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Osteoartrite: infiltração de ácido hialurônico pode melhorar e evitar a cirurgia no joelho

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Projeções indicam que em 2020, o Brasil será o sexto país do mundo em número de idosos.

Serão mais de 30 milhões de brasileiros, com idade superior a 60 anos. Esse crescimento da população da terceira idade se repete no mundo todo e com ele aumenta a incidência de doenças degenerativas na população. É o caso da Artrose, doença das articulações, de caráter inflamatório e degenerativo, quando há um desgaste das cartilagens que revestem as extremidades ósseas.

“A artrose causa dor e pode levar à deformidades. As articulações mais atingidas são aquelas que suportam maior peso: a coluna vertebral, os quadris e os joelhos. Mas essa doença não é exclusiva da terceira idade”, explica o Dr. Bernardo Stolnicki, ortopedista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia. Segundo ele, a prática excessiva de exercício físico pode contribuir para um quadro de osteoartrite. Atletas de alto rendimento, por exemplo, estariam entre aqueles que podem vir a sofrer da doença.

O Dr. Bernardo explica que pesquisadores trabalham com os chamados biomarcadores, produtos encontrados no sangue e na urina, que indicam a quantidade de cartilagem que está sendo degradada. Portadores de osteoartrite têm, comprovadamente, maior quantidade desses produtos em seu corpo. E estudos indicam que atletas de alto rendimento degradam mais as cartilagens.

Como frear tal processo? É o que os especialistas e pesquisadores se perguntam. “Estudos comprovaram que voluntários submetidos tiveram redução significativa de biomarcadores, comparados a usuários que não receberam o ácido hilaurônico”, conta o Dr. Bernardo. Segundo ele, a forma de se precaver é controlar o peso do corpo, manter o fortalecimento dos músculos, fazer alongamento antes e depois do exercício físico e evitar a sobrecarga. “Ao menor sinal de dor nas articulações, um especialista deve ser procurado”, finaliza ele.


Exame físico, histórico do paciente e imagens identificam osteoartrite no paciente

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A artrose é uma degeneração da cartilagem articular, com uma mudança subsequente nas superfícies articulares ósseas. Também conhecida como osteoartrite, trata-se de uma doença reumática degenerativa crônica, que provoca o desgaste das cartilagens dos...

A artrose é uma degeneração da cartilagem articular, com uma mudança subsequente nas superfícies articulares ósseas. Também conhecida como osteoartrite, trata-se de uma doença reumática degenerativa crônica, que provoca o desgaste das cartilagens dos ossos. De acordo com o Ministério da Previdência Social, trata-se da terceira causa de afastamento do trabalho. Segundo a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), há 10 milhões de casos registrados no Brasil.

Não há testes de laboratório que identifiquem a presença da osteoartrite no paciente. A doença será diagnóstica pelo médico especialista a partir da entrevista com o paciente e o exame físico. “Podemos solicitar imagens de diagnóstico, como raio-X ou mesmo uma ressonância magnética do local atingido. Usamos testes de laboratório para descartar outras doenças, como a artrite reumatoide. A osteoartrite no quadril é um pouco mais difícil de se diagnosticar porque a dor no quadril pode ser mais difusa, irradiando para as nádegas, virilha e perna. Antes de mais nada, pedimos ao paciente que descreva seus sintomas e o quanto isso afeta seu dia a dia”, explica o reumatologista Camilo Tubino, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.

O exame físico também é importante, segundo o médico. No caso da suspeita de osteoartrite no quadril, será testado a amplitude de movimento da região, além dos pontos de inchaço e dor. A marcha do paciente também será avaliada. Em seguida, poderá ser solicitado exame de raio-X pois, segundo o Dr. Tubino, “a degeneração da articulação do quadril é indicado na imagem por uma perda de espaço articular entre o fêmur e o acetábulo do osso pélvico. Esse exame também pode revelar esporões ósseos ou osteófitos. Eles são um sinal normal de envelhecimento, mas podem se proliferar à medida que os ossos compensam a perda da cartilagem. Isso pode criar uma fricção adicional no local, resultando em mais dor”, explica ele, pontuando que detalhes adicionais podem ser alcançados com uma ressonância magnética, que faz imagem do tecido mole (ligamentos, tendões e músculos), assim como ossos.

“O importante é que ao menor sinal de dor constante na região, um especialista deve ser procurado. A artrose não pode ser revertida, mas os tratamentos estão cada vez mais modernos e podem devolver ao paciente a qualidade de vida perdida”, finaliza o Dr. Camilo.


Febre reumática acomete crianças, principalmente a partir dos 3 anos

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Artrite é um tipo de reumatismo que acomete homens e mulheres, mas nem mesmo as crianças estão livres do problema.

“Hoje temos definidos diversos tipos distintos de artrites, que podem ter várias causas e nas crianças podem se manifestar de forma diferente do que em adultos. A artrite reumatóide, por exemplo, acomete pessoas entre segunda e terceira décadas de vida . Já a febre reumática se manifesta especialmente em crianças, principalmente a partir dos três anos de idade”, explica Haim Maleh, reumatologista e fisiatra do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia.

A febre reumática, afirma o médico, era conhecida antigamente como reumatismo infeccioso. “A criança apresenta uma infecção na orofaringe e, depois de 7 a 10 dias, desenvolve uma quadro de artrite, geralmente em grandes articulações, com sinais inflamatórios exuberantes . Em alguns casos, pode ocorrer um comprometimento cardíaco”, diz ele. A febre reumática acomete principalmente grandes articulações, como joelho, punho, cotovelo, ombro, quadril e tornozelo. Tende a ser cumulativa, inciando-se em uma articulação e progredindo para outras.

O médico do CREB alerta aos pais que devem estar muito atentos, pois dores de garganta, consequência de resfriados, gripes e viroses, são muito comuns em crianças, porém somente a infecção pela bactéria Estreptococo pode desencadear em alguns casos o quadro de Febre Reumática . “Algumas crianças têm o acometimento articular, porém manifestações cardíacas podem ou não ocorrer. Por isso é fundamental consultar um reumatologista”, avisa o Dr. Haim Maleh.



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