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LER e DORT: é preciso tratar para evitar agravamento da dor

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LER e DORT são as siglas para Lesões por Esforços Repetitivos e Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho e englobam nada menos do que cerca de 30 diferentes doenças, entre as quais a tendinite, a bursite e a tenossinovite. Ambas as siglas são, hoje, as responsáveis pelo maior número de afastamentos do trabalho no Brasil e em inúmeros outros países. “Os problemas são provocados geralmente por atividades desenvolvidas no trabalho, pelo excesso de uso do sistema músculo-esquelético. A repetição de atividades, a postura incorreta e o excesso de força podem desencadear processos inflamatórios nos tendões e músculos”, explica a ortopedista do CREBCentro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo -, Dra. Renata Rosenfeld.

A melhor forma de prevenir as LER/DORT , ensina a médica do CREB, é buscar uma postura correta, fazer pausas no trabalho e se exercitar regularmente. “Profissionais que trabalham direto no computador precisam parar 10 minutos a cada 50 minutos trabalhados. Neste intervalo, deve alongar os dedos das mãos, pés, braços e movimentar o pescoço e as pernas. No caso daqueles que ficam muito tempo em pé, devem sentar um pouco para descansar as pernas e os pés”, determina a Dra. Renata.

As LER/DORT têm estágios distintos. Em um primeiro momento, a dor aparece durante os movimento e é difusa, ou seja, não é possível definir exatamente qual parte do corpo está doendo. Em um segundo momento, a dor é mais persistente, mas o quadro ainda é leve. No terceiro estágio, a doença é crônica e há perturbação do sono, em razão das dores, entre outras queixas.

– A dor pode evoluir muito e se tornar insuportável, afetando atividades simples do dia-a-dia, como pentear os cabelos ou escovar os dentes. Por isso recomendamos que a pessoa procure um médico especialista no sistema músculo esquelético (ortopedista, reumatologista ou fisiatra) assim que sentir as primeiras dores, pois desta forma o tratamento será muito mais fácil e evidentemente mais rápido – finaliza a médica do CREB.


Fisioterapia é muito eficaz para “dedo em gatilho”

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É mais comum do que se imagina ortopedistas, reumatologistas e fisiatras receberem a visita de paciente que chega ao consultório com o dedão da mão em posição de flexão, sem que se consiga esticá-lo, mesmo com esforço. Trata-se do que se chama “dedo...

É mais comum do que se imagina ortopedistas, reumatologistas e fisiatras receberem a visita de paciente que chega ao consultório com o dedão da mão em posição de flexão, sem que se consiga esticá-lo, mesmo com esforço. Trata-se do que se chama “dedo em gatilho”, na verdade uma inflamação que atinge o tendão responsável por dobrar o dedo – tendões flexores.
A fisioterapeuta Alessandra Venâncio, do staff de reabilitação do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo, esclarece que tal inflamação pode ter causa genética, além de ser agravado por outros fatores, como a realização de atividades manuais de extremo esforço ou repetitivas. Algumas doenças também podem contribuir ao surgimento do “dedo em gatilho”: diabetes, hipotireoidismo, problemas reumáticos e infecções como tuberculose e artrite reumatoide, são exemplos. Segundo ela, a maior frequência do “dedo em gatilho” é em mulheres.

“Tendões são cordas lisas e flexíveis que conectam os músculos do antebraço (localizados acima do pulso) aos dedos, ou seja, liga os músculos aos ossos. Essas estruturas entram em um tubo que tem origem na base dos dedos, na metade da palma da mão – a chamada bainha do tendão, formada por diversas polias e que lubrifica o tendão flexor enquanto ele se move. Quando os músculos do antebraço se contraem, puxam os tendões e levam as articulações a se dobrarem. O problema está na entrada do tendão no túnel (a bainha do tendão), local de maior resistência e estreitamento e onde ocorre o maior grau de inflamação e irritação. Esse processo gera dificuldade ou travamento do movimento do dedo. Uma vez inflamado, o tendão pode tornar a passagem por baixo da bainha mais apertada, ficando “preso” nesse ponto e “engatilhando”, explica a fisioterapeuta.

