É preciso estar atento aos sinais do corpo
Se traz experiências, emoções acumuladas e sabedoria, o avançar da idade apresenta, também, um maior desgaste físico e suas consequências. Com a chegada dos anos, as pessoas começam a sentir problemas específicos, e é muito importante estar atento ao...
Se traz experiências, emoções acumuladas e sabedoria, o avançar da idade apresenta, também, um maior desgaste físico e suas consequências. Com a chegada dos anos, as pessoas começam a sentir problemas específicos, e é muito importante estar atento aos sinais para procurar um médico especialista e evitar um quadro de dor e impossibilidades.
Segundo Eduardo Sadigurschi, fisiatra e reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo – obviamente que cada pessoa tem características próprias, uma constituição única, e isso pode fazer toda a diferença. Mas na média, é possível prever acontecimentos com o passar dos anos. Segundo ele, a partir dos 24 anos é comum sentir mais dores de cabeça e enxaqueca, aos 33 anos começam a surgir problemas de coluna e, aos 40, é comum começar processos de artrite.
Um estudo feito com 2 mil pessoas, indica que pessoas com 30 anos começam a ter problemas digestivos, aos 32 têm dores nos tornozelos e, aos 37, dores nos joelho. Ainda segundo a pesquisa, aos 50 anos, em média, a maioria das mulheres sente suores frios. Os participantes da pesquisa relataram que percebem o desgaste físico com o tempo e a maior preocupação é com a saúde do coração. Dez por cento dos entrevistados acredita que o trabalho é o responsável pela saúde fraca e 25% consideram que o estresse contribui para o aparecimento de problemas com a saúde.
– É muito importante e cada vez mais imperativo adotar posturas saudáveis na vida, como a prática regular de exercício físico, de preferência orientado, pegar sol com os cuidados necessários e optar por uma alimentação controlada e rica em vegetais e frutas. Ao menor sinal de dor, é preciso procurar um médico especialista no aparelho locomotor, que pode ser um fisiatra, reumatologista ou ortopedista. Quanto mais rápido começarmos a tratar, mais chances de sucesso nós temos. Precisamos estar atentos aos sinais que o nosso corpo dá – finaliza o Dr. Eduardo.
10 milhões de brasileiros são acometidos pela osteoporose
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil conta, hoje, com dez milhões de pessoas acometidas pela osteoporose. A International Osteoporosis Foundation (IOF), por sua vez, informa que no mundo são mais de 200 milhões de mulheres por...
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil conta, hoje, com dez milhões de pessoas acometidas pela osteoporose. A International Osteoporosis Foundation (IOF), por sua vez, informa que no mundo são mais de 200 milhões de mulheres portadoras da doença, o que causa nove milhões de fraturas anualmente nos cinco continentes, ou seja, uma fratura a cada três segundos. A Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR) projeta para 2020 um quadro de 140 mil pessoas com fraturas osteoporóticas de quadril ao ano. Hoje, são 121.700 fraturas anuais.
“A osteoporose é uma doença silenciosa. Na maioria dos casos, somente quando ocorre uma fratura a pessoa vai ao médico e descobre ser portadora da doença. Esses números gigantescos de refraturas poderiam ser menores se as pessoas procurassem o médico regularmente e fizessem os exames necessários. A densitometria óssea, por exemplo, é um exame que indica a condição da osteoporose com dez anos de antecedência”, explica o ortopedista Bernardo Stolnicki, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo – e coordenador do Prevrefrat, programa de prevenção da refratura da clínica.
Na maior parte dos casos, a doença aparece na terceira idade
As principais causas da osteoporose, aponta ele, são a deficiência de cálcio, o envelhecimento, a menopausa e doenças autoimunes, entre outras. Na maior parte dos casos, a doença aparece na terceira idade, sendo relacionada ao envelhecimento. Acomete homens e mulheres, mas principalmente nelas: uma em cada três mulheres acima de 45 anos tem osteoporose. De acordo com as estatísticas, a incidência da doença varia de 14% a 29% em mulheres com mais de 50 anos e pode alcançar até 73% em mulheres com mais de 80 anos. Em mulheres com mais de 50 anos, o risco de fratura do colo do fêmur é de 17,5% e da coluna, de 16%. A presença de uma fratura vertebral dobra o risco de futuras fraturas vertebrais.
Lúpus: saiba mais sobre a Doença Autoimune
Compreendendo melhor a Doença Autoimune do Milênio, o Lúpus.
O que é o Lúpus?
O lúpus eritematoso sistêmico (LES), comumente chamado apenas de lúpus, é uma doença autoimune crônica e complexa que pode afetar praticamente qualquer órgão ou sistema do corpo. Nesta condição, o sistema imunológico, que normalmente protege o organismo contra infecções, produz autoanticorpos que atacam as células e tecidos saudáveis, causando inflamação e danos.
