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As possíveis causas da fibromialgia

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Caracterizada principalmente por dores musculoesqueléticas difusas, em vários músculos, tendões e articulações, a fibromialgia é uma doença dolorosa, de longa evolução e não inflamatória. Além das dores difusas, outros sintomas são cansaço, fadiga, d...

Caracterizada principalmente por dores musculoesqueléticas difusas, em vários músculos, tendões e articulações, a fibromialgia é uma doença dolorosa, de longa evolução e não inflamatória. Além das dores difusas, outros sintomas são cansaço, fadiga, dor de cabeça, palpitação, sono não reparador, dificuldade de concentração, depressão e até dor abdominal e períodos de diarreia ou prisão de ventre, entre outros. O diagnóstico é apenas clínico, baseando-se no histórico do paciente e no exame físico. O médico precisa ter muita experiência com a doença.

“No CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo – nós seguimos os critérios de classificação do Colégio Americano de Reumatologia para Fibromialgia, que incluem a presença de dor difusa pelo corpo em pontos dolorosos. Os pacientes sentem dores, têm os sintomas, mas os exames de sangue e de imagem nada demonstram. Por isso é preciso procurar um Reumatologista de fato experiente”, explica Haim Maleh, Reumatologista e fisiatra do CREB e professor de reumatologia da UFF.

A doença é fruto de uma combinação de causas, muitas vezes inter-relacionadas

Segundo ele, é possível devolver ao paciente a qualidade de vida perdida, mas a fibromialgia ainda é uma doença pouco conhecida pela comunidade médica. Os sintomas podem aparecer de repente ou gradualmente, mas não se sabe exatamente o que desencadeia a doença. Sabe-se que a doença é fruto de uma combinação de causas, muitas vezes inter-relacionadas. “Não há, ainda, provas de que seja uma doença genética, mas parece ser um padrão hereditário.

Um estudo em 2004 apontou que as pessoas tinham oito vezes mais chances de desenvolver a fibromialgia se tivessem um parente diagnosticado com a doença. Outra pesquisa mostrou que adultos com trauma no pescoço tem mais de dez vezes chances de desenvolver a doença em um ano. Também consideramos desequilíbrios hormonais, já que vários pacientes de fibromialgia têm baixos níveis de hormônios como cortisol e andrógenos”, afirma o Dr. Haim.

O Dr. Haim afirma que a comunidade médica também entende as deficiências de vitaminas como um dos motivos para a dor e a fadiga. Outro ponto abordado é o estresse crônico – fonte de inflamação, desequilíbrio hormonal e tão prejudicial para o ciclo de sono. “O estresse contínuo poderia proporcionar um efeito dominó, interferindo em todos os processos naturais de seu corpo, inclusive a resposta à dor. Também sabe-se que pacientes acometidos pela doença tendem a ter níveis mais baixos de certos neurotransmissores e endorfinas, que pode deixá-los mais vulneráveis à dor”, acrescenta o médico.


Osteoporose tem estatísticas alarmantes

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Caracterizada pela redução da quantidade e da qualidade da massa óssea, a osteoporose apresenta estatísticas alarmantes no mundo inteiro.

Nos Estados Unidos, por exemplo, a doença afeta nove milhões de americanos, sendo sete milhões mulheres e dois milhões homens. Os números, porém, são muito maiores: suspeita-se que 48 milhões de americanos tenham osteopenia, o que significa que 53 milhões de americanos correm sério risco de fratura.

Anualmente, ocorrem, nos Estados Unidos, dois milhões de fraturas osteoporóticas: 27% vertebral, 19% de punho, 14% de quadril e fêmur, 7% de pelve e 33% em outros ossos. A moralidade de fratura de quadril e fêmur chega a 20%, outros 20% precisam de cuidados especiais e os demais 60% perdem a qualidade de vida que tinham antes.