Os principais sintomas são o aumento de volume do dedo afetado (edema); dor na base dos dedos ou também na palma da mão; redução ou paralisação de movimentos do dedo acometido; endurecimento do dedo; e “estalido” doloroso parecido com um gatilho ao tentar esticar o dedo. A fisioterapeuta diz que um médico especialista deve ser consultado imediatamente se alguns desses sintomas aparecerem. “O tratamento varia conforme a intensidade e os sintomas, mas, na maior parte dos casos, a fisioterapia pode ser bem eficaz. Com um programa de exercícios, crochetagem, banho de parafina, laser, ultrassom e alongamentos, a fisioterapia contribui ao fortalecer os músculos responsáveis por esticar a mão e os dedos, ao manter a mobilidade e ao aliviar o inchaço e a dor. Outras recomendações também devem ser seguidas, como repouso, evitando as atividades manuais repetitivas e que exijam esforço; uso de crioterapia compressiva (aparelho de última geração que utilizamos no CREB) no local para aliviar o inchaço e medicamentos anti-inflamatórios com prescrição médica, além de outros procedimentos”, propõe Alessandra.


Cirurgia de hérnia de disco pode ser desnecessária

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Uma ampla pesquisa publicada na revista norte-americana The Journal of the American Medical Association concluiu que pessoas com hérnia de disco normalmente se recuperam com ou sem cirurgia.

A pesquisa, de grande amostragem, revela que a cirurgia aparentemente alivia as dores mais depressa, mas que a maioria das pessoas acaba se recuperando de uma forma ou de outra, mesmo não optando pela intervenção cirúrgica. O estudo aponta, ainda, que não há qualquer dano para o paciente enquanto ele não decide pela operação. Segundo os médicos que participaram do trabalho, “a decisão de operar ou não deve ser baseada em preferências pessoais e no nível da dor”.

Segundo o coordenador do departamento de cirurgia ortopédica da Universidade da Califórnia, em San Diego, Steven R. Garfin, “pacientes que se submetem à cirurgia relataram alívio imediato. Mas com três a seis meses de tratamento, tanto pacientes operados quanto os não-operadores apresentam melhoras significativas. Após dois anos, cerca de 70% disseram ter tido ‘grande melhora’ nos sintomas. Nenhum dos pacientes que esperou apresentou conseqüências sérias e nenhum dos que se submeteram à cirurgia teve resultado desastroso. Muitos cirurgiões temiam que esperar pudesse causar danos, mas esse medo se provou injustificável. Acreditamos que isso terá um impacto. O estudo diz que não é preciso urgência para a cirurgia. E tempo, geralmente, é um aliado, não um inimigo”.

Problemas de hérnia de disco são mais comuns do que se pensa. Cerca de um milhão de americanos sofre de dores no nervociático, segundo o ortopedista James Weinstein, que coordenou o estudo. O problema ocorre quando o disco pressiona a raiz do nervo ciático, que se prolonga ao longo da parte traseira da perna. A cada ano, aproximadamente 300 mil americanos optam pela  cirurgia para aliviar os sintomas. “Alguns médicos dizem aos pacientes que, se adiarem a cirurgia, correm o risco de causas danos permanentes ao nervo, o que poderia provocar a perda de controle da perna e até mesmo do intestino e da bexiga. Mas nada disso foi verificado no estudo, do qual participaram duas mil pessoas”, garante Weinstein.

O CREBCentro de Reumatologia e Ortopedia – adota protocolos que resultam em sucesso no tratamento de hérnia de disco, sem a necessidade da intervenção cirúrgica. O tratamento pode incluir fisioterapia, hidroterapia, acupuntura, RPG, entre outros métodos, ficando claro que deve ser sempre individualizado. A experiência da clínica, há 30 anos nesse segmento e com larga experiência em tratamento da dor lombar, é que de fato a hérnia de disco pode ser tratada sem a necessidade de cirurgia na grande maioria das vezes – cerca de 95% dos casos -, com ótimos resultados para o paciente.



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