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Fascite plantar: reumatologista do CREB dá dicas contra a doença

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A dor no calcanhar é um dos sintomas da fascite plantar.

Trata-se de uma lesão inflamatória que ocorre na fáscia plantar, que é uma faixa de tecido fibroso que reveste a planta do pé, estendendo-se do calcanhar até os dedos dos pés. “A fascite plantar causa dor no pé, ao pisar, principalmente após longos períodos em repouso. É causada por microtrauma repetitivo na região, ocorrendo em pessoas que ficam longos períodos de pé, sobrecarregando a fáscia plantar”, explica o Dr Sebastião Carlos Ferreira da Silva, reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia, Ortopedia e Fisioterapia.

Segundo ele, a doença é comum entre praticantes de corrida por conta do impacto repetitivo causado à região. Uma das causas é o uso de calçado inadequado, o que promove alterações na pisada, como uma pisada pronada ou supinada. “Para o diagnóstico da doença, é importante a avaliação do médico especialista, a partir de exames de imagem, como a ultrassonografia. Também é importante fazer a avaliação da pisada por meio da baropodometria, exame que dispomos no CREB e que também auxiliará na indicação de palmilhas, em caso de alterações da pisada. Para o tratamento, técnicas fisioterápicas de termoterapia, como ultrassom, auxiliam na recuperação do processo. E em casos refratários a TOC – Terapia por Ondas de Choque, também disponível na clínica, tem sido utilizada com muito sucesso”, afirma o médico do CREB.

O Dr. Sebastião dá duas dicas para evitar o fascite plantar. “Descanse e alongue o pé. Se o uso excessivo é a causa provável da sua dor, o descanso é uma chave para a recuperação. E é uma boa ideia combinar isso com exercícios diários de alongamento. Além disso, use um calçado adequado. Não deixe de consultar um especialista para orientação correta sobre o tipo de calçados e necessidade de uso de palmilhas”, finaliza ele.


Bursite trocantérica: TOC pode ser uma excelente opção

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Dor lateral no quadril e na coxa, com dificuldade para caminhar, pode sugerir uma bursite trocantérica.

Trata-se da inflamação de uma ou mais bursas trocantéricas é conhecida como bursite trocantérica e é uma das mais comuns causas de dor no quadril, como explica o ortopedista Bruno Vargas, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia.

  • A bursa trocantérica é um tecido sinovial localizado superficialmente ao trocanter maior, a parte do fêmur proximal que é saliente lateralmente no quadril. Segundo ele, temos quatro bursas em cada quadril e elas funcionam como se fossem um saco vazio sobre as proeminências ósseas, o que facilita o deslizamento de tendões e fáscias sobre o osso. A pressão direta sobre a bursa aumenta a dor, o que torna difícil para o paciente deitar sobre o lado afetado. A bursite trocantérica pode prejudicar o sono, trazer dificuldades no caminhar e, assim, reduzir a qualidade de vida do paciente – diz ele.

Segundo o médico do CREB, a doença pode ser causada por movimentos exagerados dos tendões efáscias sobre o trocânter maior. Há opções de tratamento que devem ser avaliadas caso a caso, com excelentes resultados. Podemos utilizar fisioterapia, hidroterapia e RPG e medicamentos. Também podemos indicar a Terapia por Ondas de Choque (TOC), um método praticamente indolor e não invasivo, através de ondas acústicas, que vem sendo utilizado com sucesso em substituição e evitando a cirurgia com cerca de 85% de sucesso.

  • O tratamento da TOC é feito em consultório médico, por médico capacitado, geralmente em três sessões, de 20 a 30 minutos cada – destaca o Dr. Bruno.

Capsulite adesiva tem tratamento

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A Capsulite adesiva, também conhecida como “ombro congelado”, apresenta dor e rigidez da articulação glenoumeral aos movimentos realizados passivamente. Segundo a fisioterapeuta Júlia Cavalcante Xavier, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo, em geral a doença se dá devido à longos períodos de imobilidade que causam o desuso da articulação.

A doença tem três fases: a congelante, a adesiva e a de resolução

“Na capsulite adesiva, ou “ombro congelado”, ocorre um processo inflamatório dentro da articulação que leva a uma redução progressiva do fundo de saco axilar, a um encurtamento de todos os ligamentos, a formação de aderências e a um aumento da espessura da capsula a qual perde seu alongamento”, explica a fisioterapeuta. Segundo ela, a causa desta patologia não é muito bem definida, por conta de uma variedade de fatores que contribuem com a rigidez articular.

O ortopedista Ricardo Sheps, do CREB, acrescenta que mesmo em repouso, o paciente sente uma dor intensa, principalmente pela noite. “A mobilidade torna-se rapidamente limitada em todos os movimentos do ombro.  Ocorre um processo inflamatório dentro da articulação levando ao encurtamento de todos os ligamentos, a formação de aderências e ao aumento na espessura da cápsula”, explica o médico.

A doença tem, segundo explica o médico do CREB, três fases: a fase congelante e dolorosa, que dura de dez a 26 semanas e há aumento gradativo da dor; a fase adesiva, de 4 a 12 meses, quando a dor começa a diminuir, e a fase de resolução, de 12 a 42 meses, quando há melhora progressiva do ombro. “O diagnóstico é feito por exame de radiografia e clínico”, diz ele.

A boa notícia é que a doença pode ser tratada e curada. “Dentro dos tratamentos fisioterapêuticos convencionais mais utilizados estão a crioterapia, recursos de eletroterapia e termoterapia, a cinesioterapia convencional ou a utilização de técnicas manuais específicas, todas com o objetivo de aliviar a dor e retomar a biomecânica normal da articulação do ombro. O alongamento é uma manobra terapêutica, que tem como finalidade aumentar o comprimento de estruturas que foram encurtadas devido a patologia. A mobilização passiva das articulações também pode ser uma das técnicas de tratamento, com a intenção de soltar a articulação e nutrir a cartilagem com a estimulação da produção de líquido sinovial, com o objetivo de “soltar” a articulação do ombro. A fisioterapia pode ser associada a termoterapia e cinesioterapia objetivando aumentar a amplitude de movimento do membro superior afetado. Quanto mais precoce, melhor o prognóstico do paciente, sendo a fisioterapia imprescindível para o retorno do paciente as atividades de vida diária, pois a capsulite limita muito o movimento do indivíduo”, finaliza o Dr. Ricardo.



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