Congestionamento do trânsito pode fazer mal à saúde dos ossos e músculos do motorista
Comum a todas as metrópoles, o congestionamento do trânsito provoca muito mais do que ansiedade e irritação nos motoristas. Este problema das grandes cidades pode fazer, também, mal à saúde dos ossos e músculos dos motoristas. Fadiga muscular e desga...
Comum a todas as metrópoles, o congestionamento do trânsito provoca muito mais do que ansiedade e irritação nos motoristas. Este problema das grandes cidades pode fazer, também, mal à saúde dos ossos e músculos dos motoristas.
Fadiga muscular e desgaste nas articulações
“Permanecer sentado durante um longo congestionamento certamente sobrecarrega a musculatura e a estrutura óssea da região lombar das costas. Isso pode provocar uma lombalgia, por exemplo. Muita gente diz que já está acostumada com o trânsito pesado, mas os danos podem ser inevitáveis”, garante o ortopedista Marcio Taubman, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.
Segundo ele, o movimento repetitivo da troca de marcha pode causar tendinite nos punhos ou bursite na região dos ombros. Por sua vez, o ato de frear e pisar na embreagem repetidamente pode causar dores nas articulações dos tornozelos e nas pernas. O Dr. Marcio sugere que o motorista evite movimentos bruscos com as pernas e faça ao longo do trajeto movimentos lentos e graduais com o pescoço, para a esquerda e para a direita, o que colabora para uma melhor mobilização muscular e da articulação na região cervical.
“Um congestionamento pode ter consequências parecidas a uma longa viagem de avião, com fadiga muscular e desgaste nas articulações. O ideal é o motorista dar uma pequena parada, em um posto de gasolina, por exemplo, sair do carro e esticar as pernas por alguns poucos minutos”, diz o médico.
Homens apresentam maior mortalidade e perda de independência após fratura no quadril
Um estudo publicado no renomado Journal of Bone and Mineral Research estudou os fatores associados à fratura de quadril em 5.994 homens com 65 anos ou mais, durante 8,6 anos.
O estudo conclui que homens com baixa massa óssea no colo do fêmur, múltiplos fatores de risco e comorbidades têm um alto risco de fraturas de quadril. A pesquisa avaliou dados demográficos, estilo de vida, histórico pessoal e familiar, estado funcional, avaliação antropométrica e cognitiva, visual e função neuromuscular, consumo de álcool, tabagismo, alimentação e histórico de uso de medicamentos. Os participantes da pesquisa tiveram sua densidade mineral óssea da coluna e do fêmur mensuradas.
O risco de fratura do quadril aumenta quanto maior for o número de comorbidades do paciente
“Ter mais de 75 anos, uma baixa densidade óssea no colo do fêmur, ser tabagista, maior perda de altura e peso desde os 25 anos de idade, histórico de fraturas, uso de antidepressivos tricíclicos, história de infarto agudo do miocárdio ou angina, hipertireoidismo e Parkinson são condições que foram associados a um aumento do risco de fratura no quadril e preditores para tal evento. A pesquisa constatou também que o risco de fratura do quadril aumenta quanto maior for o número de comorbidades do paciente, assim como baixa ingestão de proteínas”, explicou o ortopedista Bruno Vargas, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia.
Vale acrescentar que as estatísticas indicam que aproximadamente 30% das fraturas de quadril acontecem em homens. Se comparadas com as mulheres, a mortalidade, a morbidade e a perda de independência após uma fratura no quadril são maiores no sexo masculino.
Dor no quadril pode ser por bursite trocantérica
Dor lateral no quadril pode indicar uma bursite trocantérica.
Além da dor no quadril, o paciente acometido também pode sentir dor na coxa e ter dificuldade de caminhar. “A pressão direta sobre a bursa aumenta a dor, o que torna difícil para o paciente deitar sobre o lado afetado. A bursite trocantérica pode prejudicar o sono, trazer dificuldades no caminhar e, assim, reduzir a qualidade de vida do paciente”, afirma o ortopedista Bruno Vargas, do CREB – Centro de Reumatologia, Ortopedia e Fisioterapia.
O Dr. Bruno explica que a bursa trocantérica é um tecido sinovial localizado superficialmente ao trocanter maior, a parte do fêmur proximal que é saliente lateralmente no quadril. Segundo ele, temos quatro bursas em cada quadril e elas funcionam como se fossem um saco vazio sobre as proeminências ósseas, o que facilita o deslizamento de tendões e fáscias sobre o osso. “A inflamação de uma ou mais bursas trocantéricas é conhecida como bursite trocantérica e é uma das mais comuns causas de dor no quadril”, explica.
Um exame muito importante é a avaliação tridimensional do movimento computadorizada
A causa da doença pode ser explicada por movimentos exagerados dos tendões e fáscias sobre o trocânter maior. Um exame muito importante é a avaliação tridimensional do movimento computadorizada, que avalia o movimento e a forma de pisar do paciente.
“Há opções de tratamento que devem ser avaliadas caso a caso, com excelentes resultados. Podemos utilizar fisioterapia, hidroterapia e RPG e medicamentos. Também podemos indicar a Terapia por Ondas de Choque (TOC), um método praticamente indolor e não invasivo, através de ondas acústicas, que vem sendo utilizado com sucesso em substituição e evitando a cirurgia com cerca de 85% de sucesso. O tratamento da TOC é feito em consultório médico, por médico capacitado, geralmente em três sessões, de 20 a 30 minutos cada”, finaliza o médico do CREB.
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