Fisiatra revela as verdades e as fake news da fibromialgia
Fisiatra revela as verdades e as fake news da fibromialgia
Pacientes acometidos pela fibromialgia reclamam de dores diárias nas articulações e em várias partes do corpo. Ao chegar no consultório de um médico, muitas vezes o diagnóstico da fibromialgia não é reconhecido pelo profissional. Também é comum que familiares e amigos do paciente achem que as dores são “inventadas” pelo paciente. A fibromialgia não pode ser detectada por teste algum, e para que seja diagnosticada é necessária a exclusão de outras possíveis doenças osteoarticulares reumatológicas que cursam com dores pelo corpo. Afinal, quais são as verdades e as fake news da fibromialgia? É o fisiatra Antônio D’almeida Neto, do CREB – Centro de Reumatologia e ortopedia Botafogo – quem responde:
Fibromialgia não é real: fake news
A fibromialgia é uma condição crônica real. De acordo com o Dr. Antônio, é caracterizada por uma dor generalizada nos músculos, articulações e tendões em todo o corpo. “Outros sintomas da fibromialgia incluem síndrome do intestino irritável, fadiga, problemas de memória, insônia, depressão, dores de cabeça, dormência e formigamento. A fibromialgia é uma síndrome, e uma síndrome é um conjunto de sinais e sintomas diferentes, sendo que todos esses sintomas em conjunto levam a um diagnóstico de fibromialgia. Embora não haja exames de rotina para diagnosticar a fibromialgia, os médicos diagnosticam a fibromialgia descartando outras condições e realizando um exame físico adequado”, explica ele.
Para diagnosticar a fibromialgia, uma pessoa precisa ter “pontos de gatilho” ou “ tender points “ em locais específicos do corpo.: fake news
Os “pontos de gatilho”, também conhecidos como “tender points”, costumavam fazer parte dos requisitos de diagnóstico da fibromialgia. Mas eles realmente caíram em desuso. “Na verdade, os pontos de gatilho estão ausentes em cerca de 20% das pessoas com fibromialgia”, diz o fisiatra do CREB.
Os pesquisadores identificaram as causas da fibromialgia: fake news
“Infelizmente não há causa conhecida para fibromialgia. Pode ser genético, pode ser ambiental e pode, também, ser uma combinação de ambos. Em alguns pacientes, vemos alguns fatores desencadeantes, tais como um acidente de carro, um trauma físico ou mesmo um trauma psicológico. Esses eventos podem estar associados ao início de alguns sintomas da fibromialgia”, afirma o Dr. Antônio.
Não existem tratamentos para o trauma da fibromialgia: fake news
O tratamento da fibromialgia se baseia na utilização de medicamentos específicos, associados a técnicas de reabilitação para alívio dos sintomas álgicos. “Dentre os medicamentos, pode-se utilizar analgésicos e relaxantes musculares para alívio das dores difusas. Antidepressivos auxiliam no tratamento da depressão e, muitas vezes, na melhora do sono não restaurador. A hidroterapia é uma técnica fisioterápica fundamental, pois combina exercícios de alongamento muscular na água quente resultando no alívio da dor. A acupuntura é outra técnica utilizada para o manejo da dor. No CREB, disponibilizamos tanto a hidroterapia, em duas piscinas apropriadas para tal prática, quanto a acupuntura”, explica ele.
Mude seu estilo de vida para obter sucesso no tratamento da fibromialgia: verdade
“O tratamento da fibromialgia não vem na forma de uma pílula mágica”, ressalta o Dr. Antônio. Segundo ele, vem por meio da modificação do estilo de vida. “Trabalhe e se exercite o suficiente. Atividades de baixo impacto, como caminhada e ioga, são ótimas .Tente reduzir os fatores que lhe causam estresse. Ou procure um psicólogo para ajudar no manejo da depressão”, finaliza ele, pontuando que o CREB oferece orientação psicológica gratuita para seus pacientes.
Dor na coluna, saiba como evitá-la
A Organização Mundial da Saúde informa que 85% da população de todo o planeta tem, teve ou terá dores nas costas.
E uma pesquisa recente do Ministério da Saúde, em parceria com a Universidade de São Paulo (USP), mostrou que cerca de 80% das pessoas passam muito tempo em frente ao computador e a televisão. Esse comportamento sedentário pode causar vários problemas de saúde, como as doenças de coluna.
Mas é possível fugir de estatísticas tão definitivas? A boa notícia é que pequenos cuidados no dia a dia podem trazer uma melhor qualidade de vida e evitar dores na coluna. “As pessoas têm trabalhos exaustivos e por longas jornadas. Uma pessoa que passa o dia inteiro sentado, diante de um computador, deve tomar alguns cuidados, como por exemplo, a cada hora – ou no máximo duas horas – se levantar, fazer uma pequena caminhada e realizar alongamentos dos braços e pernas”, diz o fisiatra e reumatologista Haim Maleh, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia.
