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Peso da mochila, um problema sério

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Os pais de um estudante de uma escola particular da zona sul do Rio de Janeiro tomaram um susto quando pesaram a mochila escolar do menino. Entre livros, cadernos e materiais escolares, mais o lanche, a mochila carregava nada menos do que onze quilos...

Os pais de um estudante de uma escola particular da zona sul do Rio de Janeiro tomaram um susto quando pesaram a mochila escolar do menino. Entre livros, cadernos e materiais escolares, mais o lanche, a mochila carregava nada menos do que onze quilos. Mais do que 20% dos 50 quilos do peso do estudante, de 12 anos. Na mochila não havia absolutamente nada além de material relacionado às atividades escolares, e esse peso se repetia ao longo da semana, com pequenas variações.
Esse é um problema sério, que os estudantes enfrentam no dia-a-dia. E que pode ter consequências graves para a saúde dos estudantes.
– O excesso de peso na mochila destes estudantes pode provocar, primeiro, dores musculares constantes, e, em um segundo momento, pode resultar em uma artrose, que é a inflamação das articulações. O peso da mochila afeta principalmente o quadril e os joelhos destas crianças – explica o Reumatologista e Fisiatra do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo – e Professor de Reumatologia da UFRJ, Haim Maleh.
O Dr. Haim Maleh diz que não há um peso certo que seja saudável carregar, mas pontua que a criança não deve carregar mais do que 10% do seu peso, nos ombros.
– Tem um agravante. Geralmente, essas crianças gostam de carregar a mochila em um ombro só, o que é um erro. Não é à toa que as mochilas possuem duas alças. É preciso distribuir o peso – acrescenta o médico.
A questão não é fácil de se solucionar. Algumas escolas mantém armários para os alunos, mas os livros continuam indo e vindo nas mochilas por causa dos deveres de casa. O Reumatologista e Fisiatra aconselha aos pais procurarem um especialista ao menor sinal de dor dos filhos ou se notarem algum tipo de desvio postural, ombros assimétricos, altura diferente das escápulas e, nas meninas, diferença significativa na altura das mamas. Segundo ele, quanto mais cedo um tratamento se inicia, mais rápido o resultado é alcançado.


Tendinite tem cura, mas pode se transformar em um grande problema se não for devidamente tratada

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Cuidados com os movimentos repetitivos e a Tendinite

Todas as pessoas, independente de sexo e idade, que utilizam o computador, celular e tablet o dia inteiro, teclando, enviando mensagens e navegando na internet, são sérios candidatos a dores resultantes de inflamação nos tendões das mãos. Por conta do uso excessivo da tecnologia – e os movimentos repetitivos provocados pelo uso de aparelhos eletrônicos – cada vez é maior o número de pacientes que procuram o consultório de um médico especialista, com tendinite.

“Nossos músculos têm a função de promover o movimento. Em suas extremidades, existe uma transição entre o tecido muscular e o tecido fibroso, que se adere à parte óssea. Tendão é o nome desse tecido altamente resistente e fibroso. Mas nós exercitamos os nossos tendões o dia inteiro, seja caminhando ou praticando atividade física. Um movimento abrupto ou excessivo pode provocar uma inflamação. Quando isso acontece, o ideal é interromper qualquer exercício e mesmo uma caminhada. Às vezes, a dor inicial não é tão intensa e a pessoa resolve continuar sua caminhada. Mas um especialista sempre deve ser consultado”, explica o Dr. Antônio D’Almeida, fisiatra do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia, pontuando que o mesmo acontece com os tendões das mãos.

Evite a automedicação na Tendinite

O Dr. Antônio alerta para o perigo da automedicação e da busca pela solução sem a consulta com um especialista. “A automedicação é um grande problema que temos em nosso país. A pessoa sente uma pequena dor, acha que aquilo é comum, que vai se resolver facilmente, e vai até uma farmácia e pede ao balconista algum anti-inflamatório. Mas o problema pode ser sério, se agravar, se tornar um quadro crônico e até se transformar em uma LER (Lesão de Esforço Repetitivo). É preciso procurar um especialista”, afirma ele.

O tratamento da tendinite é medicamentoso e pode se utilizar de protocolos que incluem a cinesioterapia, a acupuntura e outras formas de fisioterapia. “O remédio alivia a dor, mas não cura a inflamação. Uma das causas mais comuns de tendinite nas mãos é a digitação em computadores, celulares e tablets. Tem pessoas que fazem isso o dia inteiro. É preciso estar atento, estabelecer pausas regulares na tarefa de digitar e, ao menor sinal de dor, procurar um médico”, ressalta o Dr. Antônio.

Ele dá uma boa dica para tonar a digitação uma tarefa menos invasiva. “É muito importante, diria fundamental, que os cotovelos estejam sempre apoiados na cadeira, no nível da mesa, e que o teclado não esteja muito mais alto do que o seu cotovelo. Seguir essa dica é importante e pode evitar problemas. Alongar o tendão e fortalece-lo também é uma forma de prevenir a tendinite. O médico poderá orientar o paciente a respeito disso”, afirma, lembrando que tendinite tem cura, mas se não for levada a sério pode se transformar em um grande problema.


Após cirurgia, Lucas tem previsão de retorno em três meses

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O Botafogo ainda pode ter esperança de contar com o lateral direto Lucas no Campeonato Brasileiro. Nesta quinta-feira, o médico do clube, Rodrigo Kaz, explicou como será feita a recuperação do jogador, que passou por cirurgia nesta quarta-feira, e afirmou que a previsão é de que o atleta volte aos gramados em três meses.

“O Lucas sofreu um trauma no tornozelo com uma fratura na fíbula e teve também uma lesão ligamentar que geralmente vem junto. Não foi nada grave. A cirurgia foi feita com sucesso. Não tenho como prever a data certa de retorno, mas a estimativa é de que em três meses ele esteja pronto para jogar”, afirmou Kaz.

Lucas se machucou no segundo tempo da derrota do Botafogo por 2 a 1 no último domingo, contra o Grêmio, pela 7ª rodada Campeonato Brasileiro. O lateral carregava a bola pelo campo de ataque, quando foi acertado por um carrinho duro de Zé Roberto. O pé esquerdo do botafoguense ficou preso no gramado, e ele se contorceu em dores, sendo substituído aos 15 minutos.

Exames confirmaram uma fratura no tornozelo do atleta, que foi submetido a uma cirurgia no fim da tarde da última quarta-feira. Logo após o anúncio da lesão, especulou-se que o lateral ficaria seis meses fora e, com isto, se ausentasse do restante do Campeonato Brasileiro. No entanto, isto não deve acontecer.

“Na próxima semana, ele já começa a reabilitação com fisioterapia e são seis semanas sem colocar o pé no chão. Na teoria, a recuperação de um atleta nesse caso é entre três e seis meses, mas o Lucas é disciplinado na recuperação de lesões, que são poucas”, completou o médico.

Apesar do desfalque pelos próximos três meses, o Botafogo não irá contratar outro lateral. A diretoria avalia que Gilberto e Edilson são capazes de “segurar a bronca” até a volta de Lucas. O primeiro, jovem revelado nas categorias de base do clube, já deve ser titular neste sábado, contra o Náutico, em São Januário.



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