A osteoporose é conhecida como uma epidemia silenciosa

“A osteoporose é conhecida como uma epidemia silenciosa. Na maior parte das vezes, a dor surge apenas quando ocorrem numerosas fraturas, geralmente na coluna, o que traz dor crônica e até incapacidade. É importante divulgar a osteoporose, seus efeitos e tratamentos. A doença pode ser tratada e podemos oferecer ao paciente a qualidade de vida desejada.

Os principais fatores de risco são idade avançada, baixo peso, raça caucasiana, histórico familiar, deficiência hormonal, dieta pobre em cálcio, uso de determinadas medicações como corticóides, fumo, álcool e uma vida sedentária. Centros modernos, como o CREB, fazem o exame onde é possível prever o risco de fratura do paciente pelos próximos 10 anos. Assim, é possível prevenir sérios problemas no futuro. A prevenção começa cedo. É preciso ter uma dieta rica em cálcio desde a infância, manter atividade física regular, além de evitar o consumo de álcool e fumo”, avalia Haim Maleh, professor de Reumatologia da UFRJ e fisiatra e reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia.

PROGRAMA DE PREVENÇÃO A REFRATURAS (PREVREFRAT)

Reconhecido internacionalmente, o CREB Prevrefrat adota protocolos consagrados de diagnóstico e tratamento de pacientes com fraturas por fragilidade óssea. A aplicação destes protocolos por nossos especialistas, nossa planta física e a eficiência nos serviços auxiliares indispensáveis ao programa conferem excelentes resultados ao CREB na diminuição da incidência de fraturas subsequentes.  O Prevrefrat se enquadra nos programas de promoção à saúde e prevenção de riscos e doenças da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).


Crianças e adolescentes também podem ter doenças reumáticas

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As doenças reumáticas acometem apenas pessoas da terceira idade, certo? Errado!

Ao contrário do que muita gente ainda pensa, reumatismo não é assunto apenas da terceira idade. Qualquer pessoa não está imune a essa doença, inclusive jovens, adolescentes e crianças. As principais doenças reumáticas que acometem crianças são a artrite idiopática juvenil, o lúpus, a febre reumática e outras doenças inflamatórias.

“Quanto antes diagnosticarmos alguma doença reumática, maiores chances teremos de alcançar sucesso no tratamento, e em menos tempo. Existe, de fato, a ideia de que reumatismo é doença da terceira idade, mas isso não corresponde à verdade. Realmente, muitas doenças reumáticas estão associadas a doenças degenerativas, que apresentam desgaste de cartilagem, perda de massa óssea e enfraquecimento muscular. Mas crianças também são a cometidas, e, assim como os adultos, sentem dor e rigidez nas articulações e podem ter limitação de movimento, comprometendo sua qualidade de vida”, explica o fisiatra e Reumatologista Eduardo Sadigurschi, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia.

25% das doenças reumáticas acometem pessoas até 16 anos de idade

A incidência de doenças reumáticas em crianças e adolescentes é, inclusive, maior do que se pode imaginar. Acredita-se que nos países desenvolvidos 25% das doenças reumáticas acometam pessoas até 16 anos de idade, ou seja, um quarto do total.

No Brasil, a doença reumática mais comum em jovens, adolescentes e crianças é a febre reumática. Também são comuns outras patologias inflamatórias, como o lúpus eritematoso sistêmico (LES), a dermatopolimiosite (DMP), a esclerodermia (ESP) e as vasculites.

“A febre reumática é mais comum a partir dos cinco anos e pode ser originada por uma infecção da garganta causada pela bactéria estreptococo. São sinais da febre reumática a febre, fortes dores nas articulações e lesões de válvulas cardíacas. A febre reumática é uma das principais causas de problemas cardíacos em jovens”, esclarece o dr. Eduardo.

O médico do CREB orienta os pais a prestarem atenção em sinais como quedas repentinas, dificuldade para caminhar, abandono de atividades corriqueiras como futebol e dor que não melhora nem com o uso de analgésicos.” Um Reumatologista deve ser consultado imediatamente, caso haja sinais como estes”, finaliza o médico



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