Esta doença afeta predominantemente mulheres em idade reprodutiva (15-35 anos), com uma proporção de aproximadamente 9 mulheres para cada homem diagnosticado. Embora sua causa exata ainda seja desconhecida, acredita-se que fatores genéticos, hormonais e ambientais contribuam para o seu desenvolvimento.
Epidemiologia e Prevalência do Lúpus
A prevalência do lúpus varia conforme a região geográfica e grupo étnico:
- Estima-se que a doença afete cerca de 5 milhões de pessoas em todo o mundo.
- No Brasil, a prevalência é de aproximadamente 8,7 casos para cada 100.000 habitantes.
- Mulheres afrodescendentes e hispânicas apresentam maior risco de desenvolvimento da doença e tendem a manifestá-la de forma mais grave.
- A taxa de sobrevida de 10 anos ultrapassa 90% em países desenvolvidos, um aumento significativo em relação aos 50% de décadas atrás.
Manifestações Clínicas
O lúpus é conhecido como "o grande imitador", pois seus sintomas podem se assemelhar aos de várias outras doenças. As manifestações clínicas são extremamente variáveis entre os pacientes e podem incluir fadiga persistente (presente em até 90% dos pacientes), febre inexplicada, perda de peso involuntária, artrite não erosiva, dor muscular, dor articular, rigidez matinal, rash malar (em "asa de borboleta") - eritema sobre o nariz e bochechas, fotossensibilidade, úlceras orais e nasais indolores, manifestações renais, cardiovasculares e pulmonares; além de questões neuropsiquiátricas e hematológicas.
Diagnóstico do Lúpus
O diagnóstico do lúpus é baseado na combinação de achados clínicos e laboratoriais. Em 2019, o Colégio Americano de Reumatologia (ACR) e a Liga Europeia Contra o Reumatismo (EULAR) estabeleceram novos critérios de classificação, que incluem critérios clínicos, imunológicos e exames complementares.
Tratamento do Lúpus
O tratamento do lúpus é individualizado, considerando a gravidade da doença, os órgãos afetados e as comorbidades do paciente. O objetivo é controlar os sintomas, prevenir danos aos órgãos e melhorar a qualidade de vida. O protocolo de tratamento poder vir a abordar tratamento Farmacológico com anti-inflamatórios, antimaláricos, glicocorticoides, imunossupressores e agentes biológicos. E ainda um tratamento Não Farmacológico, com fotoproteção, alimentação equilibrada, atividade física regular, controle do Estresse e suspensão do tabagismo.
Complicações e Comorbidades do Lúpus
Pacientes com lúpus apresentam maior risco para certas complicações e comorbidades:
Aterosclerose Precoce
- Risco aumentado de eventos cardiovasculares
- Necessidade de controle rigoroso dos fatores de risco tradicionais
Infecções
- Principal causa de morbidade e mortalidade
- Risco aumentado devido à imunossupressão
Osteoporose
- Secundária ao uso prolongado de corticosteroides
- Necessidade de suplementação de cálcio e vitamina D
Síndrome Antifosfolípide
- Tromboses venosas e arteriais
- Complicações obstétricas
Complicações Durante a Gravidez
- Maior risco de pré-eclâmpsia
- Parto prematuro
- Abortamentos recorrentes
Prognóstico e Qualidade de Vida
O prognóstico do lúpus melhorou consideravelmente nas últimas décadas, graças aos avanços no diagnóstico precoce e nas opções terapêuticas. Fatores associados ao pior prognóstico incluem: envolvimento renal ou neurológico grave, etnia afrodescendente ou hispânica, presença de anticorpos antifosfolípides e baixa adesão ao tratamento.
Vivendo com Lúpus
O lúpus é uma doença crônica que exige adaptações no estilo de vida, mas com o tratamento adequado, a maioria dos pacientes pode levar uma vida produtiva e satisfatória. Recomendações importantes incluem:
- Acompanhamento médico regular
- Adesão estrita ao tratamento prescrito
- Reconhecimento dos fatores desencadeantes de surtos
- Equilíbrio entre atividade e repouso
- Participação em grupos de apoio
- Comunicação aberta com familiares e empregadores sobre as limitações impostas pela doença
Perspectivas Futuras
A pesquisa sobre o lúpus continua avançando em diversas frentes, com desenvolvimento de biomarcadores mais precisos para monitoramento da atividade da doença, novas terapias-alvo com melhor perfil de eficácia e segurança.
Uma Medicina de precisão, com tratamentos personalizados baseados no perfil genético e imunológico do paciente e pesquisas sobre os fatores ambientais envolvidos no desenvolvimento da doença.
Conclusão
O lúpus, apesar de ser uma doença complexa e desafiadora, tem hoje um panorama muito mais promissor do que há algumas décadas. O diagnóstico precoce, o tratamento adequado e a abordagem multidisciplinar são fundamentais para controlar a atividade da doença e prevenir danos irreversíveis. Com acompanhamento médico regular e autocuidado, os pacientes com lúpus podem manter boa qualidade de vida e perspectivas positivas para o futuro.
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