Segundo ele, erros de postura cometidos no dia a dia e vícios posturais podem se transformar em danos à coluna e, consequentemente, dor. “Ao menor sinal de dor, é preciso procurar um médico para não deixar o problema evoluir. Além do hábito da boa postura, a prática de caminhadas, exercícios de alongamento e as atividades esportivas são importantes para a prevenção de dores nas costas”, explica.
Segundo o Dr. Haim Maleh, seis pequenas dicas podem ser muito úteis no combate a problemas na coluna. “Ao permanecer sentado, o ideal é que os pés estejam apoiados para que os joelhos fiquem levemente mais altos do que o quadril”, ensina o médico. Segunda pequena dica é ao atender o telefone, não apoiar o gancho do telefone entre o pescoço e o ombro. “Este hábito pode provocar dor na cervical e agravar alguns problemas pré-existentes na coluna”, avisa. A terceira dica é flexionar sempre os joelhos e agachar ao pegar um objeto no chão. A quarta dica é jamais utilizar sapatos apertados e saltos altos, no caso das mulheres.
– Outra dica é passar a ter o saudável hábito de se espreguiçar regularmente. É um alongamento que solta às estruturas articulares e musculares. E a sexta dica, fundamental, é a prática regular de exercícios. A musculatura forte protege e fortalece a coluna, além de prevenir diversas doenças. E não se esqueça: ao sentir o menor sinal de dor, procure um médico – finaliza.
A escolha ideal do colchão melhora a qualidade de vida
Colchão de espuma, de mola ensacada, com pillow top, ortopédico… qual é, afinal, o colchão ideal, que nos ofereça uma confortável noite para o nosso corpo?
O fato de passarmos praticamente um terço de nossas vidas sobre um colchão já é motivo suficiente para termos o máximo de atenção com este assunto. Se não bastasse, dormir sobre um colchão inadequado pode resultar em insônia, dores pelo corpo, dor lombar e uma série de outros problemas que certamente afetarão a sua qualidade de vida.
“A escolha do colchão certo é fundamental para mantermos nossa coluna saudável. Se o colchão não oferecer o devido suporte para o corpo, não vai contribuir para o correto alinhamento postural durante uma noite de sono. E nada melhor que uma boa noite de sono para manutenção de uma vida saudável e livre de estresse. A maioria das pessoas agem como se o sono fosse uma simples atividade do dia a dia. Dormem pouco, mal, em um colchão e com travesseiros inapropriados. Noites mal dormidas podem se transformar em mau humor, dor na coluna, dor de cabeça, indisposição e, mais do que isso, menos qualidade de vida”, alerta o Dr. Haim Maleh, reumatologista e fisiatra do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia .
Segundo o médico do CREB, contar com uma boa noite de sono é fundamental para a saúde das pessoas. “Durante o sono nosso corpo produz seratonina, substância P e melatonina, substâncias que produzem sensação de bem-estar e agem como filtros do nosso organismo a situação de estresse e ansiedade. É também durante o sono que aumentamos nossa capacidade de produzir defesas e mais nutrientes”, explica o dr. Haim Maleh. O ser humano precisa de, em média, sete horas de sono bom e regular, acrescenta ele.
Qual colchão escolher?
De acordo com o médico do CREB, na hora de escolher o melhor colchão deve-se priorizar a qualidade do material. “Colchões de mola e com maior revestimento são os mais confortáveis e adequados, porém mais caros. Sempre faça o teste do produto, verificando o conforto que o produto oferece. Outra dica é pesquisar se o produto é ortopédico e aprovado por algum órgão de saúde. É preciso avaliar, ainda, a qualidade da espuma e a sua densidade em função do peso e da altura de quem vai utilizá-lo”, ensina. Além de comprar o colchão ideal, é preciso preservar sua qualidade. O médico dá a dica: a cada seis meses, faça um rodízio do colchão em 180 graus, para que não haja sobrecarga. E esteja atento ao encaixe correto do produto na cama, evitando o comprometimento do material.
– Muitas vezes a pessoa acorda com a sensação de cansaço, desânimo, dor de cabeça e dor lombar e a causa é uma noite mal dormida. Aqueles que não dormem bem precisam procurar um fisiatra ou reumatologista para que possa receber as orientações necessárias, em busca de uma boa noite de sono e uma maior qualidade de vida – finaliza ele.
Atendimento médico especializado no Rio de Janeiro:
- BARRA DA TIJUCA: Av. das Américas, 700 - Bloco 8 - Loja 320 - Città Américas
- BOTAFOGO: Rua Voluntários da Pátria, 408
- COPACABANA: Rua Barata Ribeiro, 774 - ao lado do metrô
- LEBLON: Av. Ataulfo de Paiva, 355
- MÉIER: Rua Dias da Cruz, 13 - ao lado da estação Méier
Atendimento médico Ortopedia e Fisioterapia em São Paulo:
- SANTO AMARO: Av. Santo Amaro, 5702
- INTERLAGOS: Av. Interlagos, 1989
- TATUAPÉ: Rua Apucarana, 1619