Surfista precisa se alongar e cuidar do condicionamento físico
O surfe é um esporte que está se profissionalizando muito nos últimos anos. Foi-se o tempo em que o surfista era aquele sujeito descompromissado, que perdia horas e horas pegando ondas na praia. Profissionais vivem disso, uma indústria gera uma receita extraordinária com produtos, revistas, filmes, roupas e até alimentos e o surfe definitivamente ganhou a mídia. Daí termos cada vê mais pessoas de ambos os sexos, e das mais variadas idades, se dedicando ao esporte.
Mas engana-se que basta colocar uma prancha debaixo do braço e enfrentar as ondas com coragem e equilíbrio. “Mudanças da maré, grandes ondas, correntezas e o desgaste do esporte exigem muito do surfista. É preciso ter um bom condicionamento físico para se dedicar ao esporte, ainda que a intenção da pessoa seja apenas se divertir. O surfe é hoje uma excelente oportunidade de condicionamento físico. Mas é preciso estar preparado para adotá-lo”, avisa o ortopedista especialista em medicina do esporte, João Marcelo Amorim, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.
O médico do CREB diz que é indispensável se aquecer antes de praticar o surfe. “Da mesma forma que o atleta se alonga antes de correr ou jogar futebol, é preciso fazer o mesmo antes de praticar o surfe. Ele lembra que a própria coluna vertebral fica exposta nas quedas, que muitas vezes são fortes o suficiente para machucar o surfista. O médico acrescenta que o condicionamento cardiovascular e o treinamento devem fazer parte da preocupação daqueles que querem praticar esta atividade.
– Não é raro receber surfistas no consultório, com queixas como dores na coluna vertebral, inflamações, enfim, com algum problema gerado pelo esporte. Ao sinal de qualquer dor, é preciso procurar um especialista, inclusive por aqueles que querem começar a pratica o esporte – finaliza o médico.
Exames são fundamentais para diagnosticar dores de longa evolução na coluna
Entre tantos outros motivos que leva uma pessoa a procurar um médico, 80% estão relacionados à sensação de dor.
E a maior parte destas queixas se referem à dores de longa evolução, isto é, dores que não cessam ou, ao menos, se repetem com frequência. As principais queixas apresentadas aos médicos são enxaquecas, lombalgias, artrose, lesões por esforço repetitivo (LER) e algumas doenças neurológicas, como por exemplo o Mal de Parkinson, além de dores provenientes de algum tipo de acidente.
A dor é um sintoma, é preciso investigar
“A situação mais comum que encontramos no consultório é paciente se consultando por conta de uma dor na coluna. O importante é entender que aquela dor é um sintoma, e é preciso investigar o que a ocasionou, para que possamos tratar da doença, e não dos sintomas. É preciso focar na causa, não na consequência. O médico fará um exame clínico e poderá solicitar uma série de exames, de imagem ou não, para descobrir o que acomete aquele paciente”, explica o fisiatra e Reumatologista Haim Maleh, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia, e professor de reumatologia da UFF.
Segundo o Dr. Haim, as dores podem ter inúmeras causas e origens. Além de exames de imagem, o médico pode solicitar, por exemplo, a eletroneuromiografia, utilizada no diagnóstico de alterações nos nervos periféricos dos membros superiores e inferiores decorrentes de lesões provocadas por doenças ocupacionais (LER), traumáticas e metabólicas.
“A experiência do médico, o exame clínico e os exames de imagens e complementares oferecem os elementos para o diagnóstico”, explica o Dr. Haim
Sutiã com fecho frontal é mais adequado para mulheres com artrite reumatoide
Rigidez nas articulações, principalmente pela manhã, limitação e até incapacidade de movimento, com dor crônica. Esses são os principais sintomas da artrite reumatoide, uma doença inflamatória crônica e autoimune, uma das doenças reumáticas que mais leva pessoas para o consultório médico. A doença acomete duas vezes mais mulheres do que homens, principalmente na faixa entre 50 e 70 anos.
Uma atividade simples e corriqueira como escovar os dentes torna-se às vezes impossível de se fazer sozinho
“A artrite reumatoide atinge a membrana sinovial das articulações. Ela se manifesta principalmente nas mãos, nos punhos, nos tornozelos e nos joelhos. Muitas vezes, pode até comprometer a capacidade funcional da pessoa. Nestes casos, uma atividade simples e corriqueira como escovar os dentes torna-se um suplício, às vezes até impossível de se fazer sozinho”, explica a reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo, Dra. Isis Dutra Marques .
A reumatologista do CREB diz que muitas mulheres que apresentam a doença em um estágio avançado reclamam da dificuldade de abotoar um sutiã. Ela lembra que há, no mercado, sutiãs tradicionais, com fecho nas costas, sutiãs todo fechado, sem fecho, e sutiãs com fecho frontal. Este último é que deve ser escolhido no caso de pacientes que sintam dificuldade com essa tarefa. “Muitas vezes, levar os braços às costas, para fechar o sutiã, é uma tarefa muito dolorosa e quase impossível de se fazer sozinha para uma mulher com artrite reumatoide em estágio avançado. O uso do sutiã sem fecho também não é adequado, pois é preciso levar os braços ao alto para vesti-lo e isso também pode ser incomodo. Sugiro o uso do sutiã com fecho frontal, o que torna a atividade possível e novamente corriqueira”, afirma a Dra. isis.
Segundo ela, ao menor sinal de dor, um médico especialista deve ser consultado. “Quanto antes começarmos o tratamento, melhor e mais fácil será. Há tratamento e é possível recuperar a qualidade de vida perdida”, garante ela.
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Atendimento médico Ortopedia e Fisioterapia em São Paulo:
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