Joelho feminino é mais vulnerável
Qual joelho está mais apto a apresentar problemas, do homem ou da mulher?
Digamos que a comparação seja feita por duas pessoas com o mesmo perfil, como por exemplo, dois atletas profissionais. Quem tem mais chances de apresentar dores no joelho? A verdade é que os joelhos femininos são mais vulneráveis, sim, e há explicações científicas para isso. As mulheres têm o quadril mais largo e menos força muscular, o que influencia diretamente no joelho.
“Mas o joelho feminino tem mesmo mais vulnerabilidade porque, na maioria das vezes, é do tipo valgo, ou seja, eles são ligeiramente voltados para dentro. Essa postura aumenta a possibilidade de lesões como a condromalácia, que é o desgaste da cartilagem entre o fêmur, o osso da coxa, e a patela. O joelho valgo força mais essa cartilagem”, explica o ortopedista João Marcelo Amorim, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia.
De acordo com o médico do CREB, outra lesão que acomete mais as mulheres é o deslocamento da patela. As estatísticas revelam que sete mulheres, para cada homem, sofrem do problema. O Dr. João Marcelo observa que as mulheres estão cada vez mais buscando esportes de maior impacto, como futebol e corrida de aventura, por exemplo, o que contribui para o aumento dos problemas de joelho.
– Isso sem falar no uso regular do salto alto, que prejudica o ponto de equilíbrio e pode trazer inúmeros problemas. Um preparo físico bom, com atividade regular, é fundamental. Aquecer antes de se exercitar e fazer alongamentos também é muito importante. Por fim, ao menor sinal de dor, um especialista deve ser consultado – finaliza o médico.
TOC tem 75 % a 85% de índice de sucesso e pode até evitar cirurgias
Utilizada em larga escala na Europa e nos Estados Unidos, e cada vez mais conhecida no Brasil, a TOC – Terapia de Ondas de Choque – é hoje o que há de mais moderno, no mundo, no combate a tendinite de ombro, quadril, cotovelo, joelho, bursites, fasciíte plantar e esporão de calcâneo. Seus índices de sucesso são inquestionáveis, alcançando 75% a 85% dos tratamentos, e se não bastasse, ainda apresenta outra ponto extremamente importante: o custo, que além de bem menos oneroso do que uma cirurgia, diminui os riscos do paciente com a internação em hospital.
“Na maioria dos casos, a eficácia da TOC é percebida logo após as duas primeiras aplicações. Não há internação e também minimiza o uso crônico de medicações, reduzindo efeitos colaterais e os gastos com medicamentos”, explica o Dr. Antônio D’Almeida, fisiatra do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo, pioneira e uma das poucas clínicas do Rio de Janeiro que disponibilizam a TOC. O tratamento da TOC é feito em consultório médico, por médico capacitado, geralmente em três sessões, de 20 a 30 minutos cada. É praticamente indolor e não invasivo. Segundo o médico do CREB, alguns tratamentos podem ser associados à TOC, como a acupuntura, a hidroterapia e a reabilitação física (fisioterapia), também disponíveis no CREB.
– A Terapia por Ondas de Choque é líder no tratamento da dor em todo o mundo. Em muitos casos, proporcionará um alívio imediato da dor, bem como uma melhoria na mobilidade e funcionalidade. A maioria das indicações exige apenas de três a cinco aplicações, realizadas com intervalos. É, realmente, um tratamento moderno e extremamente eficaz e muitas vezes até evita a cirurgia – finaliza ele.
Correr na rua não é tão simples quanto parece
Um dos esportes que mais cresce no mundo, pela sua eficácia e fácil acesso, é a corrida de rua.
Uma boa calçada, tempo e muita disposição são suficientes para se tornar um corredor de rua? A resposta certamente é não. Se praticada de maneira incorreta, esse esporte pode provocar sérias lesões nas articulações, fraturas e até infarto. Tanto que uma pesquisa realizada pelo Núcleo de Estudos em Esporte e Ortopedia, pela Corpore (a maior organizadora de corridas da América Latina) e pela Sociedade Brasileira de Traumatologia, com nada menos do que 7.731 corredores amadores demonstrou que 71,2% dos entrevistados já sentiram dores em decorrência do esporte e 53,1% já sofreram lesões.
Consulte o seu médico antes de iniciar atividade esportiva
Antes de começar efetivamente a praticar a corrida de rua, é preciso consultar um médico especialista. São três tipos de exames que precisam ser feitos para aferir a saúde do candidato a atleta: o cardiovascular examina a pressão arterial e a frequência cardíaca, o metabólico mede as taxas do sangue, como o colesterol e a glicose, e o biomecânico identifica a pisada do atleta e a angulação dos joelhos.
“Correr não é uma aventura. É preciso ter cuidados para não transformar o esporte e um grande problema. O uso de tênis inadequado, por exemplo, tem relação direta com quatro das nove principais lesões causadas pela prática incorreta deste esporte. Dores constantes na coluna, no quadril, joelho, tornozelo ou pé podem indicar algum tipo de distúrbio nos pés, com alteração no tipo de pisada e consequente desequilíbrio postural. Um médico especialista deve ser consultado para apontar o diagnóstico e o tratamento correto”, explica o ortopedista, especialista em pés e tornozelos, Marcio Taubman, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia.
– O tipo de tênis utilizado é uma preocupação que o corredor não pode deixar de ter. Existem três tipos diferentes de pisadas. A neutra, a supinada, que é para fora, e a pronada, que é para dentro. E há um tipo de tênis para cada caso. Existe um exame, chamado baropodometria computadorizada dinâmica, que avalia o tipo de pisada e revela qual o calçado ideal. Esse exame é muito importante – complementa.
Exame importante para avaliar a sua pisada
A baropodometria computadoriada dinâmica é um moderno exame, que auxilia no diagnóstico de inúmeros problemas dos pés e das dores que afligem as pessoas em caminhadas e corridas. A baropodometria localiza os pontos de apoio na planta do pé durante a pisada e faz a mensuração precisa da pressão exercida sobre cada um destes pontos.
O paciente deve ser avaliado parado e em movimento e esse exame auxilia o médico a determinar se o paciente tem algum problema ou doença. Alterações posturais observadas nesta avaliação podem desencadear dores em regiões como a coluna, quadril, tornozelo, joelho e no próprio pé. “Essas alterações podem ser tratadas com a confecção e uso de uma palmilha chamada palmilha postural. Essa palmilha tem como objetivo reduzir o pico de pressão da pisada e redistribuir corretamente a força de reação ao solo por toda a região plantar”, diz o médico.
Atendimento médico especializado no Rio de Janeiro:
- BARRA DA TIJUCA: Av. das Américas, 700 - Bloco 8 - Loja 320 - Città Américas
- BOTAFOGO: Rua Voluntários da Pátria, 408
- COPACABANA: Rua Barata Ribeiro, 774 - ao lado do metrô
- LEBLON: Av. Ataulfo de Paiva, 355
- MÉIER: Rua Dias da Cruz, 13 - ao lado da estação Méier
Atendimento médico Ortopedia e Fisioterapia em São Paulo:
- SANTO AMARO: Av. Santo Amaro, 5702
- INTERLAGOS: Av. Interlagos, 2255 - âncora SS03 - Shopping Interlagos
- TATUAPÉ: Rua Apucarana, 1619