Lar doce lar: tranquilidade e segurança para os moradores
As estatísticas são reveladoras: segundo pesquisas, mais de 75% das lesões em pessoas com mais de 60 anos acontecem dentro de suas próprias casas, sendo que 46% destes acidentes acontecem no trajeto entre o banheiro e o quarto, principalmente à noite. E o vilão desta história – aliás, vilões – todo mundo conhece: um inocente tapete colorido solto no chão, iluminação inadequada, tomadas difíceis de se alcançar e móveis mal posicionados, entre tantos outros.
O “lar doce lar”, que deveria ser sinônimo de tranqüilidade e segurança para seus moradores, pode se transformar numa autêntica armadilha para pessoas da terceira idade. Com o passar dos anos, as quedas se tornam cada vez mais freqüentes e 25% das quedas são fatais em idosos e pacientes com osteoporose. Segundo a Coordenadoria de Saúde do Idoso, do Ministério da Saúde, a fratura do colo do fêmur é a conseqüência mais observada nas estatísticas das quedas de idosos.
Alguns cuidados ajudam – e muito – na prevenção de acidentes no lar. A casa precisa se adaptar ao morador idoso, trazendo-lhe segurança. Móveis com pontas, por exemplo, devem ser evitados. Prefira móveis com cantos arredondados mas se não for possível trocar aquela mesa de jantar antiga, que acompanha o morador há tantos anos, não há problemas: é fácil encontrar em lojas de construção, de artigos para crianças, entre outras, adaptadores de plástico, transformando a ponta em canto arredondado.
A iluminação da casa do idoso deve receber atenção especial. O ideal é instalar arandelas nas paredes, o que facilita a troca de lâmpadas. O importante é ter uma casa muito bem iluminada e, para isso, se for necessário, coloque abajur como apoio. Segundo os especialistas, é preciso evitar passar de um cômodo bem iluminado para outro mal iluminado. Especialistas indicam o uso de mini luminárias nas tomadas, para que haja alguma iluminação durante a noite, evitando o trajeto do quarto para o banheiro no escuro. Essas mini luminárias são acessas diretamente nas tomadas – e aí está um outro problema, muito comum: muitas vezes, as tomadas ficam escondidas e o acesso é difícil. Ao tentar conectar algum aparelho eletrônico, muitos idosos se acidentam. O ideal é adaptar tomadas em posições mais altas e visíveis.
A escolha das cores também influencia na segurança da casa. A melhor opção é por contrastes, principalmente na transição entre espaços – do quarto para o corredor, do corredor para a sala, da sala para a cozinha… Mas um dos maiores campeões de acidentes, sem dúvidas, é o tapete. Um simples tapete colocado na beira da cama pode causar um acidente sério, se aliado a um chão bem encerado e limpo, seja madeira ou piso frio. Também é muito fácil encontrar no mercado fitas dupla-face, especiais para prender o tapete ao chão.
Algumas dicas:
Banheiros:
• o assento deve ser ajustável para oferecer mais estabilidade
• banheira e box devem contar com barras de apoio ou corrimãos
• barras de apoio também devem ser utilizadas no banheiro, fora do box
• cabides de toalhas devem ficar próximas da pia e do chuveiro para evitar molhar o chão, tornando-o escorregadio.
