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Peso excessivo da bolsa, um problema das mulheres

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Pergunte para uma mulher o que ela carrega em sua bolsa. Geralmente, a lista é vasta: celular, chaves de casa, guarda-chuva, carteira, estojo de maquiagem, agenda, nécessaire, bolsinha com remédios, e por aí vai… Se a prevenção é inimiga da surpresa, por outro lado carregar tantos objetos torna a bolsa um peso grande, que pode causar vários problemas sérios relacionadas à má postura, como tendinites, hérnias de disco e desgaste dos discos da coluna. Bolsas pesadas são sinônimo de dores nos ombros e nas costas.

“Certamente que o uso de bolsas pesadas, diariamente, podem trazer problemas para as mulheres. As áreas mais prejudicadas são os ombros e a coluna, mas é possível aparecerem problemas no pescoço, nos braços e até mesmo nos quadris e nas pernas, que podem ser afetados por conta da pressão ns articulações”, explica o ortopedista Marcio Taubman, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo. De acordo com ele, não é nada difícil perceber se o uso de bolsas pesadas está trazendo algum problema para a mulher: basta notar se está havendo desconforto postural.

Para o uso saudável de mochilas, seu peso não deve ultrapassar 10% do peso da pessoa que a carrega. E é bom lembrar que o peso é dividido nas costas. Já no caso das bolsas femininas, a conta não é essa. “Geralmente, a bolsa é carregada em um só ombro. Ainda que a mulher troque de ombro constantemente, todo peso fica concentrado ali. E é preciso ter condicionamento físico para carregar peso, o que muitas vezes não acontece”, afirma. O médico do CREB diz que o primeiro passo para reverter tal situação é diminuir drasticamente o número de objetos da bolsa. E procurar um especialista para uma avaliação.

– Sabemos que a escolha da bolsa é uma questão muitas vezes estética, de moda, mas se possível é melhor optar por bolsas de alças transpassadas, que são capazes de distribuir um pouco melhor o peso carregado. Outra dica é escolher bolsas menores, cujo espaço não permite mesmo tantos objetos – finaliza ele.


Dor de cabeça pode ser originada por problemas de coluna

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A Academia Brasileira de Neurologia (ABN) estima que 93% da população brasileira já sentiram algum tipo de dor de cabeça, sendo que 31% desse total precisam de um tratamento clínico para eliminar o problema. Existem mais de 150 tipos de dor de cabeça e as mais conhecidas são a do tipo tensional e a enxaqueca.

“Na maioria das vezes, a cefaléia é consequência de algum problema de saúde, ou seja, um sintoma de algo que não está bem. O que muita gente não sabe é que inflamações nas articulações, má postura e desvios na coluna vertebral podem ser os motivos de constantes dores de cabeça”, explica o reumatologista e fisiatra Haim Maleh, do Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo (CREB).

Segundo o médico do CREB, na maioria das vezes a pessoa com dor de cabeça toma um analgésico e acha que resolveu o problema. Isso é um erro. “O analgésico alivia o sintoma, mas não resolve a causa da dor, que pode ter várias origens.

Se a dor é constante, deve ser investigada por um especialista. Dores de cabeça provenientes de má postura e problemas na coluna são muito mais frequentes do que se possa imaginar. E a fisioterapia e protocolos que incluem RPG – Reeducação Postural Global – podem resolver o problema”, diz o Dr. Haim Maleh.

“É muito comum desenvolvermos problemas articulares, principalmente quando vamos nos aproximando da terceira idade ou quando não praticamos atividade física regular, por exemplo. Quando a dor de cabeça é consequência de problemas articulares, a fisioterapia pode ajudar a melhorar consideravelmente a qualidade de vida do paciente. Vamos tratar da causa, não do sintoma. Um especialista deve ser procurado para avaliar o problema e descobrir a causa”, finaliza ele.

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Pesquisa revela que problemas na coluna afetam mais da metade dos profissionais da beleza

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Um estudo realizado pelo Instituto de Ortopedia do Hospital das Clínicas da FMUSP, ligado à Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, com profissionais de salões de beleza, revela que nada menos do que 59% dos profissionais avaliados sofrem com dores na coluna, 47% nos membros superiores e 27% nos membros inferiores. A pesquisa apontou, ainda, uma maior incidência de dores na coluna e nos braços do que nos membros inferiores. Outras conclusões importantes são: os profissionais que trabalham mais de 50 horas semanais sofrem mais dores e os que estão há mais de quatro anos nesta profissão são maioria em relação aos iniciantes.

Segundo o reumatologista e fisiatra Haim Maleh, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo – esse estudo apenas ratifica o que se repete em todos ambientes profissionais onde os trabalhadores executam suas tarefas por muitas horas em pé e utilizando movimentos repetitivos. “A profissão de cabelereira não é fácil. Elas ficam horas em pé e os movimentos são repetitivos. A lombar e os ombros sentem o peso dos anos de profissão e tudo isso se agrava se a pessoa tiver sobrepeso e, principalmente, se for sedentária”, explica o médico.

– A quantidade de horas trabalhadas em uma mesma posição e o tipo de trabalho realizado são fatores muito importantes na origem de dores músculo-esqueléticas. A isso se junta uma série de fatores que contribuem como o estresse, a falta de atividade física regular, uma alimentação desregulada, vícios de postura e noites de sono irregular. Após a identificação da causa, utilizamos no CREB protocolo em que incluímos RPG, Pilates e outras formas de cinesioterapia associadas a hidroterapia, e conseguimos excelentes resultados no alívio da dor e na melhora da qualidade muscular. Ao menor sinal de dor constante, a pessoa deve procurar um especialista para identificação da causa porque é possível tratar os problemas de coluna e viver bem, feliz e sem dor – garante o Dr. Haim Maleh.



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