismo crônico nestes jovens – explica o reumatologista e fisiatra Haim Maleh, do Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo (Creb).
Segundo ele, a dor crônica aparece devido ao extremo esforço realizado por estes jovens, que fazem movimentos repetidos durante várias horas.
– Na Europa discute-se, inclusive, a necessidade de um alerta sobre este efeito colateral nas embalagens dos jogos – afirma o médico. – Os danos causados às mãos, dedos e braços destes meninos podem ser comparados aos danos que afastam milhares de profissionais do seu local de trabalho – exemplifica.
Atendimento médico especializado no Rio de Janeiro:
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