• deve-se utilizar pisos e tapetes antiderrapantes, se possível com ventosa
• vaso sanitário mais elevado e alças de apoio
• é preciso testar a temperatura da água antes de entrar no Box ou banheira
Cozinha
• alarme para identificar vazamentos de gás. Fogões mais modernos já têm proteção contra vazamentos
• evite armários altos, principalmente para guardar objetos muito utilizados no dia-a-dia
• evite carregar peso, principalmente panelas pesadas e quentes
• mantenha os números de emergência (hospital, clínica, médico, ambulância) em local visível
Quarto
• a cama e o colchão devem alcançar a altura de 45 centímetros
• mantenha os números de emergência (hospital, médico, ambulância) em local visível, na mesinha de cabeceira
• tenha abajur ao lado da cama
Geral
• no caso de escadas, mantenha corrimão dos dois lados e os degraus não podem ter altura de mais de 15 centímetros
• tomadas em locais de fácil acesso
• ambientes muito bem iluminados
• móveis sem pontas, com cantos arredondados
• tapetes – quando necessários – bem fixados, com fita dupla face especial para esse uso
• se possível, use sensores de presença, que acendem a luz quando a pessoa se aproxima
• evite guardar algo que é sempre usado no dia-a-dia em locais de difícil acesso, no alto de armários
Mulheres acometidas pela lúpus podem engravidar
Há muita desinformação sobre a lúpus, uma doença de causa desconhecida, crônica e sistêmica, que acomete principalmente mulheres, na maior parte das vezes na faixa entre os 15 e 35 anos. Segundo a reumatologista Isis Reis Carvalho, do CREB – Centro d...
Há muita desinformação sobre a lúpus, uma doença de causa desconhecida, crônica e sistêmica, que acomete principalmente mulheres, na maior parte das vezes na faixa entre os 15 e 35 anos. Segundo a reumatologista Isis Reis Carvalho, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo, a principal mentira sobre a doença é de que ela seria contagiosa. Não é.
“O diagnóstico acontece a partir de critérios clínicos e exames laboratoriais. E há tratamento, que vai depender dos sintomas apresentados pelo paciente. Os sintomas variam, de acordo com o paciente, porém os mais frequentes são dores articulares, manifestações de pele, principalmente nas áreas expostas ao sol, inflamação da pleura e do pericárdio, anemia, alterações dos glóbulos brancos e plaquetas e doença renal”, explica a Dra. Isis. Ela pontua que mulheres com lúpus podem engravidar, ao contrário do que se pensa.
Os portadores da doença devem optar por hábitos saudáveis
“A mulher com lúpus pode engravidar sem problema algum. A doença precisa estar controlada há ao menos dois anos e a paciente não pode ser portadora de doença renal. O uso de anticoncepcionais será avaliado pelo médico. Os portadores da doença devem optar por hábitos saudáveis, como uma dieta equilibrada e atividade física regular. É muito importante que o paciente com lúpus evite expor-se ao sol”, finaliza a reumatologista do CREB.
Lúpus também acomete homens e mulheres com mais de 50 anos
É verdade que a lúpus é uma doença crônica, sistêmica e de causa desconhecida que acomete principalmente mulheres entre 15 e 35 anos. Mas não se restringe a esse grupo. A reumatologista Isis Reis Carvalho, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia...
É verdade que a lúpus é uma doença crônica, sistêmica e de causa desconhecida que acomete principalmente mulheres entre 15 e 35 anos. Mas não se restringe a esse grupo. A reumatologista Isis Reis Carvalho, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo – afirma que a doença também acomete homens e em mulheres com mais de 50 anos.
– Não é verdade que seja uma doença estritamente feminina. Mas as estatísticas apontam que há oito ou nove mulheres com lúpus para cada homem acometido – afirma a médica do CREB.
O tratamento precisa ser individualizado
A Dra. Isis destaca que os sintomas da lúpus variam de paciente para paciente, mas manifestações na pele, principalmente nas áreas expostas ao sol, dores articulares, anemia, alterações dos glóbulos brancos e plaquetas e doença renal são as mais comuns. Ela acrescenta que a doença tem tratamento e não é contagiosa, ao contrário do que muita gente pensa.
– Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Assim, o tratamento precisa ser individualizado. Uma dieta saudável e a prática de exercício físico regular são sempre recomendadas. A exposição ao sol deve ser evitada e o uso de bloqueadores solares é recomendado. Há remédios específicos para a doença, que tem tratamento – finaliza ela.
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